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Petróleo fecha em queda e Brent perde marca de US$ 90

O petróleo fechou em queda, após dados da balança comercial da China injetarem temores sobre a demanda global de commodities. Além disso, o óleo foi pressionado pela alta do dólar no exterior, seguindo expectativa de mais aperto pelo Federal Reserve. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em queda de 0,76% (US$ 0,67), a US$ 86,87 o barril. O petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou com perdas de 0,75% (US$ 0,68), a US$ 89,92 o barril, perdendo o nível de US$ 90 por barril. A queda nos estoques de petróleo dos Estados Unidos não foi o suficiente para impedir as perdas dos contratos futuros neste pregão, pressionados por preocupações com a economia global e pela alta do dólar, depois que dados do mercado de trabalho dos EUA renovaram expectativa de nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda este ano. Analista da Oanda, Edward Moya nota que os investidores de energia ponderaram sobre o recente rali nos preços do petróleo, considerando as expectativas de redução na oferta contra um cenário de enfraquecimento da Europa e da Ásia. Hoje, dados da balança comercial da China apontaram queda nas importações e exportações que, embora pouco melhores que o esperado, ainda sinalizam fraqueza na demanda doméstica e externa, destaca a CMC Markets. Para o Julius Baer, a marca do barril Brent acima de US$ 90 se tornou um eldquo;imãerdquo; para os preços difícil de ignorar, entretanto, este nível desafia os fundamentos atuais do mercado. Na visão do banco, os cortes sauditas são amplamente compensados pela produção de pares endash; por exemplo, o Irã e países da América Latina endash; e a China não deve contribuir muito para a demanda global, como esperado pelo mercado. eldquo;Vemos mais riscos de baixa no futuro, mas aumentamos o nosso preço-alvo de curto prazo para US$ 82,50 por barril, devido a duas incertezas principais: a dinâmica de alta poderá ganhar força e/ou a política petrolífera eventualmente precisará de ser reiniciadaerdquo;, aponta o banco. (Com informações do Estadão Conteúdo)

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IGP-DI tem leve alta em agosto e interrompe sequência de 5 meses de perdas

O IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) registrou leve variação positiva em agosto, interrompendo uma sequência de cinco decréscimos mensais consecutivos diante da retomada dos avanços dos preços dos combustíveis para o produtor, informou nesta quarta-feira (6) a FGV (Fundação Getulio Vargas). O IGP-DI subiu 0,05% em agosto, depois de no mês anterior ter caído 0,40%. O resultado ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, que previa ganho de 0,11%. Com esse resultado, o índice reduziu a baixa acumulada em 12 meses para 6,91%, contra perda de 7,47% vista no ano findo em julho. O IPA-DI (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,10% em agosto, contra queda de 0,61% no mês anterior. "O reajuste dos preços do diesel (de 0,00% para 13,29%) e da gasolina (de -7,46% para 8,36%) permitiram que a variação do índice ao produtor registrasse aceleração", explicou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. Por outro lado, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que responde por 30% do IGP-DI, passou a cair 0,22% no mês passado, depois de em julho ter mostrado leve alta de 0,07%. "No âmbito do consumidor, a queda mais acentuada do grupo alimentação [de -0,36% para -0,84%] fez com que o índice voltasse a registrar deflação", disse Braz. Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) avançou 0,17% em agosto, ante 0,10% no mês anterior. A inflação no Brasil tem mostrado sinais de arrefecimento, nos últimos meses, o que levou o Banco Central a iniciar no início de agosto o que deve ser um ciclo de cortes da taxa Selic, atualmente em 13,25%. No entanto, a expectativa de economistas é de que o avanço dos preços volte a ganhar algum fôlego até o final do ano. (Reuters)

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Raízen corre risco de perder licença por entregar dados falsos de produção à ANP

Pela segunda vez, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) advertiu a Raízen por inflar sua capacidade de produção de etanol, sem que a empresa apresentasse justificativas aceitáveis e, alertou que a empresa corre o risco de perder sua licença. Em fiscalização ocorrida em junho deste ano, os fiscais verificaram que a empresa, que pertence ao empresário Rubens Ometto, reportou números inverídicos, algo que pode levá-la à perda do registro de produção. Entre fevereiro e maio deste ano houve 59 registros que, conforme a fiscalização da ANP, apontam rendimentos "inconsistentes" e "inverídicos" na produção de etanol por unidades da companhia em São Paulo e Goiás. A Raízen informou à ANP ter produzido no período pouco mais de 439 milhões de litros de etanol, tendo utilizado, para isso, 808,8 mil toneladas de matéria-prima processada (cana de açúcar, melado, bagaço e palha), cerca de 2 kg, em média, para cada litro de etanol. No entanto, dados do setor citados pela própria Raízen em seu site mostram que a produção de um litro de etanol anidro demanda, em média, cerca de 12 kg de cana de açúcar. Ou seja, se a média do setor foi a vigente, a Raízen teria reportado números seis vezes maiores à ANP. Na sexta (1), a agência enviou documento à empresa informando que, no julgamento do caso, a Raízen corre o risco de ter seu registro de produtora de etanol suspenso por conta dessas falhas. O principal motivo, ainda segundo o comunicado, é a reincidência. Em 2020, a empresa foi responsabilizada pelo mesmo problema. O fornecimento mensal de dados sobre a produção é obrigatório por parte das produtoras de combustíveis. No decorrer do processo atual, a Raízen disse que tinha havido erro, mas a explicação não satisfez os fiscais. "Durante a reunião, a responsável pela movimentação (...) mencionou que havia ocorrido um erro na unidade de medida informada e solicitou o reprocessamento dos dados. No entanto, apesar de inúmeros reprocessamentos, os rendimentos apresentados continuaram inconsistentes e não houve justificativas claras", escreve o fiscal da ANP, em junho, após reunião com a companhia. Agora, a agência aguarda as alegações finais da Raízen antes de enviar o processo para julgamento. Procurada, a Raízen reiterou ter havido "um erro formal no envio de informações à ANP que foi prontamente corrigido". A empresa afirma que "tal equívoco foi pontual e não trouxe qualquer prejuízo à fiscalização da agência ou dano a seus clientes e ao abastecimento".

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Stellantis vê transição longa de carros à combustão para elétricos

A montadora Stellantis acredita que os carros à combustão continuarão rodando até 2050, tornando necessárias medidas para conter suas emissões de carbono até que sejam totalmente substituídos pelos veículos elétricos. Terceira maior montadora do mundo em vendas e proprietária de marcas como Fiat, Peugeot e Jeep, a empresa anunciou nesta semana que testes feitos com a gigante saudita do petróleo Aramco mostraram que 24 tipos de motores à combustão em veículos europeus produzidos desde 2014 podem usar ecombustíveis sem precisar de adaptações. A Stellantis reafirmou seu compromisso de que todas as suas vendas na Europa até 2030 serão de elétricos, embora a União Europeia tenha excluído carros que usam ecombustíveis de seu prazo final de 2035 para que os veículos emissores de dióxido de carbono sejam descontinuados. Mas muitos dos veículos à combustão fabricados até 2029 rodarão por pelo menos mais duas décadas, disse nesta quinta-feira Christian Mueller, vice-presidente sênior da Stellantis para Sistemas de Propulsão na região EMEA (Europa, Oriente Médio e África). "Precisamos realmente cuidar da nossa frota", afirmou. "Creio que 25% de nossos veículos ainda sejam utilizados depois de 20 anos. Assim, o tempo de exposição aos ecombustíveis é considerável, muito considerável." Céticos dizem que os ecombustíveis, contudo, não são uma opção viável no curto prazo, devido à baixa disponibilidade e aos altos custos. O CTO de Transportes da Aramco, Amer Amer, afirmou que a produção deve começar em 2025, nas duas usinas de demonstração da empresa, na Arábia Saudita e Espanha. Os executivos de Stellantis e Aramco esperam que a disponibilidade dos e-combustíveis aumente e o preço diminua, devido a incentivos fiscais na União Europeia. (Reuters)

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Anfavea acirra polêmica sobre entrada de carro chinês no Brasil

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, fez, nesta terça-feira (05), uma contundente queixa sobre a concorrência das marcas chinesas, com duras críticas à isenção do Imposto de Importação para carros 100% elétricos, em vigor no país desde 2015. Modelos elétricos têm marcado os lançamentos das marcas chinesas nos últimos meses. eldquo;Defendemos 35% (alíquota cheia) de Imposto de Importação, com cotas livres do tributo para veículos elétricoserdquo;, disse, durante a divulgação dos resultados do setor em agosto. O dirigente considera eldquo;uma invasãoerdquo; a entrada de marcas chinesas não só no mercado brasileiro, como em toda a região: eldquo;Temos uma e#39;invasãoe#39; de produtos asiáticos, principalmente chineses, na América Latina". Para ler esta notícia, clique aqui.

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Vibra não terá mais lojas de conveniência com a varejista

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) aprovou o encerramento da parceria comercial entre a Vibra e a Americanas destinada à exploração de lojas de pequeno varejo em postos de gasolina e fora deles por meio da Vem Conveniência sob as marcas BR Mania e Local. A Vibra pagará à Americanas o valor de R$ 192 milhões. A Vibra informou ao Cade que decidiu desfazer a parceria, por determinação de seu conselho de administração, tendo em vista os recentes acontecimentos envolvendo a Americanas, em recuperação judicial. Para ler esta notícia, clique aqui.

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