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Vendas de etanol cresceram na última semana de 2025

Volumes razoáveis de negócios envolvendo etanol foram registrados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias úteis de 2025 em algumas regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. Ainda que muitos agentes de mercado já tivessem antecipado a comercialização visando atender a demanda de combustíveis nos dias de festividade, novas quantidades foram efetivadas no período. No caso do anidro, os negócios se destacaram em São Paulo, tendo em vista que o volume quase triplicou na comparação semanal. O suporte segue vindo das boas vendas de gasolina C na ponta varejista. Já o etanol hidratado, no mesmo comparativo, teve um aumento de 43% nas vendas das usinas paulistas. Para estes primeiros dias de janeiro, alguma reposição de volumes deve ser verificada, gerando um movimento de maior liquidez no mercado de combustível. Assim, os preços - que já seguem firmes há semanas - podem manter a trajetória de alta. O indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado está avançando há 12 semanas seguidas no Estado de São Paulo, e o do etanol anidro, há duas semanas. Entre 29 de dezembro e 2 de janeiro, a cotação do hidratado fechou em R$ 2,9561/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,9% em relação à semana anterior. Para o anidro, o valor dicou em R$ 3,3688/litro, elevação de 0,59% no mesmo comparativo.

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Lula tem até esta semana para sancionar PL do devedor contumaz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve decidir, nesta semana, se sanciona ou veta dois importantes projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional: o do chamado eldquo;devedor contumazerdquo; e o referente ao fim do desconto associativo em aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). PL do devedor contumaz Aprovado pelo Congresso em novembro do ano passado, o PLP (Projeto de Lei Complementar) 125/2022 busca instituir o Código de Defesa dos Contribuintes, além de distinguir legalmente o empresário em dificuldades financeiras daquele que utiliza a sonegação como estratégia de mercado. O rombo provocado por esses sonegadores ultrapassa os R$ 15 milhões.

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Etanol/Cepea: Negócios crescem na última semana do ano

Volumes razoáveis de negócios envolvendo etanol foram registrados pelo Cepea nos últimos dias úteis de 2025 em algumas regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, ainda que muitos agentes de mercado já tivessem antecipado a comercialização visando atender a demanda de combustíveis nos dias de festividade, novas quantidades foram efetivadas no período. No caso do anidro, os negócios se destacaram em São Paulo, tendo em vista que o volume quase triplicou na comparação semanal. O suporte segue vindo das boas vendas de gasolina C na ponta varejista. No caso do etanol hidratado, no mesmo comparativo, as vendas cresceram 43% nas usinas paulistas. Para estes primeiros dias de janeiro, alguma reposição de volumes deve ser verificada, gerando um movimento de maior liquidez no mercado de combustível. Assim, os preços endash; que já seguem firmes há semanas endash; podem manter a trajetória de alta. Dados do Cepea mostram que o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado está avançando há 12 semanas seguidas no estado de São Paulo, e o do etanol anidro, há 2 semanas. Entre 29 de dezembro e 2 de janeiro, o Indicador do hidratado CEPEA/ESALQ para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,9561/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,9% no frente ao da semana anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 3,3688/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 0,59% no mesmo comparativo.

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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, afirma ANP

O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em apenas um Estado na semana encerrada em 3 de janeiro. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 72,19% ante a gasolina no período, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado. O etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso do Sul, onde o litro vale R$ 4,00 e a paridade é de 67,34%. (Estadão Conteúdo)

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Venezuela será pauta de primeira reunião do ano da Petrobras

Os possíveis impactos na Petrobras da retirada do ditador Nicolás Maduro do poder na Venezuela e uma possível retomada dos investimentos na indústria de petróleo do país vizinho serão uma das pautas da primeira reunião do ano do conselho de administração da estatal, prevista para o dia 16. Pelo menos um conselheiro, que falou com a coluna sob condição de anonimato, levará o tema para a pauta. A preocupação é de que, se a Venezuela entrar de fato no mercado formal, isso derrubará os preços do barril do petróleo, o que impactará as margens da petroleira. Somado a isso, poderá haver ainda uma corrida de investimentos no mercado petroleiro da Venezuela em detrimento do Brasil, o que também prejudicará os resultados da empresa. Embora seja cedo para previsões mais certeiras, com especialistas projetando mudanças na indústria venezuelana apenas no médio e longo prazo, e incertezas sobre se de fato haverá estabilidade política para essa retomada de investimentos, as expectativas do mercado já são suficientes para fazer subir ou descer os preços do petróleo. Nesse cenário, se houver quedas prolongadas nos contratos dos barris de petróleo, poderá haver problemas de viabilização dos projetos de investimentos da Petrobras, o que forçará a petroleira a rever seus planos, segundo esse conselheiro. Consultada, a Petrobras disse que não tem operações na Venezuela e permanece acompanhando o mercado. Em novembro do ano passado, a estatal publicou seu plano para os próximos quatro anos já com um corte de investimentos, adiamento de projetos e promessa de redução de custos devido ao cenário de queda nos preços do barril de petróleo. A carteira de projetos em implantação caiu 7%, para US$ 91 bilhões (R$ 487 bilhões). Destes, a empresa considera factíveis no cenário atual apenas US$ 81 bilhões (R$ 433 bilhões), o que chamou de "carteira de implantação base". O mercado ainda calibra as consequências da invasão dos Estados Unidos à Venezuela no fim de semana. Os preços do petróleo abriram em queda nesta segunda (5), mas depois houve reversão do movimento e, perto das 15h10, o barril tipo Brent, que serve de referência para o Brasil, subia cerca de 1,65%, a US$ 61,75. No último ano, o barril do Brent caiu cerca de 60%. No início da guerra da Ucrânia, em 2022, o barril chegou a ser negociado a US$ 139 devido ao temor de escassez de oferta da commodity.

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'Se o plano de Trump der certo, ele vai ter uma mini-Opep na mão', diz Adriano Pires

A intenção do presidente dos Estados Unidos Donald Trump de intervir na Venezuela, que resultou na deposição do presidente do país Nicolás Maduro, no último sábado, 3, é criar uma nova ordem geopolítica do petróleo no mundo e dar um xeque-mate na China, segundo o economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). A China compra 70% do petróleo venezuelano. Ele observa que, com as reservas próprias de petróleo dos Estados Unidos somadas às da Venezuela, que são as maiores do mundo, Trump terá em suas mãos uma eldquo;espécie de mini-Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)erdquo;. Isto é, um poderoso cartel, que controla a oferta e os preços da commodity. Segundo ele, os efeitos para o Brasil podem ser positivos em termos macroeconômicos, com a queda de preços da gasolina, do diesel, recuo da inflação, da taxa básica de juros e aumento das exportações de petróleo para a China. Já para a Petrobras e outras petroleiras, a queda de preço do barril por conta de uma maior oferta da produção venezuelana pode se traduzir em diminuição das receitas e até na maior disputa por investimentos em novas áreas de exploração, como a Margem Equatorial. A seguir, os principais trechos da entrevista. Qual é o real interesse dos Estados Unidos na Venezuela? O real interesse dos Estados Unidos é ter poder sobre a maior reserva de petróleo do mundo, do ponto de vista físico. Os Estados Unidos não precisam do petróleo venezuelano. Eles têm muito petróleo. E hoje o mercado de petróleo está num momento em que a oferta cresce mais do que a demanda. Por isso, todo mundo está prevendo que o preço do petróleo em 2026 e 2027 deve ficar abaixo de US$ 60 o barril. Na minha opinião, Trump está criando uma nova ordem energética do petróleo, se o seu plano der certo. Ele está dando um xeque-mate na China. A China é o segundo maior consumidor de petróleo do mundo, depois dos Estados Unidos. Trump, com a reserva americana e tendo empresas americanas controlando a reserva da Venezuela, ele vai ter uma espécie de uma mini-Opep na mão dele. Então, Trump está mudando a geopolítica do petróleo? Exatamente. Se o plano dele der certo, ele está mudando a geopolítica do petróleo. Ele não quer levar petróleo para os Estados Unidos. Ele quer ter poder no mercado do petróleo internacional, tendo ingerência nas grandes reservas do mundo. A Venezuela é membro da Opep. Mas, hoje, é um membro completamente desprezível, porque a produção da Venezuela é de um milhão de barris/dia. Um milhão de barris corresponde a 1% da produção mundial. Por isso, hoje o preço (do petróleo) não mexeu: o mercado até abriu em baixa, subiu um pouquinho e ficou estável. Esse cenário é diferente do que aconteceu com o petróleo no início da guerra da Rússia com a Ucrânia, quando preço do barril passou de US$ 100. O motivo da alta foi que a Rússia produz 9 milhões de barris. Então, as sanções, na época, criaram a expectativa de redução da produção. E no caso da Venezuela? É o contrário. A expectativa da entrada de empresas americanas (na Venezuela) é que a produção volte a crescer. E como, num curto prazo, a oferta é maior que a demanda no mercado de petróleo, a expectativa (com essa mudança) é de que a Venezuela volte a ser um protagonista do mercado internacional de petróleo como produtora. Na minha opinião, isso vai levar a uma queda do preço do barril. Como fica a China nesse cenário? Acho que ela leva um xeque-mate, porque ela precisa de petróleo. A China não é uma grande produtora de petróleo. A China hoje deve estar consumindo algo em torno de 13 a 15 milhões de barris/dia. Os Estados Unidos consomem de 19 a 20 milhões de barris. A China precisa de petróleo. Ela estava (comprando) da Venezuela. Isso preocupou os Estados Unidos. A China hoje está muito agressiva na América. Ela é hoje o maior importador de petróleo brasileiro. As empresas chinesas que compraram campos de petróleo no Brasil em parceria com outras empresas estão produzindo algo como 350 mil barris/dia, o que é muito. Os Estados Unidos se preocupam com isso. A China está invadindo uma área que, para o Trump, é de ingerência americana, e não chinesa. Com esse xeque-mate, como a China deve reagir? A China vai ter de continuar comprando petróleo de qualquer maneira, mas não vai ter tanto poder que ela poderia ter se aumentasse seus investimentos na Venezuela. Não é à toa, por exemplo, que, coincidentemente, o presidente Trump prendeu o Maduro um ou dois dias depois da visita de um político importante chinês à Venezuela. Ele prendeu Maduro também porque o Maduro tem uma ficha corrida ruim. Escuto pessoas dizendo que ele prendeu Maduro por causa do petróleo. Não, isso aí é uma consequência. O problema é que ele prendeu o Maduro porque, segundo ele, tem uma ficha corrida ruim na Justiça americana, dizendo que é narcotraficante, corrupto e forjou a vitória nas eleições. Então, ele está sendo levado para ser julgado nos Estados Unidos. O que pode acontecer na indústria de petróleo da Venezuela? Se o plano do Trump der certo, a indústria venezuelana ressurge. A indústria venezuelana de petróleo já produziu, antes do chavismo, de 3 a 4 milhões de barris por dia, e hoje está produzindo um milhão. Por que houve essa queda brutal na produção? Falta de investimento, falta de equipamento moderno, falta de gente técnica mais preparada. Então, se você volta com a ExxonMobil, com a Chevron e outras empresas privadas na Venezuela, há dinheiro para a Venezuela voltar a produzir esses 3 a 4 milhões de barris por dia, que houve no passado com os campos que estão lá. Quanto tempo vai demorar para ocorrer essa retomada? Eu não sei, porque em regimes ditatoriais não há transparência. Então, eu não sei como é que está lá o sucateamento desses campos. Qual é o impacto para o Brasil? Acho que para a Petrobras e as petroleiras não é bom, porque o preço do petróleo cai e vai ter recuo na receita. Agora, para o Brasil, em termos de economia, é interessante, porque, com o petróleo barato, cai a inflação e o Banco Central vai poder reduzir juros. A Petrobras vai poder baixar o preço da gasolina e do diesel no Brasil, reduzindo a inflação. Mas, em termos de mercado de petróleo brasileiro, a gente ganha um competidor. A Margem Equatorial, que teve o primeiro campo leiloado em 2013, só teve no ano passado a licença ambiental do Ibama para a Petrobras furar o primeiro poço. Os vencedores do leilão de 2013 foram Total, BP e Petrobras. BP e Total foram embora e agora a gente está correndo o risco de ter concorrência do investidor. Isto é, ele vai escolher colocar dinheiro na Margem Equatorial ou preferir ir para a Venezuela. Vender mais petróleo para a China está fora do radar? Não, acho que já vendemos bastante, podemos vender mais ainda, com certeza. Até porque o Brasil hoje tem uma produção de quase 4 milhões de barris. A partir de 2027, a gente deve caminhar para os 5 milhões de barris. Acho que a China pode até comprar mais petróleo do Brasil. E as próprias empresas chinesas, em 2027 e 2028, que produzem 350 mil barris, vão produzir mais ainda. Então, o mercado de petróleo brasileiro para a China ficou mais importante, mais atraente.

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