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Petrobras (PETR4) eleva preço do querosene de aviação a partir de hoje

A Petrobras (PETR3; PETR4) aumentou o preço do querosene de aviação (QAV) em suas refinarias em 2,8%, em média, dependendo do mercado, após ter reduzido o combustível em 7,9% no mês passado. O aumento reflete a volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional, que chegou a bater os US$ 77 o barril do tipo Brent em meados de junho. Os reajustes do QAV são feitos sempre no primeiro dia do mês, por contrato, ao contrário do diesel e da gasolina, que são reajustados de acordo com a estratégia comercial da estatal. A gasolina não é reajustada pela Petrobras (PETR3; PETR4) há 28 dias e está 4% mais cara do que no mercado internacional e o diesel registra defasagem de 10% na mesma comparação, sendo o último movimento feito há 56 dias, uma queda de R$ 0,17 por litro.

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BYD festeja avançar por Brasil e Europa, mas diz que 'não é fácil' contra gigantes globais

Em evento semelhante a um programa de auditório, em Xian, na China, a BYD festejou nesta segunda-feira (30) a produção de um milhão de unidades do Dolphin Mini, com a presença de seus principais executivos --e tendo como atração a entrada em vídeo de sua vice-presidente, Stella Li, do Brasil. A fábrica da montadora chinesa em Camaçari, na Bahia, será aberta nesta terça (1º). Como é comum na primeira fase de um processo produtivo, os automóveis irão para o Brasil praticamente prontos, no regime conhecido por SKD, sigla em inglês para semidesmontado. Li enfatizou que o Dolphin Mini "já abriu suas asas ao redor do mundo", antes mesmo da produção no Brasil e na Europa, esta na fábrica húngara prevista por ela para inauguração até dezembro. Vendeu 103 mil unidades fora da China e virou "best-seller no Brasil, Tailândia, Singapura e outros". Destacou ainda a entrada recente em 15 países europeus. "A jornada para levar os carros chineses para o palco global não tem sido fácil", disse, citando a "dura competição com gigantes globais estabelecidos", sem nomear quais. Sobre alcançar um milhão de unidades, completadas nesta segunda, na fábrica de Xian, a maior da BYD, Li sublinhou que o resultado veio "em apenas 17 meses", estabelecendo "um recorde na história automotiva global". Segundo ela, "é parte da missão [da montadora] ajudar a resfriar o planeta em 1ºC", o que cada comprador do modelo estaria ajudando a alcançar. Agradeceu em especial a "nossos 120 mil engenheiros, que tornaram a jornada global possível". Em entrevista coletiva concedida antes de viajar ao Brasil, em Shenzhen, sede da BYD, Li havia afirmado que o objetivo para a Europa é que o primeiro carro, chamado no mercado de Dolphin Surf, saia da linha de produção até o final ano. "E então, ao longo de vários meses, vamos aumentar", disse. Quanto às pressões da União Europeia, comentou que "o princípio da BYD é sempre produzir localmente, sempre produzir naquele mercado". Descreveu a montadora como tendo "paciência de longo prazo, não toma decisões baseadas em curto prazo, como razões geopolíticas ou tarifas". Acrescentou: "Se for sustentável, então nós esperamos" o mercado amadurecer, ressaltando ser uma empresa privada. A cerimônia em Xian, que precisou ser transferida para um salão interno devido à chuva, contou com intervenções semelhantes de diretores da BYD, além de testemunhos de usuários, influenciadores e até duas nadadoras vencedoras na última Olímpiada. Elas ficaram com o milionésio Dolphin Mini ou Seagull, como é chamado na China. O evento teve dois animadores e distribuição de presentes para a plateia, inclusive bonecos Labubu, uma febre chinesa, da fábrica de brinquedos Pop Mart. Também uma banda de rock em mandarim e jovens em demonstrações de "street dance". Sob aplausos, foi anunciada mais uma redução de preço para o Seagull no mercado chinês, assim como uma quilometragem maior entre recargas da bateria. Na entrada, influenciadores e jornalistas gravaram vídeos ao lado de versões coloridas do veículo e testaram sua ferramenta de estacionamento automático --que pode ser adquirida na China, apesar do desenvolvimento ainda parcial, mas não está disponível para outros mercados. Também foi possível acompanhar veículos demonstrando a direção autônoma desenvolvida para rodovias. No carro em que estava o jornalista brasileiro, uma mudança de pista em velocidade precisou ser abortada pelo motorista da BYD, para evitar bater em outro que também mudava de pista, em meio à chuva forte.

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ANP divulga dados consolidados do setor regulado em 2024

A ANP publicou hoje (30/6) as informações consolidadas da evolução do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis no Brasil em 2024. Os quadros, tabelas, gráficos, cartogramas e textos podem ser consultados na página Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2025. As reservas totais de petróleo apresentaram em 2024 um incremento de 6% em relação a 2023, chegando a 29,2 bilhões de barris. Já as reservas provadas de petróleo somaram 16,8 bilhões de barris, um aumento de 6%. A produção nacional de petróleo caiu 1% em 2024 e atingiu 3,4 milhões de barris/dia. A produção de petróleo do pré-sal alcançou a média de 2,6 milhões de barris/dia no ano, cerca de 78,8% da produção do País. As exportações de petróleo alcançaram o volume de 1,7 milhão de barris/dia, já as importações de petróleo alcançaram 282 mil barris/dia. No ano passado, as reservas totais de gás natural cresceram 5,1%, alcançando 740,5 bilhões de m³. Já as reservas provadas atingiram 546 bilhões de m³, crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior. A produção de gás natural teve acréscimo de 2,5%, pelo décimo quinto ano consecutivo de aumento, e atingiu 153,2 milhões de m³/dia. No pré-sal, a produção de gás natural também aumentou sua participação no total nacional e correspondeu a 76,7% em 2024. No setor de biocombustíveis, a produção de biodiesel, em 2024, foi 20,4% superior ao ano anterior em decorrência, principalmente, do aumento do teor de mistura no óleo diesel. Já a produção de etanol foi 4,2% superior ao período passado, atingindo a marca histórica de 37 bilhões de litros. O etanol hidratado apresentou maior competitividade dos preços em relação à gasolina C, o que resultou, no ano, num crescimento de 33,9% nas vendas deste combustível. A produção nacional de derivados cresceu 1,2% em 2024 e atingiu 2,2 milhões de barris/dia, o que correspondeu a 86,4% da capacidade instalada de refino. Já as vendas de derivados pelas distribuidoras registraram crescimento de 0,6%, com destaque para as vendas de querosene de aviação, que cresceram 6,8%. Em 2024, o volume de obrigações da cláusula dos contratos de concessão, partilha e cessão onerosa relativa aos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDeamp;I) foi de R$ 4,2 bilhões, crescimento de 8,5 % em relação ao ano anterior. Já o montante gerado de participações governamentais atingiu R$ 98,9 bilhões, um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. Os dados publicados hoje estão divididos em cinco seções: Indústria Nacional do Petróleo e Gás Natural; Comercialização; Biocombustíveis; Licitação de Blocos; e Resoluções da ANP. Os dados internacionais, que futuramente comporão o capítulo 1 do Anuário, serão divulgados em 31 de julho.

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Vendas de diesel B crescem em maio e têm maior volume em 7 meses, mostra ANP

As vendas de diesel B por distribuidoras no Brasil cresceram 3,6% em maio versus o mesmo período de 2024, para seu maior patamar em sete meses, apontaram dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira. A comercialização do diesel B (já com mistura de biodiesel) no quinto mês do ano somou 5,85 bilhões de litros, maior volume desde outubro de 2024, quando as vendas estabeleceram um recorde mensal de 6,27 bilhões de litros. O volume de maio é ainda 8,27% maior que o registrado em abril, mês em que as vendas recuaram. "A recuperação mensal acompanha tanto a maior chegada de fertilizantes no país -- com os produtores se preparando para o início do plantio de algumas culturas no segundo semestre -- como a proximidade do período de colheita do milho safrinha, que eleva a demanda por transporte de produtos", disse em nota o analista de Inteligência de Mercado da StoneX Bruno Cordeiro. No acumulado do ano até maio, a ANP apurou uma alta de 2,9% na comercialização do combustível mais vendido no país ante o mesmo período de 2024, a 27,61 bilhões de litros, com impulso de uma colheita recorde de soja. Cordeiro destacou ainda que, no período, o índice ABCR, que mede o fluxo de veículos nas principais rotas pedagiadas do Brasil, apresentou um crescimento de 5,2% no comparativo sazonal, "evidenciando o maior número de caminhões nas estradas". Para 2025, a StoneX estima um crescimento de 3% das vendas de diesel B no Brasil, totalizando 69,3 bilhões de litros. GASOLINA X ETANOL As vendas de gasolina C (já com mistura de etanol anidro), por sua vez, subiram 4,5% em maio ante o mesmo período do ano passado, para 3,81 bilhões de litros, com maior competitividade ante o etanol hidratado nas bombas e uma recuperação do fluxo de veículos leves entre abril e maio, segundo a StoneX. "Em geral, a maior competitividade do fóssil frente o etanol nos últimos meses garante uma maior participação da gasolina sobre o Ciclo Otto, mesmo no Estado de São Paulo, onde a paridade se mantém abaixo de 70%", disse em nota a analista de Inteligência de Mercado da StoneX Isabela Garcia. A especialista ressaltou ainda que espera-se uma manutenção do consumo maior de gasolina C, para os próximos meses, especialmente a partir de agosto, com o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%, contribuindo para a manutenção de preços mais competitivos para o fóssil. Com o cenário, a StoneX revisou sua projeção de Ciclo Otto na semana passada, passando a prever uma alta no consumo de gasolina C de 4,9% em 2025 ante 2024 para um recorde de 46,5 bilhões de litros, enquanto etanol hidratado deve retrair 7,8% frente o ano anterior, para 20 bilhões de litros. "Assim, o indicador deve encontrar apoio tanto em meio ao crescimento do Ciclo Otto, quanto devido a condições mais competitivas frente o etanol, acentuado pela mistura de E30 e seus impactos sobre a oferta de hidratado ao longo do ciclo", disse Garcia. No acumulado do ano até maio, as vendas de gasolina por distribuidoras no país somaram 18,47 bilhões de litros, alta de 3,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo os dados da ANP. Já as vendas de etanol hidratado em maio somaram 1,78 bilhão de litros, queda de quase 4% na comparação com o mesmo mês de 2024 e leve alta de 0,2% ante abril. No acumulado do ano até maio, as vendas do biocombustível somaram 8,87 bilhões de litros, queda de 2,3%.

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Preço do etanol cai em 11 Estados e no DF, sobe em 8 e fica estável em 7, afirma ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 11 Estados e no Distrito Federal (DF), subiram em 8 e ficaram estáveis em 7 Estados na semana de 22 a 28 de junho. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela Agência em todo o País, o preço médio do etanol cedeu 0,24% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,19 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média ficou estável, em R$ 3,98 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 3,19%, foi registrada em Alagoas, onde o litro passou de R$ 5,01 para R$ 4,85. A maior alta no período, no Rio Grande do Norte, foi de 1,35%, para R$ 5,26 o litro. Para ler esta notícia, clique aqui.

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ANP confirma demissão de terceirizados em resposta a congelamento de recursos

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou o corte de 50% dos cargos de secretárias e de estagiários a partir de terça, 1º de julho. A informação foi confirmada oficialmente pela agência e envolveu 41 profissionais que prestavam serviço no escritório do Rio de Janeiro. eldquo;Nesse contexto [da crise orçamentária], o contrato de prestação de serviços de apoio administrativo do Escritório Central do Rio de Janeiro teve redução de 41 postos, o que representa cerca de R$ 1,8 milhões até o final deste anoerdquo;, informou. Anteriormente, a agência eixos publicou que o corte deveria alcançar 50 pessoas. As demissões afetam todas as superintendências. As demissões afetam funções administrativas de apoio às atividades finalísticas. eldquo;A agência está tomando uma série de medidas emergenciais diante dos impactos causados pelos recentes cortes orçamentários (ehellip;) Diante desse cenário, todos os contratos da ANP passarão por análise e eventuais ajusteserdquo;, disse a agência, em nota enviada nesta segunda (30/6). O corte vem na esteira do pacote de contenção anunciado na semana passada, que incluiu a suspensão integral do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) durante o mês de julho. Além da paralisação do PMQC emdash; principal ferramenta de fiscalização da qualidade de combustíveis como gasolina, diesel e etanol emdash; a ANP também reduziu o escopo do Levantamento Semanal de Preços de Combustíveis (LPC), único indicador oficial de preços do país. A agência afirmou ter cortado recursos destinados à fiscalização e suspendeu diárias, passagens e transmissões de eventos, incluindo as reuniões da diretoria. A agência eixos está transmitindo gratuitamente as reuniões, ação não oficial e sem quaisquer vínculos com a ANP. Em razão dos bloqueios e contingenciamentos promovidos pelo governo federal, a agência perdeu R$ 35 milhões (25%) do seu orçamento discricionário, agora reduzido de R$ 140,6 milhões para R$ 105,7 milhões este ano. A decisão da ANP ocorre dias após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmar a demissão de 145 funcionários terceirizados pelos mesmos motivos. Crise orçamentária da ANP abala investidores As principais entidades dos setores de petróleo e gás afirmaram nesta segunda (30/6) que a crise orçamentária da ANP eldquo;enfraquece a confiança dos investidores, coloca em risco a integridade dos mercados e prejudica o consumidor brasileiroerdquo;. Em um manifesto (veja a íntegra, em .pdf) assinado por produtores (IBP, Abpip), consumidores de gás e energia (Abrace, Firjan) e pelas transportadoras de gás natural (ATGás). Para as instituições signatárias, a ANP é eldquo;essencial para o funcionamento do mercado, responsável por garantir um ambiente de negócios estável e previsível, promover a concorrência leal, proteger os consumidores e contribuir para a segurança energética do paíserdquo;. Nos últimos anos, as atribuições da agência foram ampliadas, incluindo a implementação e fiscalização do RenovaBio e a abertura do mercado de gás natural emdash; tarefas que exigem estrutura técnica e orçamento compatíveis. A verba discricionária da ANP foi reduzida de R$ 140,6 milhões para R$ 105,7 milhões no Projeto de Lei Orçamentária de 2025. O corte de 25% foi feito pelo governo federal em maio, em razão da frustração de receitas. Desencadeou uma crise com o Congresso Nacional que levou à derrubada do decreto de elevação das alíquotas do IOF. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu em entrevista à Folha de S. Paulo que o governo recorra ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um momento em que o governo negocia diversas medidas provisórias, entre elas a Medida Provisória 1303, editada pela Fazenda para elevar impostos e cortar algumas despesas, com forte oposição do setor produtivo.

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