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Senado cogita ir ao TCU por orçamento de agências reguladoras

O senador Marcos Rogério (PL-RO), presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, afirmou nesta 3ª feira (8.jul.2025), que a Casa poderá seguir duas alternativas possíveis para restaurar o orçamento das agências reguladoras no Brasil endash;que tiveram parte dos recursos de 2025 congelados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em maio. eldquo;Existem alguns caminhos, algumas variáveis que nós vamos buscar. Tentando, talvez, via TCU, uma interpretação que dê uma solução mais rápida do que uma inovação legislativa [ehellip;] fazer uma provocação ao TCU para revisitar o tema e dar o mesmo enquadramento às demais agênciaserdquo;, disse depois da sessão da comissão para debater os cortes orçamentários das agências. Neste caso, o Senado tentará estender para outras agências reguladoras uma decisão que o TCU já tomou anteriormente em favor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). eldquo;Acabamos por verificar que já houve decisão do Tribunal de Contas da União reparando esse tipo de contingenciamento, no caso de uma única agência. Talvez seja o momento de se fazer uma provocação ao Tribunal de Contas da União para revisitar o tema e, de repente, em uma extensão maior, dar o mesmo enquadramento para as demais agênciaserdquo;, disse. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Sem orçamento, não há regulação

As agências reguladoras são pilares do Estado brasileiro. Criadas para atuarem com base técnica, autonomia e estabilidade institucional, exercem papel estratégico para a boa governança, prestação de serviços públicos essenciais e promoção de um ambiente seguro para investimentos. Essas instituições não pertencem a governos, mas ao Estado. Sua missão é regular, fiscalizar e garantir o equilíbrio entre qualidade, preço justo e retorno aos investidores, assegurando o interesse público em setores-chave para o desenvolvimento econômico e social brasileiro. Contudo, recorrentes medidas de contingenciamento orçamentário impõem riscos severos à atuação das agências. Os sucessivos cortes orçamentários dos últimos anos comprometem gravemente sua operação, fiscalização e capacidade técnica, levando a paralisia das instituições. Não é razoável que instituições técnicas, com receita própria e finalidade pública, sejam tratadas como órgãos discricionários do orçamento. Ao operar no limite de sua capacidade há anos, qualquer novo bloqueio as aproxima da inoperância emdash; e quem perde é a sociedade. Diante disso, defendemos a inclusão de dispositivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que impeça o contingenciamento dos orçamentos das agências reguladoras. Essa medida é urgente para garantir: ebull; Previsibilidade orçamentária ebull; Segurança institucional ebull; Autonomia decisória ebull; Capacidade plena de fiscalização e regulação Fortalecer as agências é proteger o futuro do país. Enfraquecê-las é abrir espaço para instabilidade, retrocessos e perda de confiança no ambiente regulatório brasileiro. Por um Brasil que respeita suas instituições de Estado. Por agências reguladoras autônomas, técnicas e financeiramente protegidas.

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Vendas no varejo do Brasil recuam pelo segundo mês consecutivo, diz IBGE

As vendas varejistas em maio no Brasil recuaram pelo segundo mês seguido. O setor registrou queda de 0,2% nas vendas em maio em relação a abril, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (8), marcando o resultado mais fraco para o mês desde 2023. A leitura foi a segunda consecutiva no vermelho depois de as vendas terem aumentado nos três primeiros meses do ano, tendo atingido em março o maior patamar da série histórica iniciada em janeiro de 2000. "São dois meses seguidos de queda na taxa muito perto de zero. Mas esse valor perto de zero tem viés negativo para o comércio", disse o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. "Temos influências negativas para o comércio como a taxa de juros e uma queda no crédito para pessoa física de forma mais intensa", completou. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 2,1% nas vendas. Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, os resultados negativos foram registrados por Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,1%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,0%) e Combustíveis e lubrificantes (-1,7%). Os resultados positivos vieram de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,0%), Móveis e eletrodomésticos (2,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,7%), Tecidos, vestuário e calçados (1,1%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%). (Reuters)

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Justiça nega pedido do MPF e libera simulado da Petrobras na Foz do Amazonas

A Justiça Federal negou pedido do Ministério Público Federal do Amapá para suspender o simulado de perfuração de poço para exploração de petróleo no bloco 59 da bacia da Foz do Amazonas, o primeiro da Petrobras em águas profundas na região. A estatal entende que o simulado é a última etapa antes da obtenção da licença para a perfuração do poço, que é alvo de protestos entre organizações ambientalistas de todo o mundo pelo impacto de uma nova fronteira exploratória no esforço para enfrentar a mudança climática. Em decisão publicada nesta segunda-feira (7), o juiz federal substituto Athos Alexandre Câmara Attiê, da 1º Vara Federal do Amapá, disse que o simulado "não é emdash;nem pode seremdash; uma licença operacional definitiva, mas sim uma ferramenta de verificação, correção e aperfeiçoamento institucional". "É etapa eminentemente prática e experimental do licenciamento ambiental, destinada a testar, em condições reais e controladas, a funcionalidade dos planos e estratégias de mitigação previamente aprovado", completou. Em pedido de liminar contra o simulado, o Ministério Público Federal do Amapá alegava que a atividade seria feita "sem a realização de estudos aprofundados sobre os riscos ao meio ambiente e às comunidades tradicionais". "A autorização do Ibama [para o simulado] violou diversas normas, tanto nacionais quanto internacionais, e desconsiderou pareceres técnicos sobre as insuficiências do licenciamento ambiental", disse o Ministério Público Federal do Amapá, em nota. O texto afirma ainda que o despacho do órgão ambiental "foi emitido em sentido contrário à análise de 29 analistas ambientais do próprio Ibama, que consideraram o Plano de Proteção e Atendimento à Fauna Oleada (PPAF) como insuficiente e com graves omissões". Para o juiz Attiê, a divergência "não configura, por si, ilegalidade ou vício do ato administrativo emdash;desde que a decisão final seja sustentada por justificativas racionais, acessíveis e sujeitas ao controle institucional". Ele reconheceu, porém, parte do pedido do Ministério Público Federal, ao determinar que a comunicação da Petrobras e do Ibama com comunidades indígenas da região não seja feita sem a presença da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas). "A consulta [prévia a comunidades indígenas ou tradicionais, prevista em lei] não se confunde com mera informação. Trata-se de um processo jurídico qualificado, que deve ser conduzido por órgãos estatais competentes", escreveu. A Petrobras propôs ao Ibama que o simulado seja realizado na semana que vem, mas a data oficial ainda não foi agendada. Esta semana, técnicos do órgão ambiental estão vistoriando embarcações e instalações que serão usadas no exercício. Em nota enviada à Folha, a estatal disse que ainda não havia sido intimada para conhecer o inteiro teor da ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal. Defendeu que a decisão da presidência do Ibama que determinou o início do planejamento do simulado é "adequada e convergente com o princípio da precaução, comprovando que as medidas propostas no licenciamento ambiental são adequadas e suficientes para a execução segura das atividades". "Todos os estudos e exigências solicitadas pelo Ibama, em observância estrita às normas ambientais vigentes no país, vêm sendo atendidos pela Petrobras, que tem empenhado todos os seus esforços na obtenção da licença ambiental", afirmou a empresa. Ela disse ainda que "reforça seu compromisso com o desenvolvimento da margem equatorial e permanece plenamente disposta ao diálogo institucional com o intuito de resolver de forma consensual possíveis pontos divergentes relativos ao tema".

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ANP recebe equipamento que detecta teor de biodiesel no diesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebeu recentemente dispositivos capazes de medir o teor de biodiesel no óleo diesel. Atualmente, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) fixa esse percentual em 14%, mas decidiu elevá-lo para 15% a partir de 1º de agosto. Os equipamentos emdash; cinco ao todo, chamados espectrofotômetros emdash; foram doados pelo Instituto Combustível Legal (ICL), em parceria com entidades do mercado: Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom); Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove); União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio); bem como a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Equipamento permite aferição em fiscalizações de campo De acordo com a ANP, o dispositivo permite aos fiscais detectarem em campo se a mistura obrigatória de biodiesel na composição do diesel está correta. Dessa forma, a agência pode aplicar medidas cautelares de interdição imediatas ao fornecedor em casos de irregularidades. Sem o espectrofotômetro, os fiscais identificam o percentual de biodiesel apenas em laboratórios, após a ação. Segundo a ANP, a demora desse método pode impossibilitar a apreensão do combustível irregular e a interdição do posto. Ainda conforme a agência, o cumprimento correto do teor de biodiesel no óleo diesel eldquo;é fundamental não apenas para a garantia de um mercado concorrencial saudável, mas também para a adequada implementação da Polícia Energética Nacionalerdquo;. Além disso, a ANP usará os espectrofotômetros de forma independente, sem gerar qualquer relação de dependência com o setor. A agência informou que não dependerá de insumos, treinamentos, autorizações, atualizações ou sistemas fornecidos pelos doadores para operar os dispositivos.

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Petróleo sobe com alívio por adiamento de tarifas e com tensões geopolíticas no radar

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 8, estendendo o rali de ontem, apesar da avanço do dólar no exterior e do acréscimo de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) no final de semana. Traders também observam as tensões geopolíticas, bem como o adiamento da implementação das tarifas eldquo;recíprocaserdquo; de Donald Trump para 1º de agosto. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto fechou em alta de 0,58% (US$ 0,40), a US$ 68,33 o barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,81% (US$ 0,57), a US$ 70,15 o barril. Embora as preocupações com o aumento da oferta da commodity tenham achatado a curva para além do verão do Hemisfério Norte, os preços imediatos continuam a encontrar apoio de um pico de demanda esperado, diz a Rystad Energy. A Opep+ também está lidando com preocupações pessimistas relacionadas à não conformidade e à superprodução de alguns membros, e o adiamento do prazo tarifário dos EUA para 1º de agosto também ajuda a sustentar os preços, acrescenta a consultoria. A Capital Economics, contudo, pontua que a decisão do cartel de acelerar o ritmo de produção em agosto reforça a pressão de queda sobre os preços do petróleo, que se intensificará nos próximos 18 meses ou mais. No contexto geopolítico, os Houthis do Iêmen voltaram a atacar navios no Mar Vermelho pela primeira vez desde que Trump anunciou uma trégua com o grupo rebelde em maio. O Comando Central do Exército dos EUA afirmou estar ciente dos relatos do ataque, mas se recusou a fazer mais comentários. Ainda no radar dos investidores, o Departamento de Energia (DoE) americano elevou a previsão para o preço do barril do Brent este ano, de US$ 66 para US$ 69, mas reduziu ligeiramente a de 2026, de US$ 59 para US$ 58. O avanço nas projeções de 2025 reflete a escalada do prêmio geopolítico diante de tensões no Oriente Médio, diz o DoE. (Estadão Conteúdo)

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