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Crise do metanol impulsiona entrada de supermercados no e-commerce

De 2023 a 2025, subiu de 32% para 48% a entrada de supermercados do estado de São Paulo no comércio eletrônico. Essa alta, em parte, foi impulsionada mais recentemente pela crise de adulterações de bebidas com metanol, que levou a um aumento da procura por estabelecimentos mais seguros para a compra de alcoólicos. Também cresceu nesse período, de 23% para 42%, a adesão de supermercados às plataformas de delivery. Os dados são da Apas (Associação Paulista de Supermercados). Para a entidade, o crescimento de ambas as modalidades no varejo alimentar indica que o setor se movimenta em direção a modelos de operação mais acessíveis e alinhados à busca do consumidor por conveniência. A adesão continuou firme mesmo passados três anos do período da pandemia, o que também aponta para uma mudança de comportamento do cliente. "O e-commerce teve um boom durante a pandemia, seguido de uma redução natural depois da reabertura das lojas. Hoje, o canal está estável, com picos sazonais na Black Friday e nas datas de maior movimento", afirma Erlon Ortega, presidente da Apas. Momentos de crise de confiança dos clientes em relação à qualidade e integridade de produtos também impulsionam a busca pelos supermercados, como ocorreu recentemente com a crise do metanol. "Depois dos casos de adulteração de bebidas, cresceu a valorização da compra segura, realizada em mercados físicos ou plataformas digitais próprias das redes", diz. Segundo a Abras, o consumo das famílias brasileiras em supermercados cresceu 4,97% em 2025 na comparação com o ano anterior.

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Brasil vê superávit comercial cair 8%, para US$ 68 bi, em 2025 com tarifaço de Trump

A balança comercial brasileira fechou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, valor 7,9% menor que o registrado em 2024. O resultado é observado após um ano marcado pelo tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O valor de 2025 foi divulgado nesta terça-feira (6) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços). Houve queda do saldo mesmo com uma expansão de 3,5% das exportações, que chegaram ao nível recorde de US$ 348,7 bilhões. O vice-presidente da República e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, comemorou os maiores embarques e disse que o movimento decorre de um trabalho do governo para conquistar novos mercados e ampliar negócios existentes. "Tivemos um recorde nas exportações mesmo com o tarifaço americano e as dificuldades geopolíticas", disse. "O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior". O petróleo foi o produto mais exportado pelo Brasil em 2025 (com US$ 44 bilhões em vendas), seguido por soja (US$ 43 bilhões), minério de ferro (US$ 26 bilhões), café (US$ 15 bilhões) e carne bovina desossada e congelada (US$ 14 bilhões). Durante entrevista à imprensa, Alckmin minimizou o impacto da ingerência americana na Venezuela para a exportação do petróleo brasileiro. Segundo ele, as vendas do produto vão continuar subindo sobretudo pela maior exploração do pré-sal no Sudeste. "A expectativa é que a gente tenha um crescimento. A Venezuela tem grande reserva de petróleo, mas essas coisas não são feitas em 24 horas. Claro que preço do barril é [determinado pela] geopolítica. É guerra, é conflito", disse. "Mas estamos otimistas de que o petróleo é o primeiro item da pauta brasileira [de exportação] e deve ter aumento por causa do pré-sal". O Mdic destacou que os setores com mais expansão na exportação brasileira do ano foram a agropecuária, com 7,1% (para US$ 77,6 bilhões), e a indústria de transformação, com 3,8% (para US$ 188,7 bilhões). Já a indústria extrativa, que reúne a mineração e o petróleo, teve queda de 0,7% nos embarques (para US$ 80,4 bilhões). Dentre os principais produtos exportados, o Mdic destacou o forte crescimento da carne bovina, cujas vendas subiram 42,5% (para US$ 16 bilhões); do café, que mostrou expansão de 21% (para US$ 14, 8 bilhões); e do ferro-gusa (usado em utensílios e componentes automotivos), que cresceu 7,9% (para US$ 5,7 bilhões). Entre os dez principais compradores do Brasil, os Estados Unidos foram os responsáveis pela maior queda na demanda por produtos brasileiros em 2025. O país administrado por Trump comprou 6,6% menos do Brasil do que no ano anterior. Por outro lado, há países que registraram crescimento de dois dígitos nas compras de bens brasileiros. A maior expansão foi da Argentina, que importou 31% mais do Brasil em 2025. Nesse caso, o movimento é explicado principalmente pela maior compra no setor automotivo. O bloco do Mercosul como um todo comprou 26% mais do Brasil do que no ano anterior. Outro destaque foi o Canadá, que importou 14,8% mais do que em 2024. Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, afirma que é esse motivo que acaba tendo um papel mais contundente na análise dos números do ano. De acordo com ele, o tarifaço americano influenciou o resultado, mas não explica sozinho os números da balança comercial. O saldo acabou limitado pelo crescimento mais vigoroso das importações. Elas cresceram a um ritmo mais forte de 6,7% e chegaram a um patamar, também recorde, de US$ 280,4 bilhões em 2025. De acordo com o Mdic, os maiores desembarques de produtos no Brasil é tipicamente observado em momentos de crescimento econômico do país, o que impulsiona principalmente a compra de máquinas e equipamentos. O grande destaque das compras feitas pelo Brasil foram motores e máquinas, com crescimento de 29,6% (para US$ 10,9 bilhões); seguidos por medicamentos, que mostraram expansão de 24,8% (para US$ 7,5 bilhões) e agrotóxicos, com 16,7% mais vendas (para US$ 5,6 bilhões). O Mdic prevê que o saldo comercial termine o ano de 2026 com expansão, ficando entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões. A exportação ficaria entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e a importação entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

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Petrobras registra vazamento em perfuração na Foz do Amazonas, mas diz que incidente foi controlado

A Petrobras informou nesta terça-feira, 6, que identificou um vazamento durante a perfuração de um poço na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá. O incidente no domingo, 4, ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ODN II, no poço Morpho, segundo a estatal. eldquo;A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparoerdquo;, informou a companhia. Segundo a estatal, que obteve a licença de perfuração em outubro do ano passado, não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. eldquo;A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuraçãoerdquo;, explicou. A Petrobras afirmou que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Segundo a companhia, o fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas.

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Petróleo fecha em queda, com temores sobre oferta global e Venezuela

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (6) após operarem em elevada volatilidade ao longo de todo o pregão. O movimento refletiu a combinação entre a percepção de oferta global abundante e a incerteza dos investidores quanto aos desdobramentos envolvendo a Venezuela, além de sinais recentes de política de preços de grandes produtores. O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 2,04% (US$ 1,19), a US$ 57,13 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 1,72% (US$ 1,06), a US$ 60,70 o barril. Analistas do ING afirmam que os acontecimentos recentes na Venezuela representam risco adicional de queda para a oferta no curto prazo e ressaltam que qualquer potencial aumento na produção dependerá de investimentos significativos no setor de energia do país. Na mesma linha, a Pepperstone avaliou que o mercado segue cético quanto a uma recuperação rápida da produção venezuelana, diante do estado precário da infraestrutura energética local e da necessidade de dezenas de bilhões de dólares em investimentos. Para a corretora australiana, qualquer aumento relevante de oferta é uma "história para um horizonte bem mais distante" e não altera, por ora, a perspectiva para o mercado global de petróleo. Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que há "muito petróleo para explorar" e que isso tende a pressionar os preços da commodity para baixo. Segundo ele, o governo americano deve se reunir com executivos de empresas petrolíferas, em meio a discussões sobre o futuro da produção venezuelana após a deposição de Nicolás Maduro. Já Charles-Henry Monchau, do Syz Group, destacou que uma eventual mudança de comando político na Venezuela pode beneficiar empresas de serviços petrolíferos e de infraestrutura, como Halliburton e Schlumberger, além de refinadoras como Valero Energy e Phillips 66, caso haja retomada de investimentos no setor. *Com informações da Dow Jones Newswires (Estadão Conteúdo)

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Maior venda de petróleo pela Venezuela depende de investimento, diz Alckmin

O vice-presidente e#8288;e ministro do Desenvolvimento, ezwj;Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse ezwnj;nesta terça-feira que, embora a Venezuela tenha uma grande reserva de petróleo, um eventual ezwnj;aumento nas ezwnj;vendas do produto após intervenção dos Estados Unidos no país dependerá de investimento, ezwnj;não sendo algo que pode ser feito eldquo;em e#8203;24 horaserdquo;. Em entrevista coletiva para comentar dados da balança comercial, Alckmin afirmou que as exportações de petróleo do Brasil devem crescer neste ano e#8203;por e#8288;causa e#8288;da exploração do pré-sal. Em relação ao ezwnj;fluxo comercial entre os dois países, ele disse que ezwj;a Venezuela hoje responde por apenas e#8203;2% ezwnj;do Produto Interno Bruto da ezwj;América do Sul, sendo pouco relevante para o comércio exterior do Brasil. (Reuters)

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O que está em jogo no mercado do petróleo após a ação dos EUA na Venezuela?

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta entender os efeitos para os cenários energéticos global e regional de ataque inédito à América do Sul com a ofensiva à Venezuela, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro e da mulher dele na madrugada do último sábado (3/1). No mais alto escalão, há quem acredite que o ataque mirou exclusivamente no domínio, pela maior economia do mundo, da produção de petróleo do país, sem interesse necessariamente numa troca de regime. A Venezuela é hoje detentora das maiores reservas do planeta. Só isso já seria grave o suficiente para criar precedente perigoso, uma das grandes preocupações do governo Lula nos últimos dois meses, após a escalada das ameaças. Hoje, a questão é o petróleo na Venezuela. Amanhã, os minerais críticos e estratégicos em países vizinhos, como balbuciam algumas fontes, sem querer verbalizar o temor com todas as letras. Trump deixou no ar no próprio sábado ameaças sobre Cuba e Colômbia. Em coletiva à imprensa, o presidente norte-americano disse que a operação avança com as prioridades do America First porque assegura a segurança regional americana e fonte estável de petróleo Se já está claro que a crise entrou na pauta política e na agenda eleitoral brasileira, ainda não se tem a dimensão do seu impacto econômico. No que diz respeito ao mercado de petróleo, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Artur Watt, disse no fim de semana que o Brasil poderia até ser beneficiado. A leitura é de que o primeiro momento será de recuo na produção de petróleo devido à instabilidade geopolítica, o que abre espaço para que o Brasil ocupe esta lacuna. No longo prazo, a depender dos desdobramentos, o cenário poderia atrair investimentos para ativos e operações brasileiras com maior segurança jurídica e internacional. A Petrobras, embora não disfarce preocupação nos bastidores, não mantém ativos na Venezuela. Por ora, fontes não veem impacto nas atividades de exploração na margem equatorial emdash; que conta, inclusive, com operações de petroleiras internacionais. Preço do barril No primeiro momento, a única eldquo;certezaerdquo; de especialistas no setor e de integrantes do governo é de que há uma dúvida em relação à exploração do óleo por empresas norte-americanas e a suposta retomada da produção de petróleo na Venezuela. A declaração de Trump simplifica a lógica de um setor que é complexo. Em coletiva de imprensa em 3 de janeiro, o presidente norte-americano disse que o petróleo venezuelano será explorado por empresas norte-americanas e eldquo;voltará a fluirerdquo;. Os recursos iriam para o povo venezuelano, mas também pagariam investimentos em infraestrutura. Falta combinar com os russos: petroleiras norte-americanas devem evitar investimentos de altas cifras em ativos venezuelanos sem que haja um regime legal e fiscal confiável. É o que avalia o presidente do Grupo Consultivo de Energia do Centro Global de Energia, David Goldwyn. Além disso, a oferta global do petróleo pode demorar para sentir os impactos econômicos de uma eventual eldquo;inundaçãoerdquo; de óleo no mercado, o que atenderia a vontade de Donald Trump de baixar os preços da commodity. Embora a exploração na região seja em terra e águas rasas emdash; o que torna a atividade mais fácil emdash;, a deterioração dos ativos é um desafio para resultados no curto prazo. Outro sinal amarelo foi o resultado da primeira reunião da Opep+, no domingo domingo (4/1), que reafirmou a pausa no aumento de produção nos primeiros três meses de 2026 emdash; uma decisão para estabilizar os preços dos barris, após uma queda nos valores com incremento da produção. Quem investe no Brasil emdash; Petrobras, BP e Exxon, por exemplo emdash; está fora da Venezuela. As petroleiras americanas foram expulsas pela nacionalização da indústria petrolífera em 1976. A não ser que Trump torça o braço da americana Chevron, que se mantém no país, para fazer os investimentos, o que é esperado. A sensibilidade do mercado financeiro traduziu as possibilidades, mesmo que ainda incertas, nos resultados desta segunda (5/1). O preço do barril caiu com a possibilidade de retirada do bloqueio das vendas ao mercado internacional, enquanto as ações de petroleiras norte-americanas disparam. China será afetada É cedo para precificar o impacto que o ataque à Venezuela pelos EUA emdash; que anunciaram que vão comandar o país e conduzir a produção de petróleo até que aconteça uma transição que considerem razoável emdash; terá sobre o mercado da commodity no curto e médio prazos. E é neste clima de incerteza que os mercados tentarão se posicionar a partir dos próximos dias. O que é certo que a China será diretamente afetada. E isso cria outro fato de instabilidade não só econômica, mas geopolítica. Segundo interlocutores, qualquer nova interrupção nas exportações pode ter impacto limitado no mercado global de petróleo, porque se estima uma oferta muito maior do que a demanda em 2026. No ano passado, a Venezuela bombeou apenas cerca de 900.000 barris por dia (bpd), o que significou menos de 1% da oferta global. Por trás disso estariam anos de redução dos investimentos por conta de políticas governamentais falhas e sanções. As exportações de petróleo bruto venezuelano para os EUA atingiram um pico de 1,4 milhão bpd em 1997, quando somavam 44% da produção da Venezuela, segundo dados da agência americana EIA. O fluxo caiu para 506.000 bpd em 2018, com o aumento da oferta de tipos pesados e#8203;e#8203;concorrentes dos EUA, México e Canadá. As exportações venezuelanas, que bateram zero entre 2020 e 2022, após as sanções diretas ao petróleo da estatal PDVSA pelo governo Trump, se recuperaram para 227.000 bpd em 2024 e 140.000 bpd nos primeiros 10 meses de 2025, por conta da isenção concedida por Washington à americana Chevron para que continuasse operando suas joint ventures na Venezuela. Mas o principal comprador do petróleo do país nesses anos após as sanções foi a China, responsável por mais da metade do que se exportou em petróleo bruto da Venezuela (768.000 bpd no ano passado). Trump sabe disso. No próprio sábado, o Republicano deu a entender que a China continuaria a receber algum petróleo venezuelano. Mas sob um governo liderado pelos EUA em Caracas e em quantidade provavelmente limitada. Cerca de dois terços das importações chinesas de petróleo da Venezuela são destinadas a "refinarias independentes", conhecidas como teapots, que passam ao largo das sanções para comprar petróleo bruto com grandes deságio. Se as sanções forem suspensas emdash; e isso não estaria descartado pela interpretação que alguns analistas estão fazendo das palavras de Trump emdash;, o petróleo seria vendido a preços internacionais, o que acabaria com o incentivo a esses compradores. O outro terço destina-se ao pagamento das pesadas dívidas de Caracas com Pequim. Não está claro se esse comércio continuará, já que o petróleo provavelmente é entregue a preços próximos ou iguais aos custos de produção, muito abaixo dos preços de mercado. Tudo leva a crer que a maior parte do petróleo bruto da Venezuela terá como direção os EUA, um mercado muito mais natural do que a China dada a proximidade geográfica, o que torna os custos de frete bem menores. Se a maior parte das exportações das teapots for redirecionada para os EUA, as importações americanas podem aumentar em mais de 200.000 bpd poucos meses após a medida. Ou seja, mais do que dobrariam. O petróleo bruto sujeito a sanções dos EUA e do Ocidente chegou a pouco mais de um quinto das importações de petróleo da China em 2024. Isso incluiria 1,4 milhão de bpd do Irã, 268.000 bpd da Venezuela e 821.000 bpd de petróleo russo transportado em navios-tanque sancionados. Os principais compradores são justamente as teapots, hoje concentradas na província de Shandong. Vale lembrar a ascensão da Malásia como o terceiro maior fornecedor de petróleo da China no ano passado, o que refletiria as importações de petróleo do Irã e da Venezuela rebatizadas para evitar as sanções. As importações chinesas de petróleo bruto da Malásia passaram de 5.400 bpd em 2015 para 1,4 milhão de bpd em 2024. A Malásia, contudo, produziu apenas 565.000 bpd no ano passado. A reação da China Um dia antes de sua captura, Maduro recebeu no Palácio Miraflores Qiu Xiaoqi, enviado especial do governo chinês. Participaram da reunião a então vice-presidente Delcy Rodríguez e o ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, além de uma delegação técnica e diplomática da China. A TV estatal venezuelana falou que no topo da agenda estava a revisão de mais de 600 acordos bilaterais existentes. A China custou a manifestar-se após a ação na Venezuela. Mas diante da dimensão do ataque e dos seus desdobramentos, que têm implicações diretas sobre seus interesses políticos na região e sobretudo econômicos, soltou nota e foi a público no domingo pedir a libertação imediata de Maduro e sua mulher, além do fim da tentativa de derrubar o governo da Venezuela, em declaração dada pelo porta-voz da chancelaria chinesa em Pequim. Tudo isso está sendo colocado na balança do governo brasileiro, que a portas fechadas se debruça sobre a estratégia que adotará daqui para frente. Um ataque já era esperado em várias gradações. Não por acaso havia uma equipe de prontidão. A surpresa está na forma. A avaliação é a de que a crise na relação com os EUA estava sendo bem conduzida até aqui. Mas o que ocorreu abriria eldquo;um novo capítulo profundamente mais complexoerdquo;, segundo disse ao JOTA uma fonte de alto escalão.

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