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Petrobras inicia entregas de combustível sustentável de aviação com produção inédita no país

A Petrobras realizou suas primeiras entregas do SAF (combustível sustentável de aviação) no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, após ter se tornado a primeira com produção integral do combustível no país. Foram comercializados pela petroleira 3.000 metros cúbicos de SAF com distribuidoras que atuam no aeroporto, o equivalente a um dia de consumo nos aeroportos do estado do Rio de Janeiro, informou a companhia nesta sexta-feira (5). O anúncio ocorre após a Vibra Energia (ex-BR Distribuidora), ter anunciado em novembro que começou a abastecer com SAF importado dois voos diários partindo de Salvador, transformando o aeroporto da capital baiana no primeiro do Brasil a utilizar o combustível sustentável de aviação em operações comerciais. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou em nota nesta sexta-feira que a iniciativa da petroleira busca antecipar o atendimento a regras globais e domésticas que passam a valer em 2027, quando companhias aéreas no Brasil serão obrigadas a usar esse tipo de combustível. O SAF das primeiras entregas foi produzido por meio de coprocessamento na Reduc (Refinaria Duque de Caxias), no Rio de Janeiro, certificada para produzir e comercializar o combustível. A unidade tem autorização da reguladora ANP para incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável na produção de SAF por essa rota. A Petrobras afirmou que está certificada para o uso de óleo técnico de milho (TCO), uma matéria-prima residual, ou óleo de soja, com uma redução prevista nas emissões líquidas de CO2 de até 87% na parcela renovável. O produto obtido, segundo a empresa, é quimicamente idêntico ao combustível mineral, mas com uma parcela derivada de matéria-prima sustentável. A Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos (SP), já realizou testes para a produção de SAF pela rota de coprocessamento de óleo vegetal com correntes tradicionais de petróleo. Além disso, a previsão é que, ainda em 2026, a Replan (Refinaria de Paulínia), no estado de São Paulo, e a Regap (Refinaria Gabriel Passos), em Minas Gerais, também passem a produzir e comercializar o combustível. (Reuters)

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ANP multa Refit em R$ 2 milhões por armazenar combustíveis acima do limite autorizado

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) multou a Refit em R$ 2 milhões e vai debater a revogação da autorização para atividade de armazenamento de combustíveis, apurou o Valor. A Superintendência de Produção de Combustíveis, a mesma que interditou a refinaria, vai analisar a possibilidade de cancelar a autorização para que a refinaria de Manguinhos, no Rio, possa armazenar combustíveis. A Refti tem dez dias para recorrer da decisão. A ANP pode avaliar também a revogação da homologação do dispositivo que autoriza a empresa a firmar contratos de cessão com as distribuidoras Flager, 76 Oil e Rodopetro, cujo controle é atribuído pela Justiça Federal à Refit. A fiscalização foi realizada antes das operações Carbono Oculto e Cadeia de Carbono, realizadas entre agosto e setembro. Clique aqui para continuar a leitura.

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Brasil bate recorde na produção de petróleo

A produção de petróleo em outubro no Brasil alcançou 4,030 milhões de barris por dia, segundo dados da ANP. Já o gás natural alcançou 194,780 milhões de metros cúbicos por dia, totalizando 5,255 milhões de barris de óleo equivalente. Trata-se de um recorde histórico para o período. Se o Brasil pertencesse à Opep seria o terceiro maior produtor de petróleo, ficando atrás somente da Arábia Saudita e Iraque. Mais: as exportações de petróleo resultaram numa receita de US$ 37,5 bilhões até outubro.

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Refinaria da Petrobras Refap bate recorde de produção de diesel S-10 em novembro

A refinaria da Petrobras Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS), registrou recorde de produção mensal de diesel S-10 em novembro, informou a companhia em comunicado à imprensa nesta sexta-feira. No total, a unidade produziu 274,8 milhões de litros de diesel S-10, alta de 7% ante o recorde anterior, de 257 milhões de litros, registrado em agosto de 2023, disse a empresa. As vendas do derivado acompanharam o aumento da produção, totalizando 277,2 milhões de litros em novembro. O resultado reflete uma crescente demanda pelo diesel S-10 emdash; tipo mais comercializado do país endash;, e a ampliação da oferta de combustíveis mais limpos, segundo o gerente geral da Refap, Marcus Aurelius Valenti. elsquo;A Petrobras vem atuando para elevar a produção de diesel S-10, com novos projetos e maior eficiência no uso dos ativosersquo;, disse Valenti em nota. A Refap tem capacidade de processamento de 35 milhões de litros de petróleo por dia e produz, além do diesel S-10 e S-500, gasolina, QAV-1 (JET), nafta petroquímica, GLP (gás de cozinha), propeno, cimento asfáltico de petróleo (asfalto) e óleo combustível. (Reuters)

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Petróleo fecha em alta com tensão geopolítica entre Rússia, Ucrânia, EUA e Venezuela

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira, 5 de dezembro, em alta, em meio ao impasse nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. Também permanecem no radar as tensões entre Estados Unidos e Venezuela. O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 0,69% (US$ 0,41), a US$ 60,08 o barril. Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 0,77% (US$ 0,49), a US$ 63,75 o barril. Na semana, as altas acumuladas foram de 2,61% e 2,2%, respectivamente. Segundo a consultoria Ritterbusch, os investidores do setor energético estão atentos às notícias vindas do Mar Negro. A instituição observa que o presidente russo, Vladimir Putin, não demonstra disposição para abrir mão de reivindicações territoriais. eldquo;Consequentemente, é provável que os ataques com drones à infraestrutura petrolífera russa, como refinarias e instalações de armazenamento, sejam retomadoserdquo;, afirma, ressaltando que isso sustenta os preços do petróleo no curto prazo. No longo prazo, entretanto, a produção em outras regiões pode pressionar os preços para baixo, na faixa entre US$ 55 e US$ 59 por barril, prevê a Ritterbusch. Além disso, uma reportagem da Reuters revelou que os países do G7 e a União Europeia (UE) estão negociando a substituição do teto de preço sobre as exportações de petróleo russo por uma proibição total de serviços marítimos. A medida visa reduzir a receita da commodity, considerando que Moscou exporta mais de um terço da sua produção por meio de navios ocidentais. Mais cedo, Putin reafirmou que Moscou está pronta para manter embarques ininterruptos de petróleo para a Índia, apesar das sanções impostas pelo governo americano. As tensões entre os EUA e a Venezuela também persistem. Segundo veículos internacionais, um novo ataque contra embarcações no Pacífico deixou quatro mortos na quinta-feira. (Estadão Conteúdo)

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Líder admite fracasso da greve dos caminhoneiros: "Fomos sabotados"

O caminhoneiro Francisco Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, que tentou promover uma greve dos caminhoneiros marcada para começar na quinta-feira (4/12), admitiu que o movimento fracassou. Segundo ele, a greve teria sido sabotada e, por isso, não teve adesão de caminhoneiros Brasil afora. Na última segunda-feira (1º/12), Burgardt, com o apoio do desembargador aposentado e influencer de direita Sebastião Coelho, gravou um vídeo enquanto protocolavam um documento no Palácio do Planalto avisando sobre a greve. Eles divulgaram o material nas redes sociais, causando reações favoráveis e contrárias. Entre os caminhoneiros, entretanto, o movimento não vingou, e não houve bloqueios. eldquo;Sem adesão, fomos sabotadoserdquo;, afirmou Chicão Caminhoneiro. Desde que foi anunciada, na última semana, a proposta de greve causou divergência dentro da categoria dos caminhoneiros. Na quinta e também nesta sexta (5/12), as rodovias de todo o Brasil amanheceram desbloqueadas e os caminhoneiros trabalham normalmente. O Metrópoles chegou a procurar o Sindicato dos Caminhoneiros (Sindicam), que afirmou que, caso os caminhoneiros decidissem pela greve, seriam apoiados. A reportagem também ouviu outros representantes contra e a favor da paralisação no transporte, como a Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS) e a Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC), responsáveis por bases locais. Entre os pleitos defendidos pela categoria estavam: a estabilidade contratual do caminhoneiro e a garantia do cumprimento de leis, a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a aposentadoria especial de 25 anos de trabalho, comprovada com recolhimento ou documento fiscal emitido. Falta de apoio político e manifestação de Zé Trovão O movimento também não contava com apoio político de um dos principais representantes do setor, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC). O parlamentar chegou a se manifestar sobre o tema. eldquo;Vocês não estão querendo defender quem está preso, vocês não estão querendo defender o presidente Bolsonaro, vocês estão querendo defender interesses próprios, porque até a pauta que vocês trazem não resolve os problemas do transporte [ehellip;] Querem fazer? Façam. Se der certo, ótimo, mas eu não vou apoiarerdquo;, disse Zé Trovão.

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