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Vibra espera recuperar participações no mercado de combustíveis em 2025

A Vibra, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, espera uma recuperação gradual de mercado no Brasil após perder eldquo;market shareerdquo; com foco, nos últimos dois anos, em aumento de margens, disse nesta quarta-feira o CEO da companhia, Ernesto Pousada. Ele disse ainda, durante teleconferência com analistas e investidores, que o ano de 2025 da Vibra será marcado pelo retorno do crescimento da companhia em diesel, etanol e gasolina, em meio a esforços para uma eldquo;expressivaerdquo; geração de caixa visando reduzir endividamento. O executivo destacou que, pela primeira vez nos últimos trimestres, a companhia teve acréscimo de volumes de 1% na combinação de diesel, gasolina e etanol no primeiro trimestre. eldquo;Estamos otimistasehellip; a retomada de elsquo;market shareersquo; será gradual, veremos a partir de agora uma consistênciaerdquo;, disse Pousada, citando crescimento de participação em março. Ele citou que o combate a ilegalidades e à sonegação de tributos, além de maior embandeiramento de postos, como fatores de crescimento de participação e vendas. No que diz respeito a questões regulatórias, Pousada afirmou que mudanças no programa RenovaBio favorecem maior cumprimento das metas de compras de Créditos de Descarbonização (CBios) pelo setor, fazendo com que a Vibra dispute mercado nas mesmas condições com alguns concorrentes. Além disso, a implantação da monofasia do etanol em maio reduz a sonegação de tributos, enquanto o setor também está combatendo fraudes na mistura de biodiesel no diesel. Pousada destacou também que, a princípio, a empresa vai priorizar o movimento de retomada de participação de mercado no etanol, com a monofasia (cobrança dos impostos federais em um único elo da cadeira, no produtor) reduzindo a sonegação no setor de combustíveis. A Vibra divulgou na terça-feira lucro líquido de R$ 601 milhões no primeiro trimestre, recuo de 23,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, embora o desempenho tenha vindo acima da expectativa do mercado. (Reuters)

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Etanol sobe 5,4% no ano e já acumula alta de 14,3% em 12 meses

O mês de abril de 2025 foi marcado por recuos nos preços médios da maioria dos combustíveis comercializados no país. Dos seis combustíveis avaliados, cinco apresentaram retração nos valores em relação a março, com destaque para o diesel comum (-2,0%) e o diesel S-10 (-1,9%). Também registraram queda o etanol (-0,8%), a gasolina aditivada (-0,3%) e a gasolina comum (-0,4%). O Gás Natural Veicular (GNV) foi o único a apresentar alta no período, com acréscimo de 0,5%. No balanço parcial do ano, contudo, todos os combustíveis monitorados apresentam aumentos nos preços médios. Os dados são do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O etanol lidera com alta de 5,4%, seguido por gasolina comum (+2,9%), gasolina aditivada (+2,8%), diesel comum e diesel S-10 (ambos com +2,7%), e o GNV (+1,4%). Em 12 meses, as variações são ainda mais expressivas: etanol hidratado (+14,3%), gasolina comum (+8,9%), gasolina aditivada (+8,8%), diesel S-10 (+6,0%), diesel comum (+5,9%) e GNV (+1,9%). No período, o preço médio nacional do litro da gasolina comum foi de R$ 6,397, representando uma queda de 0,4% em relação a março. No acumulado do ano, o combustível apresenta alta de 2,9%, enquanto no comparativo dos últimos 12 meses o aumento chega a 8,9%. As regiões com os maiores preços médios foram Norte (R$ 6,834) e Sul (R$ 6,454), enquanto os menores ficaram com o Sudeste (R$ 6,248) e Centro-Oeste (R$ 6,434). Em termos de variação mensal, houve retração em todas as regiões, com destaque para o Nordeste, onde a queda foi de 0,7%. O etanol, por sua vez, teve preço médio nacional de R$ 4,389, com redução de 0,8% em abril. Mesmo com a queda no mês, o etanol acumula aumento de 5,4% no ano e de 14,3% nos últimos 12 meses emdash; o maior entre os combustíveis analisados. Os maiores preços foram registrados no Norte (R$ 5,282) e no Nordeste (R$ 4,920), e os menores no Sudeste (R$ 4,278) e Centro-Oeste (R$ 4,363). A maior retração mensal foi observada no Centro-Oeste, com queda de 1,4%. Já o diesel S-10 encerrou abril com preço médio de R$ 6,383, o que representa uma queda de 1,9% no mês. Apesar da redução, o combustível acumula alta de 2,7% no ano e de 6,0% nos últimos 12 meses. Os maiores preços foram verificados no Norte (R$ 6,700) e Centro-Oeste (R$ 6,520), enquanto os menores ficaram no Nordeste (R$ 6,251) e Sul (R$ 6,288). As retrações mensais foram generalizadas, com destaque para o Nordeste (-2,5%) e Sul (-2,2%). Gasolina x Etanol De acordo com o Indicador de Custo-Benefício Flex, em abril de 2025, o preço médio do etanol correspondeu a 72,2% do valor da gasolina comum no cenário nacional e 72,8% na média das capitais, o que, considerando o rendimento dos combustíveis, favoreceu a escolha pela gasolina em diversas regiões. Como ambos os percentuais superam o patamar de 70% emdash; considerado o ponto de equilíbrio em termos de rendimento para veículos flex emdash;, a gasolina comum tende a apresentar ligeira vantagem econômica no abastecimento. Ainda assim, há importantes variações regionais. Estados como Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná continuam apresentando condições favoráveis ao etanol, mantendo a competitividade desse combustível nesses mercados.

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PetroReconcavo tem lucro líquido ajustado de R$ 136,06 milhões no trimestre

A PetroReconcavo registrou lucro líquido ajustado de R$ 136,06 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que correspondeu a uma alta de 24% em relação aos R$ 110,03 milhões verificados em igual período em 2024. A receita líquida da companhia avançou 16% no trimestre encerrado em março, para R$ 860,75 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da PetroReconcavo subiu 20% no primeiro trimestre, para R$ 423,85 milhões. Clique aqui para continuar a leitura.

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IGP-DI volta a subir em abril com alta de 0,30%, mas fica abaixo do esperado

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a subir 0,30% em abril, mas registrou resultado abaixo do esperado, depois de cair 0,50% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters com economistas era de uma alta de 0,35% no mês. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,20%, revertendo a direção após a baixa de 0,88% no mês anterior. "O comportamento do IPA em abril reflete em grande parte as altas de preços da indústria de transformação, com destaque para alimentos processados. Esses movimentos podem indicar repasses de preços ao consumidor mais elevados para esse grupo de itens", disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE. No IPA, a alta nos preços dos Bens Finais foi o maior destaque para o movimento de abril, avançando 1,03% no mês, depois da alta de 0,47% em março. Os itens que mais contribuíram para o movimento do IPA foram bovinos (-2,21% para +4,45%), carne bovina (-5,21% para +4,04%) e soja em grão (-0,15% para +1,27%). Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -- que responde por 30% do IGP-DI -- subiu 0,52% no mês, acelerando ligeiramente em relação à alta de 0,44% em março. "No IPC, apesar de alimentação ainda gerar pressão, o grupo com maior impacto foi Saúde e Cuidados Pessoais com os reajustes de medicamentos que foram autorizados a partir de abril deste ano", explicou Dias. Em março, houve acréscimo em quatro das oito classes que formam o índice: Saúde e Cuidados Pessoais (0,56% para 1,41%), Educação, Leitura e Recreação (-1,21% para -0,36%), Despesas Diversas (0,32% para 0,88%) e Vestuário (-0,01% para 0,36%). O item tomate foi o grande destaque do IPC, com alta de 16,14% no mês, ante avanço de 14,48% em março. A tarifa de eletricidade residencial registrou avanço de 1,10%, depois de cair 0,16% no mês anterior. Já o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) registrou alta de 0,52% em abril, acima do ganho de 0,39% do mês anterior. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência. (Reuters)

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Presidente da Petrobras cita lema de Trump ao defender exploração de petróleo na margem equatorial

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, usou expressão adotada por Donald Trump para defender a expansão da extração de petróleo no Brasil. Em evento em Houston (EUA), nesta terça-feira (6), ela citou o lema "drill, baby" (perfure, baby), empregado pelo presidente americano, ao se referir à exploração da margem equatorial. O vídeo com o discurso de Magda foi obtido pelo Valor Econômico e publicado em reportagem nesta quarta (7). Ao jornal, a empresa confirmou a veracidade da gravação. Ao comentar os planos da petroleira para a Bacia Foz do Amazonas, onde a companhia busca obter licença junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para pesquisar óleo no chamado bloco 59, Magda afirmou que essa é uma oportunidade para o Brasil e para o estado do Amapá. O governador Clécio Luís (Solidariedade) estava presente no evento. "Nós realmente acreditamos que teremos boas surpresas no momento em que tivermos a licença para perfurar", afirmou em painel promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) na conferência Offshore Technology Conference. Magda, que discursou em inglês, citou na sequência o lema de Trump para incentivar a indústria do petróleo. "Letersquo;s drill, baby (vamos perfurar, baby)!" A presidente da Petrobras defendeu também a segurança da operação na costa do Amapá. "O povo do Amapá pode ficar tranquilo que a Petrobras atua com responsabilidade, empregando a mais alta tecnologia", afirmou Magda. Ainda de acordo com o Valor Econômico, o governador do Amapá, em discurso no evento, também defendeu o projeto do bloco 59 e agradeceu o convite para acompanhar a Petrobras na visita aos Estados Unidos. Clécio chamou a iniciativa de "virada de chave" na economia do estado. "Nós queremos muito e precisamos muito dos recursos oriundos desse petróleo. E acreditamos que nós podemos fazer isso de uma forma muito segura", afirmou o governador. O bloco 59 fica em alto-mar, a 160 km do ponto mais ao norte da costa brasileira, na linha de Oiapoque (AP). O presidente Lula (PT) pressiona para que a licença para pesquisa de petróleo no local seja concedida e passou a intensificar os discursos a favor do empreendimento. Lula já chamou a análise feita pelo Ibama de "lenga-lenga". Vão na mesma linha o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo Lula no Congresso.

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Marinho defende transição de jornada 6x1 para 5x2 e diz que economia está madura para mudança

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil está pronto para debater a redução da jornada de trabalho e defendeu a substituição do modelo atual de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1) para um esquema de cinco dias trabalhados e dois de folga (5x2). emdash; Acredito que é possível reduzir a jornada máxima. O 6x1 é cruel emdash; afirmou o ministro durante sessão da Comissão de Trabalho na Câmara dos Deputados. Marinho destacou que o atual modelo prejudica especialmente os trabalhadores do comércio e sugeriu que uma mudança gradual poderia tornar as condições de trabalho mais equilibradas. emdash; Transitar do 6x1 para o 5x2 seria um belo de um avanço, especialmente para o segmento dos trabalhadores do comércio, que reclamam muito disso. Segundo o ministro, embora algumas atividades econômicas funcionem todos os dias do ano, esse tipo de ajuste deve ser negociado por meio de convenções coletivas. emdash; Tem atividade econômica que tem a necessidade de trabalhar os 365 dias do ano, 24 horas por dia. Aqui entre o papel da negociação das convenções coletivas emdash; ponderou. Ele também afirmou que o ambiente de trabalho hostil e jornadas excessivas têm contribuído para o aumento de problemas psíquicos entre os trabalhadores. Para o ministro, a economia brasileira já reúne condições para avançar no debate sobre a jornada semana, hoje fixada em 44 horas. emdash; A economia está madura para uma redução da jornada máxima no Brasil. Nós já poderíamos estar trabalhando 40 horas semanais emdash; disse. Marinho destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou apoio à discussão sobre a redução da jornada de trabalho, reforçando o interesse do governo em aprofundar o debate. No Congresso, o tema avança por diferentes caminhos legislativos, entre eles uma proposta de emenda à Constituição apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). emdash; Se é bom para o Brasil, tem que ser bom para todo mundo emdash; resumiu Marinho ao reforçar o posicionamento do governo a favor do debate. Com a repercussão negativa da crise no INSS, o governo tem apostado em pautas de apelo popular para retomar a iniciativa política e melhorar sua imagem pública. Como mostrou O GLOBO, a defesa do fim da escala 6x1 passou a ser usada como um dos principais trunfos nesse esforço. O Palácio do Planalto avalia que a proposta, por seu impacto direto na vida dos trabalhadores, pode ajudar a compensar o desgaste causado pelas denúncias de fraudes em benefícios previdenciários. Além da jornada, o governo também tem tentado acelerar o debate sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, outra medida com potencial de repercussão positiva entre a população.

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