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Rede de postos Ipiranga faz mudanças na KMV, sua conta digital

A rede de postos de combustíveis Ipiranga, do Grupo Ultra, está promovendo mudanças no programa KM de Vantagens (KMV), que até então funcionava também como uma conta digital. Conforme comunicado enviado aos mais de 38 milhões de clientes, a conta será encerrada no dia 8 de fevereiro, e o aplicativo poderá continuar sendo usado para ganhar cashback e outras vantagens. eldquo;Informamos que, a partir de 08/02/2025, o programa KMV vai mudar e o saldo existente na sua conta de pagamento digital poderá ser usado exclusivamente no abastecimento nos postos Ipiranga que aceitam KMVerdquo;, diz o comunicado. eldquo;Isso quer dizer que serviços como Pix, TED e pagamento de boletos não estarão mais disponíveis para usoerdquo;, complementa. Clique aqui para continuar a leitura.

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Gasolina dispara e alcança o 2º maior preço em 15 anos no governo Lula, deixando economia em alerta

Entenda os fatores econômicos e geopolíticos por trás da alta no preço do combustível e descubra as perspectivas para 2025, segundo especialistas e dados da ANP. Aumento na gasolina? O fim de 2024 trouxe uma notícia nada animadora para os motoristas brasileiros: o preço da gasolina alcançou a média de R$ 6,15 por litro, o segundo maior valor registrado nos últimos 15 anos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o recorde só é superado por 2021, durante a pandemia. A alta no preço do combustível durante o governo Lula reflete uma combinação de fatores econômicos e geopolíticos que influenciaram diretamente o bolso dos brasileiros. Quer saber o que está por trás desse aumento e o que esperar para 2025? Acompanhe! O que explica o aumento na gasolina? O aumento na gasolina em 2024 foi impulsionado principalmente pela alta do dólar, que alcançou a marca histórica de R$ 6,27 em dezembro. Como o Brasil depende parcialmente da importação de gasolina e diesel, a valorização da moeda americana impactou diretamente os custos para distribuidoras e importadoras. Mesmo com um parque de refino nacional operado pela Petrobras, o país ainda precisa importar combustíveis para atender à demanda. Isso significa que variações no câmbio e no preço internacional do barril de petróleo afetam os valores pagos pelos consumidores nas bombas. Comparativo da gasolina com outros combustíveis Enquanto a gasolina apresentou um aumento de 5,85% em 2024, outros combustíveis seguiram trajetórias diferentes. Confira os números: Combustível Preço em 2023 Preço em 2024 Variação (%) Gasolina R$ 5,81 R$ 6,15 +5,85% Etanol R$ 2,97 R$ 3,41 +14,76% Diesel R$ 6,15 R$ 6,06 -1,62% O etanol registrou o maior aumento percentual, subindo 14,76% e encerrando o ano com preço médio de R$ 3,41 por litro. Já o diesel, surpreendentemente, teve uma leve queda de 1,62%, fechando 2024 a R$ 6,06 por litro. Expectativas para 2025 Apesar do aumento no preço do combustível em 2024, há sinais de que 2025 pode trazer algum alívio para os motoristas. O Banco Mundial prevê uma redução no preço do barril de petróleo, passando de uma média de US$ 80 em 2024 para US$ 73. Se essa queda se concretizar, é possível que os valores nas bombas também sejam ajustados. No entanto, o cenário permanece incerto devido a fatores geopolíticos. Conflitos internacionais e tensões no Oriente Médio podem pressionar os preços do petróleo para cima, neutralizando os benefícios de uma eventual queda no valor do barril. Impactos no bolso dos brasileiros O aumento na gasolina tem efeito cascata, impactando não apenas o custo direto para os motoristas, mas também os preços de produtos e serviços. Como grande parte do transporte de mercadorias no Brasil depende de caminhões e veículos movidos a combustíveis fósseis, os reajustes acabam refletindo na inflação. O preço do combustível elevado força muitas pessoas a buscar alternativas, como o transporte público ou até mesmo o uso de bicicletas e veículos elétricos. Essa mudança de comportamento, embora positiva do ponto de vista ambiental, também revela o peso que os altos custos impõem ao orçamento das famílias. O papel do governo Lula na questão dos combustíveis O governo Lula tem enfrentado pressões para adotar medidas que mitiguem os aumentos no preço dos combustíveis. Entre as alternativas em discussão estão políticas para estabilizar o câmbio, incentivos à produção nacional de biocombustíveis e até mesmo subsídios para reduzir o impacto dos reajustes. A Petrobras também desempenha um papel crucial nesse cenário. A empresa tem a missão de equilibrar os interesses econômicos do país com sua responsabilidade como principal fornecedora de combustíveis. Qualquer decisão de ajuste nos preços internos depende de fatores externos e internos, como o preço do barril de petróleo e a taxa de câmbio.

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Nova Resolução sobre Medida Reparadora de Conduta já está em vigor

A Fecombustíveis informa que, desde o dia 1o de janeiro de 2026, a nova Resolução ANP nº 990/25, que trata de casos passíveis de aplicação da Medida Reparadora de Conduta (MRC), entrou em vigor. A MRC concede ao agente econômico do setor um prazo para reparar irregularidades de menor gravidade, ao invés de autuar de imediato, desde que os agentes econômicos não tenham se beneficiado de tal regra nos últimos dois anos, ainda que não seja pela mesma irregularidade. É fato que a Fecombustíveis participou diretamente de todos os workshops, consulta e audiências públicas marcadas para discussão e debate, tentando reverter a nova regulamentação da forma como essa fora publicada, e inclusive, apontando situações que caberiam a inclusão no rol da lista de irregularidades passíveis de aplicação da MRC. Contudo, em que pese o nosso esforço e intervenções, poucas questões melhoram e outras tantas foram retiradas como passíveis do benefício da MRC. Isso implica dizer, que as irregularidades que não constarem expressamente inseridas na referida norma, uma vez detectadas pela fiscalização no estabelecimento comercial, serão objeto de pronta autuação e consequentemente, penalidades. Disponibilizamos ao final, o link com a íntegra da norma, onde constam todas as possibilidades previstas de aplicação da MRC, a fim de que os diversos seguimentos fiscalizados contemplados, possam consultá-la. Aliás, na resolução, cada situação está listada separadamente por agente. Ainda, sem a pretensão de esgotar o importante assunto, chamamos a atenção para alguns pontos de destaques: - PONTOS POSITIVOS: 1) Prazo - Quanto da aplicação da MRC, o que ocorrerá durante o ato fiscalizatório apenas naqueles casos listados e cabíveis, o prazo para o cumprimento e regularização da pendência, passou de 5 dias úteis para 30 dias corridos, contados da data do documento de fiscalização; 2) Acrescentou-se a possibilidade de aplicação da MRC para: - Ausênciado Selo de verificação periódica da medida-padrão de 20 (vinte) litros, somente quando o instrumento estiver com o lacre do Inmetro intacto, apresentar bom estado de conservação e o selo de verificação referir-se a, no máximo, 2(dois) anos anteriores à data da fiscalização. - Apresentação da planilha de registro das drenagens dos fundos dos tanques de óleo diesel B, assinada por funcionário responsável pela realização. - PONTOS NEGATIVOS: 1) Se ao agente regulado for aplicada a medida reparadora de conduta, durante os próximos dois anos, este não poderá ser beneficiado novamente, ainda que a obrigação não seja a mesma; ou seja, a MRC passou a ser aplicada uma única vez de dois em dois anos, ao estabelecimento e não pela natureza da infração. O notificado também deverá sanar todas as irregularidades passíveis de aplicação da MRC, ainda que estas não estejam expressamente descritas ou apontadas no último Documento de Fiscalização, lavrado nos dois anos anteriores. 2) Foram suprimidas da antiga regulamentação da MRC, as irregularidades abaixo, onde se caberá a imediata lavratura do auto de infração: - Origem do fornecedor dos combustíveis nas bombas medidoras (seja para posto bandeirado ou não). - Todas as atualizações cadastrais (razão social, endereço, sócios, marca comercial, equipamentos, cancelamento de registro). - Identificação do fornecedor de GNV. - Diferenciação de preços e/ou prazo de pagamento para o mesmo produto, identificação da condição de pagamento e registro do valor total a ser pago pelo consumidor na condição escolhida, na bomba/ou bico fornecedor. - Exibição do preço com três casas decimais na bomba, mesmo quando a terceira casa for zero. - Quadro de avisos. - Planta Simplificada. -Identificação abreviada dos combustíveis comercializados nas bombas medidoras. Finalizando, todas as obrigações pertinentes aos agentes regulados e que não constam mais na norma ora publicada e em vigor desde o dia 01/01/2026, já serão passíveis de pronta autuação, e por isso, essa nova Resolução merece ampla divulgação aos seus associados e a atenção de todos que querem evitar penalidades. Para acesso à íntegra da norma, basta acessar o link:https://www.fecombustiveis.org.br/revenda/resolucao-990-anp-2025/460, onde estão contemplados os demais agentes regulados e as respectivas situações em que poderá ser aplicada a MRC.

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Dólar cai para R$ 6,10 e fecha no menor valor desde dezembro

Num dia de bom humor externo, o dólar caiu pela segunda vez seguida e acumula queda de mais de 1% em 2025. A bolsa de valores subiu quase 1% e recuperou os 121 mil pontos. O dólar comercial encerrou esta terça-feira (7) vendido a R$ 6,104, com recuo de R$ 0,007 (-0,12%). A cotação operou em forte queda durante quase todo o dia, chegando a R$ 6,05 por volta das 13h. À tarde, voltou a rondar a estabilidade, até fechar em pequena baixa. A cotação chegou ao menor valor de fechamento desde 21 de dezembro. A moeda norte-americana acumula queda de 1,23% em 2025. O mercado de ações teve mais um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 121.163 pontos, com alta de 0,95%. O indicador chegou a subir 1,41% às 12h30, mas desacelerou durante a tarde, seguindo o mercado internacional. Pela manhã, o dólar continuou a cair na expectativa de que o governo do presidente eleito Donald Trump poderá moderar o tarifaço a produtos de outros países, medida prometida durante a campanha eleitoral. No entanto, o mau-humor voltou ao mercado externo durante a tarde, após Trump conceder uma entrevista em que reafirmou as intenções de anexar a Groenlândia e o Canal do Panamá. No mercado interno, os investidores aproveitaram a queda acentuada do dólar durante a manhã para comprar moeda norte-americana durante a tarde. Isso contribuiu para que a divisa voltasse à estabilidade perto do fim da sessão.

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BNDES aprova R$ 1 bilhão para Raízen produzir etanol de 2ª geração

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anuncia nesta quarta-feira (8) a aprovação de financiamento de R$ 1 bilhão para a Raízen. Conforme o banco, a quantia é destinada à construção de uma unidade de etanol de segunda geração, o E2G, no município paulista de Andradina (a cerca de 630 km de São Paulo). A capacidade instalada de produção, diz o BNDES, será de até 82 milhões de litros por ano. O E2G é um biocombustível considerado mais eficiente e sustentável do que o etanol de primeira geração. É produzido a partir do reaproveitamento de resíduos gerados na produção do etanol comum e do açúcar. Segundo o BNDES, o financiamento terá recursos do programa BNDES Mais Inovação (R$ 500 milhões) e do Fundo Clima (R$ 500 milhões), que é gerido pela instituição financeira. As taxas de juros e os prazos de pagamento não foram detalhados. A planta será uma das seis previstas pela Raízen no país (em construção, comissionamento ou operação) para atingir a viabilidade econômica do E2G até 2028. "Ao todo, o projeto da Raízen prevê investimentos de aproximadamente R$ 1,4 bilhão e a geração de mais de 1.500 empregos diretos, durante a fase de construção, e 200 durante a operação, por planta", declara o BNDES. A fabricação do E2G ainda é incipiente no mundo. Representa menos de 1% da produção de etanol no Brasil, diz o banco. "O apoio do BNDES para a construção de uma unidade de etanol avançado vai contribuir para a expansão da fronteira tecnológica brasileira, além de atrair mais investimentos para a cadeia de fornecedores de insumos, máquinas e equipamentos", afirma em nota o presidente da instituição financeira, Aloizio Mercadante. Nesse sentido, ele ainda diz que o banco dispõe de "instrumentos fundamentais", como o Fundo Clima, que apoia projetos de descarbonização, e o programa Mais Inovação, que prevê auxílio ao desenvolvimento de tecnologias consideradas disruptivas. O governo Lula (PT) defende uma atuação fortalecida do BNDES como financiador de investimentos em diferentes setores da economia. A posição, contudo, é vista com ressalvas por uma ala de analistas que teme um inchaço do banco. A direção da instituição já rebateu as críticas em diferentes ocasiões, dizendo que mira em áreas estratégicas, como transição energética e inovação. Também em nota, o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, avalia que o aumento da produção de E2G contribuirá para fortalecer a posição do país entre os "principais produtores potenciais de novos biocombustíveis". "Apenas para SAF [combustível sustentável de aviação] e combustível marítimo, a demanda mapeada pelo BNDES para investimentos é da ordem de R$ 167 bilhões. São investimentos que garantirão a expansão da fronteira tecnológica brasileira", afirma o diretor. A Raízen foi criada em 2011, a partir de uma joint venture (união de empresas) entre a Cosan e a Shell. Suas atividades incluem cultivo de cana-de-açúcar, produção de açúcar e etanol, cogeração de energia, logística, transporte e distribuição de combustíveis. A companhia emprega cerca de 45 mil funcionários.

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Governo prevê 1,5% do PIB em alta de receitas com fim de desonerações e de efeito da tese do século

O fim de parte das desonerações tributárias e a redução das compensações usadas por empresas para abater tributos poderão impulsionar a arrecadação federal em cerca de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) nos próximos anos. A previsão é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello. Nos cálculos da equipe econômica, o aumento de cerca de 1% do PIB corresponde ao fim dos efeitos da chamada "tese do século", enquanto o restante decorre da extinção do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) e da reoneração gradual da folha de pagamento. "Uma vez que o estoque de crédito da tese do século acabar, o Perse, que deve acabar agora no primeiro semestre, e a [desoneração da] folha, que tem um phase out [eliminação gradual] previsto, vai ter 1,5% do PIB a mais, em tese, com tudo mais constante, de receitas nos próximos anos", disse. A tese do século foi uma discussão travada no Judiciário na qual as empresas ganharam o direito de retirar o ICMS, principal imposto estadual, da base de cálculo das contribuições federais PIS/Cofins. Em 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a União deveria devolver os valores pagos indevidamente desde março de 2017, ano em que a Corte fixou o entendimento sobre o assunto. Isso gerou um passivo para a União da ordem de R$ 400 bilhões (a valores da época, sem correção). Bráulio Borges, economista-sênior da LCA 4intelligence, pesquisador-associado do FGV Ibre e colunista da Folha, ressalta que as compensações "são recorrentes, mas não são eternas" e que a quitação integral desse saldo deve ocorrer até 2026. "As estimativas que a gente obteve com a Receita apontam que em algum momento em 2025 ou 2026 esse excesso de compensações que está subtraindo praticamente 1% do PIB da arrecadação bruta da União tende a se exaurir", disse o especialista, que prestou consultoria técnica para o governo na elaboração do boletim do resultado estrutural fiscal. "Isso vai gerar um impacto positivo sobre o resultado fiscal estrutural nesse horizonte depois que zerar esse excesso de compensações associado à tese do século", acrescentou. Quanto ao Perse, a equipe econômica estima que o montante fixo de R$ 15 bilhões, previsto na lei que reformulou o programa, deve ser totalmente consumido até meados de 2025. O processo de reoneração gradual da folha de pagamento ocorrerá entre 2025 e 2027. A partir de 2028, as empresas de 17 setores da economia passarão a pagar a contribuição sobre a folha de salários de 20% endash;valor cobrado atualmente das demais empresas não beneficiadas pela desoneração. Um dos grupos beneficiados com a desoneração é o de comunicação, no qual se insere o Grupo Folha, empresa que edita a Folha. Também são contemplados os segmentos de calçados, call center, confecção e vestuário, construção civil, entre outros. Para o secretário de Política Econômica, o fim desses efeitos vai colaborar no esforço de recuperação do resultado fiscal estrutural do país. Segundo relatório do governo, houve déficit fiscal estrutural do setor público (União, governo estaduais e municipais e empresas estatais) de 1,41% do PIB potencial no acumulado dos três primeiros trimestres de 2024, com ajuste sazonal. No resultado desagregado, o déficit foi de 1,16% do PIB potencial do governo central, 0,16% dos governos regionais e 0,09% das estatais. Nos cálculos do governo, o PIB potencial endash;capacidade de crescimento do Brasil empregando os recursos disponíveis sem gerar uma pressão sobre a inflaçãoendash; está em torno de 2,4%. O resultado fiscal estrutural estima a situação das finanças públicas sem considerar efeitos meramente transitórios, como aumentos pontuais de arrecadação ou despesas. A nova metodologia utilizada pelo governo considera, entre outros aspectos, as flutuações do preço internacional do barril de petróleo e do minério de ferro. "Espera-se que a estatística para o ano fechado indique consolidação fiscal de maior magnitude frente à 2023, uma vez que parte relevante do ajuste nas despesas ficou concentrada no segundo semestre de 2024 e, portanto, ainda não foi captada de forma completa na estatística até o terceiro trimestre", mostrou trecho do boletim. Em 2023, o déficit fiscal estrutural foi de 2,14% do PIB potencial, puxado pela PEC da Transição. O resultado negativo foi ampliado frente ao dado de 2022, quando houve déficit de 0,6% do PIB potencial. Conforme a metodologia atualizada, o setor público apresentou superávit fiscal estrutural apenas em 2021, considerando o período entre 2016 e 2024. Segundo Mello, o governo não tem uma previsão de quando espera voltar a atingir um resultado positivo. "Isso vai depender da postura dos entes subnacionais. Do resultado do governo central, o que a gente vê é uma convergência para déficit zero, que vai acontecer no resultado observado também deve acontecer no resultado estrutural até o final do ano", disse. "Nós trabalharemos para prosseguir num caminho de melhoria de recuperação fiscal em 2025", acrescentou. De acordo com o secretário, o déficit primário do governo em 2024 será "muito próximo de zero". "Algo em torno de 0,4%, vai depender do resultado do PIB", afirmou. Neste ano, a equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda) traçou como objetivo perseguir o déficit zero, mas a meta conta com uma margem de tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto) para mais ou menos. Isso significa que um déficit de até R$ 28,8 bilhões ainda é considerado dentro da meta. Para Borges, o país ainda está "muito aquém" do resultado primário necessário para estabilizar a dívida pública, o que requer medidas adicionais por parte da União. O economista-chefe e sócio da Warren Brasil, Felipe Salto, que também participou da apresentação do boletim, foi outro que destacou a necessidade de ações mais audaciosas por parte do governo. "O resultado fiscal estrutural está em torno de 1% a 1,5% do PIB, de déficit, isso significa que para reequilibrar a relação dívida/PIB, vamos precisar, dependendo da taxa real de juros dos próximos dois ou três anos, produzir um esforço fiscal de 2,5 a 3 pontos percentuais do PIB", disse. "O que é bastante e vai requerer do ponto de vista da estratégia do governo para política fiscal ações mais audaciosas do que aquelas que já foram anunciadas em termos de ajuste fiscal de aumento da arrecadação, revisando as desonerações tributárias e também de contenção da despesa pública", complementou.

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