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Petrobras busca ativos de petróleo na África para aumentar reservas

A Petrobras quer comprar participações em ativos de petróleo na África, principalmente em Angola, Namíbia e África do Sul, para aumentar suas reservas em meio à expectativa de queda da produção após 2030, disse Sylvia dos Anjos, diretora de exploração e produção da Petrobras, nesta quarta-feira (12). A estatal está conversando com petroleiras, incluindo suas parceiras ExxonMobil, Shell e TotalEnergies, para comprar participação em ativos africanos dessas empresas. A Petrobras espera produzir 2,8 milhões de barris por dia (bpd) em 2025 e tem planos de aumentar esse número para 3,1 milhões de bpd até 2029, afirmou dos Anjos. No mês passado, a Petrobras disse que as reservas comprovadas estimadas de petróleo, condensado e gás natural subiram para 11,4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 2024, acima dos 10,9 bilhões de boe em 2023. (Reuters)

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Opep prevê aumento da demanda do petróleo em 2025

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) continua projetando um aumento da demanda do petróleo em 2025 e 2026, impulsionada pelos transportes e pelo aumento do tráfego aéreo, disse a organização em um relatório mensal publicado nesta quarta-feira (12). O consumo global de petróleo aumentará para 105,1 milhões de barris por dia (mbd) em 2025, após atingir 103,75 mbd em 2024, disse a Opep em um relatório que confirma as previsões feitas no mês passado. Essa associação de países produtores, que inclui a Venezuela, prevê um consumo global de 106,6 mbd em 2026. O crescimento será impulsionado pela "forte demanda" do tráfego aéreo e pela sólida expansão do transporte rodoviário, disse a Opep. A aliança de países exportadores de petróleo confirmou, no início de fevereiro, seu cronograma de aumento gradual de sua produção a partir de abril, após as pressões do presidente americano, Donald Trump, que busca reduzir os preços. (AFP)

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Petrobras pode lidar com petróleo mais barato sob Trump, diz Magda

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o gigante brasileiro do petróleo pode suportar uma queda um pouco maior nos preços globais sob Donald Trump, em parte apoiando-se em seus clientes na China e na Índia. O chamado do presidente dos EUA para que os produtores americanos "perfurem, baby, perfurem" e os planos tarifários que poderiam desacelerar a economia global já ajudaram a reduzir os preços globais do petróleo em cerca de 6% desde sua posse, para aproximadamente US$ 75 (cerca de R$ 432) por barril emdash;e eles podem cair ainda mais. Mas Chambriard disse que isso não deve impactar a Petrobras, já que a empresa tem mercados estabelecidos na China e na Índia, com um plano estratégico "resiliente" a preços de petróleo abaixo dos níveis atuais. "Nosso plano estratégico de cinco anos é completamente resiliente a US$ 65", disse Chambriard, durante participação na conferência India Energy Week, em entrevista à Bloomberg TV. "Não acredito que os preços possam cair muito mais do que isso, até porque os Estados Unidos precisam sustentar a produção não convencional", acrescentou, referindo-se aos campos de xisto dos EUA. A política comercial de Trump corre o risco de ampliar a divisão entre os EUA e o chamado Sul Global liderado pelo Brics. Desde o primeiro mandato do republicano na Casa Branca, o grupo tem desafiado prioridades dos EUA, como a dominância do dólar, e buscado fortalecer laços comerciais para reduzir sua dependência do Ocidente. "Exportamos para os dois maiores países em termos de população em todo o mundo", disse Chambriard sobre China e Índia. "Então acho que, embora saibamos que podem haver mudanças nos EUA, não acreditamos que isso afetará a Petrobras." O petróleo bruto provavelmente será negociado entre US$ 70 e US$ 75 por barril sob a nova administração dos EUA, disse ela, quando questionada sobre o impulso de Trump para aumentar a produção e para preços globais mais baixos. A Petróleo Brasileiro SA, como a empresa controlada pelo Estado brasileiro é formalmente chamada, assumiu que o preço de referência global do brent teria uma média de US$ 83 por barril este ano em seu plano estratégico divulgado em novembro. Chambriard também não está preocupada que a demanda chinesa vá enfraquecer, apesar da desaceleração econômica do país, e disse que é muito cedo para determinar se as políticas de Trump realmente mudarão a dinâmica de oferta de combustíveis fósseis. O Brasil está aumentando a produção, com o objetivo de alcançar o número de 400 mil barris por dia nos próximos cinco anos, que poderiam ser vendidos a parceiros em outras grandes economias emergentes do Brics, disse ela. A Petrobras está buscando novas fronteiras de exploração, já que alguns de seus principais campos atingiram o pico e começaram a declinar. Chambriard disse que a empresa considerará oportunidades na Índia "muito seriamente", já que o país acaba de anunciar planos para oferecer 25 blocos de exploração em águas profundas e ultraprofundas. A maior aposta do produtor de petróleo para expandir a produção após 2030 no Brasil é uma nova fronteira offshore chave conhecida como Margem Equatorial. A empresa está buscando uma licença para perfurar seu primeiro poço na bacia da Foz do Amazonas, dentro dessa região, que tem uma geologia semelhante à da vizinha Guiana, onde a Exxon Mobil encontrou bilhões de barris. Chambriard disse que a Petrobras tem esperanças de obter a licença este ano após atender a todas as exigências feitas pelo Ibama. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira que quer que o petróleo seja explorado na Margem Equatorial e que a Petrobras deve receber o sinal verde para explorar a região. "Estamos muito bem preparados e o que temos lá no delta do Amazonas para conter qualquer tipo de vazamento é tão grande que ninguém no mundo colocou essa quantidade de equipamentos em um local", disse a CEO. (Bloomberg)

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Crime organizado lucra mais com combustível do que com cocaína no Brasil, diz estudo

O crime organizado no Brasil está lucrando mais com combustível e outros produtos do que com o tráfico de cocaína, uma expansão para setores econômicos formais que causa bilhões em perdas fiscais e dificulta o enfrentamento à criminalidade. Organizações criminosas faturaram cerca de R$ 146,8 bilhões com combustíveis, ouro, cigarros e bebidas em 2022, em comparação com cerca de R$ 15 bilhões com cocaína, de acordo com um novo estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que será divulgado na quinta-feira (13). As autoridades brasileiras sabem há muito tempo que as organizações criminosas avançaram para além do tráfico de drogas e alcançaram novos mercados emdash; desde mineração de ouro na Amazônia até fintechs em São Paulo emdash; conforme buscam diversificar receitas e expandir sua influência. O estudo, no entanto, é o primeiro do gênero no Brasil a tentar documentar o escopo da atividade na economia formal e seus efeitos nos cofres públicos do país. Os grupos também geram grandes somas de dinheiro com crimes cibernéticos e roubos de celulares, resultando em cerca de R$ 186 bilhões, estimou o relatório. "O tráfico de cocaína, maconha e outras substâncias ilícitas, armas continua relevante", disse Nívio Nascimento, um dos pesquisadores, em entrevista. Mas a expansão para mercados formais "demonstra uma evolução das organizações criminosas, com uma capacidade de logística e de operação cada vez maior, se apropriando de outras economias, de outros mercados e diversificando os seus negócios". Os grupos se expandiram para setores como ouro, bebidas, cigarros e combustível, em grande parte devido à imensa demanda social por tais produtos. Mas eles também foram atraídos por penas mais leves relacionadas a contrabando, fraude, sonegação fiscal e outros crimes do que para tráfico de drogas, disse Nascimento. Segundo os pesquisadores, isso tem custado caro para o governo brasileiro, pois grupos criminosos exploram brechas institucionais e regulatórias para lavar dinheiro e esconder o que ganham ilegalmente. A venda ilícita de até 13 bilhões de litros de combustível a cada ano custa ao Brasil cerca de R$ 23 bilhões em receita anual, de acordo com o relatório. Cerca de 40% do mercado de cigarros do país é composto por produtos ilegais. E o contrabando e a falsificação de bebidas geraram perdas fiscais de R$ 72 bilhões em 2022, concluiu o relatório. A "crescente sofisticação" dos grupos também permitiu que eles exercessem ainda mais poder em partes do Brasil em que o governo tem lutado para controlar, alimentando a violência e o crime ambiental, ao mesmo tempo em que torna ainda mais difícil erradicar atividades ilegais, disse o relatório. (Bloomberg)

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Às vésperas do aumento da mistura, fraudes entram na mira do setor de combustíveis

O mercado de combustíveis brasileiro se prepara para o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel em março deste ano, com a elevação do percentual de 14% para 15%. A mudança já estava programada conforme calendário estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), mas coincide com o aumento das reclamações no mercado sobre fraudes no segmento. Os casos de adulteração do teor de biodiesel no diesel cresceram no ano passado, segundo os dados públicos da ANP. A agência tem intensificado a fiscalização em bases de distribuição de combustíveis e postos e identifica uma maior predominância dos casos. Em 2024, 239 operações resultaram em autuações por descumprimento da mistura obrigatória, frente a 167 no ano anterior; e 85 em 2022. Uma pesquisa do Instituto Combustível Legal apontou que em novembro e dezembro foram mais de 200 milhões de litros comercializados em situação irregular. As irregularidades crescem junto com a elevação da mistura obrigatória, que está ocorrendo de forma escalonada, neste terceiro mandato do presidente Lula. Leia a reportagem de Fernando Caixeta. Agentes do setor reclamam que o cenário leva a uma competição desleal e pressionam pelo bloqueio das empresas que não cumprirem o mandato de biodiesel. Grandes distribuidoras, inclusive, consideram pedir à agência uma suspensão temporária da obrigação de mistura, segundo apuração da Agência Estado. As três maiores empresas do segmento no país perdem valor de mercado e têm lucros menores por causa das fraudes de outras empresas envolvidas nesse negócio, incluindo o descumprimento da mistura, segundo um relatório do Bradesco BBI de 2024. Em paralelo, o aumento das misturas de biocombustíveis aos combustíveis fósseis é considerado importante pelo governo para reduzir a dependência brasileira da importação de derivados de petróleo. A adoção do E30, a mistura de 30% de etanol anidro na gasolina C, pode eliminar boa parte da dependência do Brasil em relação à importação de gasolina A, defende o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Pietro Mendes.

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Lula diz que Ibama "parece atuar contra o governo" na Margem Equatorial

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta (12/2), em entrevista à Rádio Diário FM, de Macapá (AP), que o eldquo;Ibama é um órgão do governo e parece que atua contra o governoerdquo;. A fala é uma crítica à indefinição quanto à licença ambiental e falta de resposta à análise do pedido de reconsideração da Petrobras para a perfuração de poço exploratório na bacia da Foz do Amazonas. Esta é a segunda vez que o presidente fala, de forma espontânea emdash; sem ser questionado sobre o assunto emdash; sobre a exploração de petróleo na margem equatorial. Na semana passada, em entrevista à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, também fez questão de comentar o assunto. eldquo;Na semana que vem, ou esta semana ainda, vai ter uma reunião da Casa Civil com o Ibama e nós precisamos autorizar que a Petrobras faça a pesquisa. É isso que nós queremos, se depois a gente vai explorar, é outra discussão. O que não dá é para a gente ficar nesse lenga-lenga. O Ibama é um órgão do governo, parecendo que é um órgão contra o governoerdquo;, reforçou Lula. O presidente afirmou que a Petrobras é a empresa mais responsável, com grande experiência na exploração de petróleo em águas profundas. eldquo;Nós vamos cumprir todos os ritos necessários para que a gente não cause nenhum estrago na natureza, mas a gente não pode saber que tem uma riqueza embaixo de nós e a gente não vai explorar. Até porque, dessa riqueza a gente vai ter dinheiro para construir a tão famosa e sonhada transição energéticaeldquo;, finalizou. Agenda no Amapá A entrevista para a rádio de Macapá nesta quarta inicia uma agenda do presidente de três dias voltada para o Amapá. Lula embarca na quinta (13/2) para a capital do estado acompanhado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), com roteiro voltado para o setor de energia. A comitiva da presidência irá inaugurar obras de linha de transmissão e há previsão de visita às obras da Petrobras que fazem parte do licenciamento para a perfuração na Foz do Amazonas, em Oiapoque (AP). A visita é uma sinalização ao novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), além de um movimento de Lula para pacificar a relação de Silveira com o Congresso. O governo vinha sofrendo pressão para substituir o titular da pasta de Minas e Energia, mas o ministro emdash; um dos mais próximos de Lula endash; foi defendido pelo presidente, que garantiu a permanência dele no ministério. Veja a íntegra da declaração do presidente sobre a exploração na margem equatorial: eldquo;Não é que eu vou mandar explorar. Eu quero que ele [o petróleo do Amapá] seja explorado. Agora, antes de explorar nós tempos que pesquisar. Nós temos que ver se tem petróleo, temos que ver a quantidade de petróleo, porque muitas vezes você cava um buraco de dois mil metros de profundidade e você não encontra o que imaginava encontrar. Na semana que vem, ou essa semana ainda, vai ter uma reunião da Casa Civil com o Ibama, e nós precisamos autorizar que a Petrobras faça a pesquisa. É isso que nós queremos, se depois a gente vai explorar, é outra discussão. O que não não dá é para a gente ficar nesse lenga-lenga. O Ibama é um órgão do governo parecendo que é um órgão contra o governo. O que nós queremos é que o governo diga qual é a vontade dele. A Petrobras é uma empresa responsável. A Petrobras é a empresa mais responsável. Ela tem a maior experiência de exploração de petróleo em águas profundas. Nós vamos cumprir todos os ritos necessários para que a gente não cause nenhum estrago na natureza, mas a gente não pode saber que tem uma riqueza embaixo de nós e a gente não vai explorar. Até porque, dessa riqueza a gente vai ter dinheiro para construir a tão famosa e sonhada transição energética.erdquo;

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