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Financiamento de biocombustíveis bate recorde em 2025 com R$ 6,4 bi, diz BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 6,4 bilhões em crédito para produção de biocombustíveis em 2025, superando o recorde anterior, de R$ 4,8 bilhões, registrado em 2010. A partir de 2023, o banco retomou o apoio à produção de bicombustíveis no país, em projetos diversificados, com etanol de milho e trigo, além do biometano. Nos últimos três anos, já foram aprovados R$ 13,3 bilhões, cifra 204% maior que a alcançada entre 2019 e 2022. eldquo;Ao financiar energia limpa e renovável, o BNDES fortalece a indústria nacional, contribui com a redução das emissões e consolida o país como protagonista da transição energética justa e sustentávelerdquo;, afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante. (Estadão Conteúdo)

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Preços de diesel, gasolina e etanol sobem na 1ª quinzena do ano, aponta Ticket Log

Os preços médios de diesel, gasolina e etanol subiram nos postos de combustíveis no país na primeira quinzena do ano, apontou pesquisa do Índice ezwnj;de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), nesta quinta-feira. O valor médio do diesel S-10, tipo ezwnj;mais comercializado do país, somou média de R$6,27 na primeira metade de janeiro, alta de 0,8% na comparação com o mesmo período do mês anterior, segundo a pesquisa, com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos ezwj;credenciados da Edenred Ticket Log. Já o diesel comum teve alta de 1,13%, para R$6,25 o litro na mesma comparação. "Esse movimento de alta no início do ano reflete, principalmente, o reajuste do ICMS sobre os combustíveis ezwnj;em vigor desde janeiro de 2026, além de ezwnj;ajustes regionais e da dinâmica logística típica do período", disse em nota o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas. Em 1º de janeiro, entrou em vigor um novo patamar do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). No caso da gasolina, o imposto passou a ser de R$1,57 por litro, um aumento de R$0,10 em relação ao valor anterior. A gasolina registrou média de R$6,44 por litro nos postos brasileiros na primeira quinzena de janeiro, alta de 1,74% na comparação com a primeira metade de dezembro. No caso do etanol, concorrente direto da gasolina nas bombas, o preço médio nos primeiros quinze dias do ano foi de R$4,66 por litro, alta de 3,56% na mesma comparação. "A alta registrada no início de janeiro já ezwnj;reflete um cenário típico do começo do ano, com ajustes tributários em vigor, como a atualização do ICMS, além de fatores sazonais que impactam especialmente o etanol, como a menor oferta do biocombustível neste período", afirmou Mascarenhas. (Reuters)

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Refap bate recordes de produção de gasolina e diesel S-10 no 4º tri, diz Petrobras

A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) bateu recordes ezwnj;históricos de produção de ezwnj;gasolina e diesel S-10 no quarto trimestre de 2025, disse ezwj;a Petrobras nesta quinta-feira. Segundo a estatal, a unidade localizada em ezwnj;Canoas (RS) produziu 786 ezwnj;milhões de litros de gasolina e 765 milhões de litros de diesel S-10 no período. Em dezembro do ano passado, a Refap também alcançou recorde mensal na produção de gasolina, com 291 milhões de litros, superior ao verificado em ezwnj;dezembro de 2024, quando foram produzidos 281 milhões de litros. (Reuters)

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Petróleo despenca 4% com riscos geopolíticos perdendo força

O petróleo fechou em queda acima de 4% nesta quinta-feira, 15, e encerra uma sequência de cinco sessões consecutivas de alta, com as tensões geopolíticas que vinham puxando os preços para cima perdendo ímpeto, sobretudo no Irã, à medida que avançam as negociações. O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 4,56% (US$ 2,83), a US$ 59,19 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 4,14% (US$ 2,76), a US$ 63,76 o barril. O presidente dos EUA, Donald Trump, informou a Teerã que não atacará o país e pediu que o Irã também demonstre moderação, de acordo com um enviado do país persa no Paquistão. Ao mesmo tempo, o jornal The New York Times informou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu pessoalmente para que Trump adiasse um ataque militar. Segundo analistas, os comentários reduziram o prêmio de risco que havia se acumulado nos últimos dias. Na quarta-feira, o Brent chegou a US$ 66,82, o nível mais alto desde o mês de setembro. eldquo;Passamos de uma alta probabilidade de Trump atacar o Irã para uma baixa probabilidade, e isso é a principal fonte da pressão sobre os preços hojeerdquo;, afirma Phil Flynn, analista do Price Futures Group. Na quarta, o presidente norte-americano teve uma ligação telefônica com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, o que complementa as negociações entre os dois países apesar da continuidade nas apreensões de petrolíferos venezuelanos no Caribe por parte dos EUA. Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que seu governo e a Arábia Saudita estão cooperando de forma estreita como parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), ajudando a estabilizar o mercado de petróleo. (Estadão Conteúdo)

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Volkswagen testa biodiesel B100 e aposta no agora da descarbonização

A Volkswagen Caminhões e Ônibus avança de forma consistente nos testes em campo com veículos movidos a B100 endash; combustível 100% biodiesel endash; e reforça sua estratégia de longo prazo voltada à descarbonização do transporte de cargas no Brasil. Com mais de 500 mil quilômetros já percorridos em operações reais, a montadora amplia o escopo das avaliações para todas as famílias de caminhões do portfólio, dos leves Delivery, passando pelos médios Constellation até os extrapesados Meteor. Os testes envolvem biodiesel de origem vegetal e animal e são feitos, majoritariamente, em parceria com clientes, dentro de suas próprias rotinas operacionais. A proposta é clara: validar o desempenho do B100 tanto em operações urbanas quanto em percursos rodoviários de médias e longas distâncias, aproximando o desenvolvimento tecnológico da realidade do transporte brasileiro. Produzido a partir da transesterificação de óleos vegetais ou gorduras animais, o B100 se apresenta como uma alternativa renovável ao diesel fóssil, com potencial de redução expressiva das emissões de gases de efeito estufa. Estudos indicam diminuição de até 99% nas emissões de COe#8322;, além da eliminação total do enxofre e do ganho em lubricidade endash; fator que contribui para a proteção do sistema de injeção dos motores. Ao mesmo tempo, o uso do combustível impõe desafios técnicos. A maior sensibilidade a baixas temperaturas, a possibilidade de contaminação microbiológica e a necessidade de adaptações em vedações, componentes e software do motor exigem acompanhamento rigoroso. Segundo a montadora, esses pontos fazem parte das avaliações, que incluem testes controlados em bancos de prova e análises detalhadas em campo. eldquo;Com mais de 500 mil quilômetros percorridos em análises, além de vários testes controlados em bancos de prova de performance e emissões, buscamos compreender a eficiência desse tipo de combustível aplicado à realidade da operação rodoviáriaerdquo;, afirma Rodrigo Chaves, vice-presidente de Engenharia e diretor de Tecnologia da Volkswagen Caminhões e Ônibus. De acordo com Chaves, os resultados indicam operação estável, boa eficiência energética e desempenho equivalente ao dos veículos movidos a diesel convencional. Para viabilizar os testes e garantir a disponibilidade dos caminhões, a Volkswagen estruturou uma equipe técnica especializada, responsável por acompanhar os clientes, apoiar o desenvolvimento da infraestrutura de armazenamento e logística do combustível e implantar um plano de manutenção específico. O monitoramento de itens críticos, como filtros e motor, integra esse processo, com foco em confiabilidade e durabilidade. A iniciativa se insere em um contexto mais amplo do setor. O B100 está em fase de testes avançados no Brasil, com a participação de fabricantes e produtores de biocombustíveis, e se alinha a políticas públicas como o Projeto de Lei do Combustível do Futuro. Estudos de entidades como a ANP, a Abiove e a EPE indicam que o biodiesel de origem animal pode reduzir em até 75% as emissões de COe#8322; no ciclo do poço à roda, enquanto o produzido a partir da soja pode alcançar até 90% de redução em relação ao diesel fóssil. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Brasil corre risco de sobretaxa dos EUA por importar diesel da Rússia

O Brasil pode ser alvo de tarifas punitivas dos Estados Unidos caso mantenha importações de diesel e outros derivados de petróleo da Rússia, após o senador Lindsey Graham afirmar que o governo de Donald Trump apoia um projeto que prevê sobretaxa mínima de 500% a países que adquiram combustíveis russos. A declaração foi feita pelo autor do Sanctioning Russia Act of 2025, que condiciona a aplicação das medidas a uma determinação formal da Casa Branca. Pelo texto, as tarifas seriam acionadas se o presidente dos EUA concluir que a Rússia se recusa a negociar um acordo de paz com a Ucrânia, viola um entendimento firmado ou inicia uma nova ofensiva militar. Em publicação feita na terça-feira (13/1) no X (antigo Twitter), Graham disse ter conversado com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e defendeu o aumento da pressão sobre Moscou. eldquo;Acredito que seja necessária mais pressão sobre Putinerdquo;, escreveu. O senador acrescentou: eldquo;Sou muito grato pelo trabalho árduo do presidente Trump e de sua equipe para pôr fim ao banho de sangueerdquo;. Na mesma mensagem, Graham indicou alinhamento do governo americano com o TEOR e que Zelensky considera a proposta relevante. eldquo;O presidente Zelensky indicou que o projeto bipartidário de sanções contra a Rússia seria de grande ajuda, e o presidente Trump está totalmente a bordoerdquo;, escreveu. O senador também direcionou o recado a países que mantêm compras de energia russa. eldquo;Àqueles que compram petróleo russo barato, sustentando a máquina de guerra de Putin, o preço está prestes a subirerdquo;, afirmou. Dias antes, em entrevista ao The Daily Star, em 8 de janeiro de 2026, Graham mencionou possíveis alvos da proposta. eldquo;Este projeto de lei permitirá ao presidente Trump punir os países que compram petróleo russo barato, abastecendo a máquina de guerra de Putinerdquo;, disse, ao citar China, Índia e Brasil. Tarifa de 500% O projeto estabelece que a tarifa mínima de 500% incidirá sobre bens e serviços importados de países que, de forma consciente, negociem petróleo, gás, urânio ou derivados russos. A legislação prevê a possibilidade de uma isenção temporária, por até 180 dias, a critério do presidente dos EUA, em situações específicas. Apresentada em abril de 2025 a proposta ainda aguarda análise no Senado, mas amplia o alcance das sanções americanas ao incluir países que mantêm relações comerciais com o setor energético russo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que, em 2025, o Brasil importou US$ 4,88 bilhões emdash; cerca de R$ 26 bilhões emdash; em derivados de petróleo e minerais betuminosos.

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