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StoneX reduz previsão de crescimento na demanda de diesel B do Brasil em 2025

O consumo brasileiro de diesel B, já com a mistura de biodiesel, deverá aumentar 3% em 2025 ante o ano passado, para um novo recorde de 69,3 bilhões de litros, mas a alta ficará abaixo do previsto anteriormente por conta de um crescimento "mais tímido" da produção industrial, afirmou nesta quinta-feira a StoneX. De acordo com a consultoria, apesar das estimativas de um novo recorde na produção de grãos em 2025, o que estimula o consumo do combustível, as expectativas de crescimento menor da produção industrial "acaba limitando parte dos ganhos" advindos do aumento no transporte de mercadorias agrícolas no país. A StoneX havia projetado anteriormente um aumento na demanda de diesel B para 69,9 bilhões de litros em 2025. Em 2024, a demanda por diesel B totalizou 67,3 bilhões de litros, marcando alta de 2,7% frente ao observado em 2023. "O resultado anual foi menor do que o esperado, em meio ao fraco desempenho do indicador observado em dezembro", pontuou a consultoria. Diante das expectativas de um avanço menor da demanda por diesel B, é esperado que as vendas de diesel A (puro) também registrem crescimento menos aquecido, de 1,5%, totalizando 59,1 bilhões de litros. As vendas de biodiesel deram um salto no ano passado, mas também ficaram levemente abaixo do previsto, somando 9 bilhões de litros, segundo a consultoria. "Ainda assim, o aumento da mistura obrigatória de 12% para 14% em março impulsionou fortemente a demanda, com o ano registrando um crescimento de 22,2% nas vendas de biodiesel em relação a 2023...", lembrou a StoneX. Segundo a consultoria, o aumento na demanda resultou em forte alta de mais de 40% nos preços do óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível. Além disso, no ano passado, o Brasil sofreu uma severa quebra de produção por conta de problemas climáticos. Em 2025, o avanço da mistura para 15% ante 14% e o crescimento da demanda por diesel B devem garantir um consumo adicional de cerca de 1,1 bilhão de litros de biodiesel, para 10,2 bilhões de litros, aumento anual de 12,6%. Neste ano, o Brasil está colhendo uma safra recorde de soja em torno de 170 milhões de toneladas, garantindo a disponibilidade da matéria-prima. A StoneX comentou que o consumo estimado de óleo de soja para biodiesel "surpreendeu" no ano passado, encerrando 2024 em 7,7 milhões de toneladas, alta de 33,5% em relação a 2023. Para 2025, a StoneX elevou sua estimativa de demanda de óleo de soja para biodiesel em 2025 de 8,2 milhões para 8,3 milhões de toneladas, o que representaria um crescimento de 8,1% em relação a 2024. (Reuters)

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ANP fará seminário sobre desempenho do mercado de combustíveis em 2024

A ANP realizará, hoje (13/2), a partir das 9h, o Seminário de Avaliação do Mercado de Combustíveis 2025 (ano base 2024). Os interessados podem assistir ao evento de forma virtual, ao vivo, por meio da plataforma Teams. O seminário tem como objetivo apresentar um balanço do trabalho desenvolvido pela ANP na regulação e fiscalização do abastecimento em 2024 e analisar a evolução do mercado de combustíveis. Entre as informações apresentadas, estarão dados de comercialização de cada tipo de combustível, importação e exportação, quantidade de agentes econômicos em cada segmento do mercado, dados de fiscalização, entre outras. Para assistir ao evento, clique aqui no dia e horário marcados.

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ANP fará seminário sobre desempenho do mercado de combustíveis em 2024

A ANP realizará, hoje (13/2), a partir das 9h, o Seminário de Avaliação do Mercado de Combustíveis 2025 (ano base 2024). Os interessados podem assistir ao evento de forma virtual, ao vivo, por meio da plataforma Teams. O seminário tem como objetivo apresentar um balanço do trabalho desenvolvido pela ANP na regulação e fiscalização do abastecimento em 2024 e analisar a evolução do mercado de combustíveis. Entre as informações apresentadas, estarão dados de comercialização de cada tipo de combustível, importação e exportação, quantidade de agentes econômicos em cada segmento do mercado, dados de fiscalização, entre outras. Para assistir ao evento, clique aqui no dia e horário marcados.

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Governo Lula é alertado sobre possíveis medidas de Trump contra o etanol

O etanol pode ser o próximo alvo de medidas comerciais adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo alerta dado por um representante brasileiro do setor sucroalcooleiro ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre políticas em discussão atualmente na Casa Branca. O alerta, registrado pelo Itamaraty em um documento obtido pela Folha, foi feito por um diretor da Raízen, gigante brasileira do setor, à embaixada do Brasil em Washington. "Em contato com a Embaixada do Brasil em Washington, o diretor global de Relações Internacionais da Raízen, Paulo Macedo, assinalou que o tema [tarifas sobre etanol] já estaria em tratamento na Casa Branca, segundo informações recebidas dos consultores da empresa", afirma trecho do documento. Procurada, a Raízen disse que não comentaria o caso. Se confirmada, a ofensiva dos EUA abrirá um novo capítulo na briga comercial com o Brasil no setor do etanol emdash;disputa que se arrasta há anos. Washington se queixa de que o Brasil impõe barreiras para a entrada do seu etanol (fabricado a partir do milho) no país, enquanto o equivalente brasileiro (à base de cana-de-açúcar) ingressa basicamente sem tarifas no mercado norte-americano. O imposto de 18% praticado pelo Brasil afeta principalmente produtores do Meio-Oeste dos EUA, politicamente próximos a Trump. Aliados do republicano consideram o etanol um dos exemplos de práticas comerciais injustas das quais o presidente americano frequentemente se queixa publicamente. Nos bastidores, membros do governo brasileiro rebatem o argumento e dizem que os casos dos dois países não são totalmente comparáveis. Eles citam, por exemplo, que os produtores nacionais são mais prejudicados por barreiras americanas ao açúcar emdash;a abertura desse setor nos EUA é um pleito antigo do Brasil. Argumentam também que aumentar a exposição ao etanol americano representa uma ameaça aos produtores instalados no Nordeste, fato que acrescenta grande sensibilidade política ao tema. De acordo com integrantes do governo ouvidos pela Folha, ainda não há informação sobre qual poderia ser a linha de ação da administração Donald Trump em relação ao etanol: se eles aumentariam tarifas para a entrada de etanol brasileiro no país ou usariam outras medidas como forma de pressionar o Brasil.

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Comsefaz cita perdas na receita para justificar alta dos combustíveis

O novo presidente do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal), Flávio César Mendes de Oliveira, disse nesta 3ª feira (11.fev.2025) que os Estados sofrem com perdas em receitas e sinalizou haver a necessidade de recomposição por meio da elevação do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis. O aumento [do ICMS] se dá apenas uma vez por ano. Ou seja, a gente espera 12 meses enquanto todos os outros produtos são reajustados constantemente para ter apenas um aumento durante o anoerdquo;, declarou em entrevista a jornalistas, na sede do Comsefaz, em Brasília. Ele reforçou que as atualizações para recompor perdas se dão em 1º de fevereiro de cada ano. eldquo;Você perdeu um ano inteiro. Toda a mercadoria é atualizada a cada momento, a cada preço se muda, mas o combustível, não. O combustível passa o ano todo congelado. Aí, quando vem atualizar no ano seguinte, é o elsquo;aumento de combustívelersquo;. Isso não é o aumento de combustível [ehellip;] É um momento de perda que a gente tem. Está apenas atualizando o que acabou de passar um ano perdendoerdquo;, declarou. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Projeto que pode baratear preço dos combustíveis no Ceará é lançado

O Grupo Dislub Equador lança, na semana que vem, a pedra fundamental de um projeto de R$ 430 milhões para a construção de um parque de tancagem no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A previsão é que as obras sejam concluídas em agosto de 2027. Os trabalhos de terraplanagem já foram iniciados no local. O empreendimento tem potencial para estimular a competitividade, ampliar a eficiência logística e reduzir custos na distribuição de combustíveis no Estado, o que futuramente pode baratear os preços dos combustíveis para os consumidores. Frequentemente, o Ceará aparece nos rankings de preços da gasolina como um dos estados mais caros do Nordeste - e até do País. Um dos fatores é justamente a logística e esse gargalo tende a ser atenuado com a nova tancagem, nos próximos anos. O terminal de tancagem terá uma capacidade inicial de armazenamento de 130 mil m³, com possibilidade de expansão para 220 mil m³, e movimentará gasolina, diesel, etanol, biocombustíveis, querosene de aviação e até petróleo bruto, dependendo da demanda. 500 empregos O Banco do Nordeste (BNB) financiará R$ 343 milhões do total do investimento. A expectativa é de que a fase de construção gere 500 empregos diretos e que a operação do terminal crie 100 postos permanentes de trabalho. eldquo;Hoje, cerca de 40% dos produtos consumidos no Ceará chegam por outros modais, principalmente o rodoviário. Com o novo terminal no Pecém, o estado passará a ser atendido integralmente por navios de grande escala, ampliando a eficiência logística, com potencial ainda de atender os estados vizinhos pelo modal ferroviárioerdquo;, destaca o CEO do Grupo Dislub Equador, Sérgio Lins. A construção do parque de tancagem reforça a estratégia de expansão pelo Nordeste da Dislub Equador, grupo pernambucano. O lançamento da Pedra Fundamental, marcado para o dia 19 de fevereiro, contará com a presença de autoridades, representantes do setor público e privado, além de parceiros estratégicos e colaboradores da companhia

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