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Venda de veículos automotores sobe 6% em janeiro em comparação a 2024

A quantidade de veículos automotores (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) vendida em janeiro de 2025 no país foi de 171,2 mil unidades, 6% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. Esse é o terceiro ano consecutivo de aumento das vendas no mês de janeiro, atingindo níveis pré-pandemia de covid-19. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (10), são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A produção de veículos automotores também cresceu, chegou a 175,5 mil unidades, 15,1% superior à de janeiro de 2024. De acordo com a entidade, o aumento na produção está relacionado às exportações que, em janeiro, totalizaram 28,7 mil unidades, um salto de 52,3% sobre o mesmo mês do ano passado. Já as importações chegaram a 39,3 mil unidades, 24,8% acima do registrado em janeiro de 2024. A participação das vendas dos importados tem aumentado em janeiro: 14,3% em 2022 e 2023; 19,5%, em 2024; e 23%, em 2025. Aumento de custos Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima e Leite, a taxa de juros elevada, assim como a alta no preço do dólar, ocorrida no final de 2024, terão impacto nos custos de produção dos veículos no país. Ele ressalvou, no entanto, que o repasse da elevação dos custos ao consumidor final dependerá da estratégia comercial de cada fabricante. eldquo;Sem dúvida, as empresas tiveram um aumento de custos de produção nesses últimos dois meses. Tivemos aumento do preço em si impactado por juros, impactado por câmbio. É uma indústria que teve um aumento de custo na sua produção. Mas se isso vai ser repassado, aí cada montadora, cada fabricante, cada marca tem a sua estratégia de mercadoerdquo;, destacou.

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Confaz divulga novo preço médio ponderado de combustíveis

A secretaria-executiva do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) divulgou a atualização da tabela do PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final) dos combustíveis em todo país. Os valores passam a valer no domingo (16.fev.2025) e servem como base de cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Porém, os números nem sempre refletem o preço final nos postos. O Confaz reúne secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal. A atualização foi publicada nesta 2ª feira (10.fev) no DOU (Diário Oficial da União). Leia a íntegra do documento com a tabela completa (PDF endash; 528 kB). Os valores se referem ao GNV (Gás Natural Veicular), ao GNI (Gás Natural Industrial), ao óleo combustível, ao etanol (AEHC) e ao QAV (querosene de aviação) em todos os Estados do país e no Distrito Federal. De acordo com a tabela, o etanol foi o único combustível com registros de preços médios em todos os Estados. O valor mais alto foi contabilizado no Amapá (R$ 5,29/litro) e o mais baixo, em São Paulo (R$ 3,96/litro). Para ler esta notícia, clique aqui.

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ANP divulga resultados de ações de fiscalização em 13 unidades da Federação (3 a 6/2)

Entre os dias 3 e 6/2, a ANP fiscalizou o mercado de combustíveis em 13 unidades da Federação. Nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, a adequação dos equipamentos e dos instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, bem como as documentações de autorização de funcionamento das empresas e as relativas às movimentações dos combustíveis. No período, destacou-se a Operação Verão da ANP, realizada nos estados de Alagoas, Ceará e Pernambuco, que visa garantir a qualidade dos combustíveis aos consumidores em um momento de aumento de viagens e utilização de veículos. Além disso, na ação em Alagoas, foi utilizado, pela primeira vez, o espectrofotômetro, equipamento que permite a identificação em campo da presença de metanol na gasolina e no etanol e do percentual de biodiesel adicionado ao óleo diesel. Veja abaixo mais informações sobre essa operação, bem como sobre as principais ações nas demais unidades federativas do país: Alagoas A ANP deu continuidade, no estado, à Operação Verão, iniciada em 27/2. Essa foi a primeira operação utilizando espectrofotômetro, modelo FTIR, equipamento que permite a identificação em campo da presença de metanol na gasolina e no etanol e do percentual de biodiesel adicionado ao óleo diesel. O equipamento foi doado recentemente à ANP pelo Ministério Público do Estado do Sergipe (MPSE). No total, dez postos de combustíveis foram fiscalizados no estado, nas cidades de Maceió, São Luís do Quitunde, Murici, Japaratinga, São Miguel dos Milagres e Maragogi. Não foram encontradas irregularidades. Foram coletadas cinco amostras de combustíveis para análises em laboratório. Ceará Em Fortaleza, São Gonçalo do Amarante e Maracanaú, a ANP fiscalizou seis postos de combustíveis e três pontos de abastecimento (PAs). As ações fizeram parte da Operação Verão, iniciada esta semana no estado. Todos os seis postos vistoriados foram autuados, por motivos como: não atender a normas mínimas de segurança; estar com o termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol para verificação de aspectos de qualidade) em desacordo com a legislação; comercializar combustível em recipiente não autorizado; possuir bomba em más condições de uso e conservação; não ter instrumento para o teste de qualidade (que pode ser exigido pelo consumidor); e possuir equipamentos em desacordo com as normas. Foi ainda coletada uma amostra de combustível, em Fortaleza, para análise em laboratório. Um ponto de abastecimento foi interditado, na capital do estado, por falta de segurança nas instalações. Outro PA, na mesma cidade, foi autuado por desrespeitar normas relacionadas à segurança. Pernambuco No estado, a ANP fiscalizou 11 postos de combustíveis e um terminal, como parte da Operação Verão, iniciada em 27/2. Os fiscais estiveram em nove cidades: Recife, Escada, Panelas, Primavera, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Abreu e Lima, Paulista e Chá de Alegria. Não foram encontradas irregularidades. Foram coletadas sete amostras de combustíveis para análises em laboratório. Amazonas A ANP fiscalizou cinco postos de combustíveis em Manaus. Dois postos foram autuados e sofreram interdições em bicos de abastecimento por fornecer menos combustível do que o registrado na bomba (bomba baixa). Goiás Foram fiscalizados 20 postos de combustíveis e duas revendas de lubrificantes no período, nos municípios de Goiânia, Pires do Rio, Rio Quente, Morrinhos, Caldas Novas e Rio Verde. Nos dois últimos, as ações ocorreram em parceria com os respectivos Procons municipais. Não foram encontradas irregularidades no estado. Os fiscais coletaram 18 amostras de combustíveis para análises mais aprofundadas em laboratório. Mato Grosso Seis postos de combustíveis, três distribuidoras de combustíveis e uma revenda de GLP foram fiscalizados no estado. As equipes estiveram em Cuiabá e Várzea Grande, e parte das ações foi realizada em parceria com os Procons municipais das duas cidades. Um posto de Cuiabá foi autuado por não possuir equipamentos para o teste de qualidade dos combustíveis, que pode ser exigido pelo consumidor. Não foram encontradas irregularidades em Várzea Grande. Nas duas cidades, foram coletadas sete amostras de combustíveis para análise em laboratório. Mato Grosso do Sul Em Campo Grande e Terenos, foram fiscalizados seis postos de combustíveis e três revendas de GLP. Uma revenda de GLP de Terenos foi interditada por não possuir autorização da ANP para funcionar, tendo 27 botijões de 13kg apreendidos. Outra revenda de Campo Grande teve 208 botijões apreendidos por armazenar recipientes acima da sua capacidade. Houve ainda atuações em três postos, dois em Campo Grande e um em Terenos, por irregularidades como: não possuir equipamentos para o teste de qualidade dos combustíveis, que pode ser exigido pelo consumidor; não realizar a drenagem do fundo dos tanques de óleo diesel; e não manter registro de análise da qualidade nas suas dependências. Nas duas cidades, foram coletadas cinco amostras de combustíveis para análise em laboratório. Minas Gerais No período, foram fiscalizados 23 postos de combustíveis, três revendas de GLP e dois pontos de abastecimento. As ações ocorreram em 15 cidades: Caranaíba, Carandaí, Resende Costa, Pouso Alegre, Canaã, Ervália, Ponte Nova, Raul Soares, Sericita, Vermelho Novo, Viçosa, Araguari, Fronteira, Frutal e Uberaba. Em Uberaba, um posto de combustíveis foi autuado e sofreu interdição por fornecer menos combustível que o registrado na bomba (bomba baixa). Outro posto foi autuado por retirar lacres colocados em interdição anterior, sem autorização da Agência. Na mesma cidade, uma revenda de GLP sofreu interdição por falta de segurança das instalações. Em Araguari, um posto foi autuado por não identificar na bomba a origem do combustível comercializado. Não foram encontradas irregularidades nos demais municípios. No estado, foram coletadas 16 amostras de combustíveis para análise em laboratório. Rio de Janeiro Ao longo da semana, foram fiscalizados 30 postos de combustíveis, nas cidades de Rio de Janeiro, Niterói, Duque de Caxias, Rio Bonito, Casimiro de Abreu, Maricá e Nova Iguaçu. Em Rio Bonito e Casimiro de Abreu, a ANP atuou em uma força-tarefa com Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Polícia Civil (por meio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente - DPMA) e as concessionárias Águas do Rio e Enel. Na ação, um posto de Rio Bonito foi autuado e sofreu interdição por comercializar gasolina comum fora das especificações, quanto ao percentual de etanol, além de não efetuar o controle de drenagem dos tanques de óleo diesel. Em Casimiro de Abreu, um posto foi autuado por desatualização cadastral. Em ações individuais da ANP, dois postos foram autuados e sofreram interdições em bicos de abastecimento por fornecerem menos combustível do que o registrado na bomba (bomba baixa), um em Duque de Caxias, que também foi autuado por não efetuar o controle de drenagem dos tanques de óleo diesel, e outro em Maricá. Houve ainda autuações, sem interdições, em outros quatro postos, três em Duque de Caxias e um no Rio de Janeiro, pelas seguintes irregularidades: não identificar na bomba a origem do combustível; e não efetuar o controle de drenagem dos tanques de óleo diesel. Rio Grande do Sul Foram fiscalizados seis postos de combustíveis, nas cidades de Porto Alegre, Canoas, Gravataí e Eldorado do Sul. Cinco postos foram autuados, em Porto Alegre, Canoas e Gravataí, por irregularidades como: não exibir painel de preços; ter o painel de preços em desacordo com a legislação; não possuir documento obrigatório; e não comprovar a drenagem dos tanques de óleo diesel. Não foram encontradas irregularidades em Eldorado do Sul. No estado, foram coletadas sete amostras de combustíveis para análise em laboratório. São Paulo Cinco postos de combustíveis, 13 distribuidores de combustíveis, 12 transportadores-revendedores-retalhistas (TRRs), quatro terminais e um produtor de etanol foram fiscalizados no estado. As equipes estiveram nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Paulínia, Osasco, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Bragança Paulista, Diadema, Pontal e Barueri. Em São Paulo, dois postos foram autuados: um por descumprir pena de suspensão temporária aplicada anteriormente e violar lacres da ANP; e outro por desatualização cadastral. Em Paulínia, um distribuidor de combustíveis foi autuado por não informar o número do envelope de segurança de amostra-testemunha na nota fiscal e não indicar o código de identificação da empresa nos lacres dos caminhões na saída do produto. Não foram encontradas irregularidades nos demais agentes e municípios. No estado, foram coletadas 37 amostras de combustíveis para análise em laboratório. Sergipe Em Propriá, a ANP participou de uma ação conjunta com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ-SE). Foi vistoriado um caminhão tanque com armazenamento de solvente, apreendido pela SEFAZ-SE por inconsistência na nota fiscal. Não foram constatadas pela Agência, em campo, irregularidades no produto, mas foram coletadas amostras para análise mais aprofundada em laboratório. Tocantins A ANP esteve nas cidades de Palmas, Porto Nacional, Almas e Ponte Alta do Bom Jesus, nas quais foram fiscalizados seis postos de combustíveis e cinco revendas de GLP. Uma revenda de GLP de Porto Nacional foi interditada por falta de segurança nas instalações, uma vez que não possuía corredores de circulação no entorno de todos os lotes de armazenamento. Em Palmas, um posto foi autuado por defeito no termodensímetro, equipamento acoplado à bomba de etanol para verificação de aspectos de qualidade. Não foram encontradas irregularidades nos demais municípios. No estado, foi coletada uma amostra de combustível para análise em laboratório. Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como informações da Ouvidoria da ANP com manifestações dos consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades. Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Boletim Fiscalização do Abastecimento em Notícias ou o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. O Boletim sintetiza os principais resultados das ações de fiscalização realizadas. Já o Painel tem sua base de dados atualizada mensalmente, com prazo de dois meses entre o mês da fiscalização e o mês da publicação, devido ao atendimento de exigências legais e aspectos operacionais. Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei. Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do Fale Conosco ou do telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).

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Aumento da mistura de biodiesel fará combustível subir R$ 0,02 nas bombas em março

O aumento da mistura de biodiesel previsto para o mês que vem fará com que o combustível vendido nas bombas tenha um novo reajuste. Pelas contas do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), o impacto será de R$ 0,02 por litro do diesel vendido, na terceira alta consecutiva do combustível que abastece a frota de caminhões do País. Há dez dias, a Petrobras reajustou a parcela fóssil do diesel nas refinarias em R$ 0,22. Além disso, neste mês, por efeito do aumento da cobrança do imposto dos Estados (ICMS), o combustível ficou mais caro em R$ 0,06 nas refinarias. O reajuste por meio do biodiesel será, portanto, a terceira rodada. E ocorrerá porque a parcela do biodiesel no diesel subirá de 14% para 15% em 1º de março, seguindo cronograma definido pelo governo Lula no fim de 2023. Na ocasião, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) antecipou a mistura, num gesto de aproximação do governo Lula com o agronegócio via biodiesel. O acréscimo da mistura ocorre, no entanto, em momento de alta do preço do óleo de soja no Brasil endash; 70% do biodiesel brasileiro é feito a partir da soja. Como mostrou o Estadão na semana passada, no ano passado, o litro do óleo de soja para consumidor subiu quase 30%. Os preços praticados no País ficaram acima dos verificados no exterior. Produtores creditam a alta ao pior resultado da safra 2023/2024 e à alta do dólar a partir de setembro, o que estimulou a exportação de grãos. Segundo o IBP, o litro do diesel custa atualmente R$ 3,73 em São Paulo. Já o do biodiesel, R$ 5,93. A diferença entre os dois tipos de diesel está no maior patamar desde o início do governo Lula, em janeiro de 2023. O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, afirma que o instituto foi contra a fixação de porcentuais fixos na mistura quando o tema foi tratado no Congresso, no ano passado, durante a tramitação do projeto de lei do Combustível do Futuro. Pela norma, a mistura aumentará até 20% em 2030. Depois disso, o porcentual poderá subir até 25%. Ardenghy defende que, se o governo optar por manter o cronograma de adição de biodiesel ao combustível fóssil, é necessário discutir a abertura das importações neste segmento, além da aceitação do combustível coprocessado, fabricado pela indústria do petróleo, que mistura um porcentual de óleo de origem vegetal ao diesel fóssil ainda na refinaria, durante o processamento do diesel. No Brasil, a Petrobras fabrica o processado com 5% de biodiesel. Na tramitação do combustível do futuro, o coprocessado foi expulso, por pressão do agronegócio, da implantação do chamado diesel verde. eldquo;É importante ao governo entender o risco associado à composição do combustível com um produto do agronegócio, que sofre com as vicissitudes climáticas e adiciona volatilidade aos preçoserdquo;, afirma Ardenghy. Ele afirma ainda que a fabricação do biodiesel no Brasil utiliza uma tecnologia antiga e a proteção comercial a este segmento impede que novos entrantes, com tecnologias novas, possam adicionar combustível derivado da soja no mercado doméstico. A preços de hoje, diz ele, a fração de biodiesel no diesel vai acrescentar R$ 0,28 a cada litro do combustível até o fim da década. A defesa do setor é que o governo também exerça a sua flexibilidade para limitar o aumento da mistura em casos como o atual. A próxima reunião do CNPE está marcada para o dia 18 de fevereiro. eldquo;Se as condições de mercado continuarem como estão, o governo deveria pensar bem antes de acrescentar R$ 0,02 ao dieselerdquo;, afirma. O setor de biodiesel se movimenta na direção oposta e pretende pressionar o governo a manter o cronograma estabelecido, com a ajuda da pressão da bancada do agronegócio no Congresso. O principal argumento da FPBio (frente parlamentar do biodiesel) é que a cadeia produtiva do biodiesel é integrada à da soja e à das carnes, uma vez que o resto do grão esmagado é transformado em farelo e ração para o gado. Ao atrasar o cronograma previsto, o País corre o risco de sustar investimentos em plantas de esmagamento, além de tornar mais caro o farelo que alimenta bovinos, o que também pode afetar o preço da picanha. O setor procurou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para uma reunião ainda nesta semana para convencer a equipe econômica do seu argumento.

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Biodiesel em alta e fraudes levam distribuidores a avaliar pedido de suspensão de mistura no diesel

As grandes distribuidoras de combustíveis do País cogitam pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para suspender temporariamente a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, devido ao aumento de preços e de fraudes no segmento. O tema entrou na pauta das distribuidoras com a perspectiva de aumento da mistura do biodiesel para 15% em março (hoje o porcentual exigido é de 14%). O preço do combustível renovável, fabricado a partir do óleo de soja, subiu com as cotações do grão no fim do ano passado. Segundo dados do Instituto Brasileiro do Petróleo, o litro do biodiesel está hoje R$ 2,20 mais caro do que o de diesel fóssil, na maior diferença desde o início do governo Lula 3. O pedido de dispensa está sendo avaliado pelo Sindicom, que reúne as grandes do setor de distribuição, como Vibra, Raízen, Ipiranga e Shell. Trata-se de uma reação, segundo o setor, a um número crescente de fraudes na mistura. Com o aumento do preço do biodiesel, o temor é de que cresça também o número de postos que vendem combustível sem a mistura obrigatória. A dispensa temporária é um recurso que já foi adotado pela ANP quando os distribuidores alegaram não conseguir entregar o combustível já misturado no Rio Grande do Sul, durante as enchentes do ano passado. Nos bastidores, executivos do setor enxergam o pedido atual mais como um eldquo;movimento de pressãoerdquo; por fiscalização do que pela efetiva suspensão da mistura. Isso porque o biodiesel tem apoio maciço da bancada do agronegócio em Brasília, o que dificultaria a dispensa sem comprar briga com um setor econômico relevante. eldquo;Estamos avaliando todas as alternativas ao problema, e essa é uma das alternativas possíveiserdquo;, disse o diretor executivo do Sindicom, Mozart Rodrigues. Testes feitos pelo Instituto Combustível Legal (ICL), financiado pelas grandes distribuidoras, no ano passado, detectaram que postos estavam vendendo o diesel sem a mistura adequada. Em São Paulo, de 175 postos escolhidos por uma amostra do ICL, 30% tiveram resultado não conforme. Em dezembro, a ANP informou ao Ministério Público Federal que só conseguirá fiscalizar 9% dos postos de combustíveis do País (11 mil estabelecimentos) eldquo;caso não haja novos cortes orçamentárioserdquo;. A fiscalização restrita pode agravar o problema, avalia o setor. Segundo dados do ICL, um posto que não adiciona o biodiesel e vende o combustível na bomba pelo mesmo preço do que o produto de um estabelecimento que cumpre a norma ganha R$ 0,27 por litro, muito acima da margem de lucro operada no setor, de cerca de R$ 0,04 por litro. O tema da falta de fiscalização mobilizou também as lideranças do agronegócio. A Frente Parlamentar do Biodiesel convocou reunião em Brasília nesta terça-feira, 11, para tratar do tema. A ideia é que a ANP consiga ter acesso a dados de notas fiscais com a Receita Federal e os fiscos estaduais para ampliar a fiscalização, o que não ocorre hoje. Os deputados pretendem discutir ainda um projeto de lei para aumentar as penalidades em caso de descumprimento da mistura e a criação de um operador nacional para fazer o monitoramento do setor.

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Política de preços da Petrobras precisa de transparência, defende Refina Brasil

A Refina Brasil, entidade que representa as refinarias privadas no país, defende que a Petrobras explique, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), o detalhamento da estratégia de preços de diesel e gasolina (EPDG) praticada pela companhia. No dia 5 de fevereiro, o TCU negou recurso da Petrobras contra decisão proferida em novembro de 2024 que fixava o prazo de 120 dias para a companhia instituir norma interna com detalhamento sobre a forma de eldquo;execução das diretrizeserdquo; da política de preços anunciada ao mercado em maio de 2023. Em entrevista à agência eixos, o presidente da entidade, Evaristo Pinheiro, afirmou que a política de preços da estatal é eldquo;opacaerdquo;, sem acesso transparente às premissas, fórmulas e variáveis utilizadas para constituir o preço dos combustíveis. eldquo;Um agravante no caso da Petrobras é que essa política de preços é uma política pública. Por isso, a gente defende a ilegalidade dessa atuação, porque ela fere a lei das S.A. [sociedades anônimas]erdquo;, disse Pinheiro. Segundo o presidente da Refina Brasil, a prática é irregular porque fere princípio da lei das S.A. que dispõe sobre o interesse dos acionistas. Outro ponto que a entidade reconhece como ilegalidade é a falta de previsão orçamentária. eldquo;A estatal até pode fazer política pública, como é o caso do Banco do Brasil, com o Plano Safra, e da Caixa Econômica, com o financiamento habitacional. Mas deve ser prevista no orçamento e a empresa estatal deve ser ressarcida ou o recurso deve estar disponível previamente para a empresa executar a política públicaerdquo;, defendeu. Extração e refino A Petrobras, segundo Pinheiro, está transferindo a margem de lucro da extração de petróleo para o refino. Ressalta, ainda, que os balanços da Petrobras associadas ao preço de paridade de importação (PPI) apresentavam margens maiores para o refino. eldquo;Isso significa que há um subsídio cruzado entre a área de extração e a área de refino. Ora, se as refinarias da Petrobras fossem uma empresa individual ou independente, como as da Refina Brasil, por exemplo, ela não conseguiria fazer isso. Então, isso é ilegalerdquo;, define Pinheiro. A estatal, enquanto formadora de preços de mercado, contribui para ditar o preço praticado para o mercado nacional, influenciando não só nos derivados de petróleo, mas na competitividade do etanol. A política foi objeto de processos na Justiça Federal, movidos por produtores de etanol que alegaram perda de competitividade por conta de controle de preços. Competição Com mais competidores agora do que havia à época em que a política de preços começou a ser questionada, o descolamento do PPI busca, conforme Pinheiro, reduzir artificialmente o preço, impactando as refinarias independentes. eldquo;Ao reduzir artificialmente o preço, estão deixando dinheiro na mesa. Isso significa que sobra menos dinheiro para investir, seja em novas capacidades de refino, em pesquisa em exploração da margem equatorial, por exemploerdquo;, afirmou. Cálculos da Refina Brasil estimam em R$ 20 bilhões a perda de faturamento com a nova política de preço em 2024. eldquo;Se todo esse dinheiro fosse revertido para capacidade de refino, estaríamos falando de mais 300 mil barris/dia. Isso é metade do déficit brasileiroerdquo;, pontua. Pelo fato de os combustíveis terem repercussão geral na inflação do país, o presidente do Refina Brasil acredita que uma iniciativa de subsídio direto a transportadores de alimentos e veículos de transporte público seja mais eficaz para a defesa da concorrência. Impostos Ainda que implementados os percentuais máximos dos mandatos para o biodiesel e etanol previstos no programa Combustível do Futuro, o Brasil segue com a necessidade de ampliação da capacidade de refino, conforme Pinheiro. eldquo;O governo tem ferramentas [para reduzir o preço]. Uma delas é tirar a tributação, como fez o governo Bolsonaro. Foi adequada, horizontal e para todo mundoerdquo;, comentou.

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