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Mercados estão sedentos por mais petróleo, dizem Opep+ e grandes petroleiras

Os aumentos de produção do grupo de produtores de petróleo Opep+ não estão levando a estoques mais altos, mostrando que os mercados estão sedentos por mais petróleo, disseram nesta quarta-feira ministros e executivos dos países da Opep e chefes de grandes petroleiras ocidentais. A Opep+, que bombeia cerca de metade do petróleo do mundo, vem reduzindo a produção há vários anos para apoiar o mercado. Mas reverteu o curso este ano para recuperar a participação no mercado e como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o grupo bombeasse mais para ajudar a manter um controle sobre os preços da gasolina. A Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, como a Rússia, começou a reduzir os cortes de 2,17 milhões de barris por dia em abril, com um aumento de produção de 138.000 bpd. Seguiram-se aumentos de 411.000 bpd a cada mês em maio, junho e julho. No sábado, o grupo aprovou um salto de 548.000 bpd para agosto e provavelmente aprovará um grande aumento para setembro quando se reunir novamente em agosto, disseram fontes à Reuters. "Você pode ver que, mesmo com os aumentos de vários meses, não vimos um grande acúmulo de estoques, o que significa que o mercado precisava desses barris", disse o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail al-Mazrouei, a repórteres. Mazrouei falou nos bastidores de um seminário Opep, que reúne os principais ministros e executivos do petróleo. A Opep negou acesso ao seminário aos repórteres da Reuters e de várias outras organizações de notícias. A Opep não quis comentar o motivo dessa medida. A demanda global de petróleo aumentará em cerca de 1,2 milhão a 1,3 milhão de barris por dia (bpd) até o final deste ano, apesar dos desafios impostos pelas tarifas dos EUA e pelas tensões comerciais, disse durante o seminário Amin Nasser, presidente-executivo da gigante saudita do petróleo Aramco, segundo os participantes. Nasser citou o aumento da demanda de gasolina dos EUA e o setor petroquímico da China como impulsionadores do crescimento. Os compradores chineses e japoneses estão solicitando mais petróleo em mais uma indicação de forte demanda, disse Shaikh Nawaf Al-Sabah, presidente-executivo da Kuweit Petroleum Corporation, no seminário, de acordo com os participantes. A Opep aumentou a produção em parte porque quer recuperar a participação de mercado de concorrentes como os Estados Unidos, disseram fontes à Reuters. O presidente-executivo da BP, Murray Auchincloss, disse que a produção dos países não pertencentes à Opep deve estagnar no próximo ano, depois de ter atingido novas máximas nos últimos meses. O mercado físico de petróleo parece apertado e a China está aumentando os estoques, disse Auchincloss, de acordo com os participantes. O presidente-executivo da Shell, Wael Sawan, disse estar mais preocupado com as taxas de esgotamento dos campos de petróleo de 4% a 5% ao ano, o que significa que são necessários mais investimentos, de acordo com os participantes. O presidente-executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, disse que achava que o mercado estava bem abastecido, já que o crescimento da demanda caiu pela metade na China nos últimos anos, de acordo com os participantes. Com os aumentos de produção planejados, a Opep+ provavelmente concluirá o retorno ao mercado dos 2,17 milhões de bpd de cortes voluntários em setembro. Ela também está permitindo que os Emirados Árabes Unidos concluam um aumento de produção separado de 300.000 bpd. A Opep+ ainda tem cortes separados de 3,65 milhões de bpd em vigor, consistindo em 1,65 milhão de bpd em cortes voluntários de oito membros e 2 milhões de bpd de todos os membros. Esses cortes expiram no final de 2026. (Reuters)

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Tarifa pode levar Brasil a ampliar exportações de petróleo para Ásia, diz StoneX

O Brasil poderá registrar uma mudança no perfil de compradores de petróleo com uma possível maior participação de países asiáticos em detrimento dos Estados Unidos, caso a commodity brasileira não seja isenta das tarifas anunciadas nesta quarta-feira pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na avaliação da consultoria StoneX. Em um pior cenário, a consultoria afirmou que eldquo;impactos de curto prazoehellip; podem envolver um recuo nas exportações de petróleo enquanto essas alterações se concretizamerdquo;. Atualmente, os Estados Unidos representam 11,3% das exportações de óleo bruto do Brasil, com uma média de 38 milhões de barris no primeiro semestre de 2025, de acordo com dados do governo brasileiro citados pela consultoria. O volume, entretanto, é menor do que a média registrada no primeiro semestre do ano passado, de 49 milhões de barris, à medida que o Brasil ampliou suas exportações para o mercado asiático, especialmente para a China, principal compradora de petróleo brasileiro (46%), ponderou a StoneX. Por outro lado, a consultoria destacou que o Brasil representou menos de 3% das importações norte-americanas em 2025, com o país reduzindo sua participação em relação ao ano anterior, citando dados da Administração de Informação de Energia dos EUA (AIE). Em geral, segundo a StoneX, os Estados Unidos dependem mais de países como Canadá (65%), México (7%) e Arábia Saudita (4%), além de registrarem importações de petróleo de outros países da América Latina, como Venezuela e Guiana. eldquo;Dessa maneira, caso o petróleo brasileiro não esteja isento dessas novas tarifas, é provável que os importadores americanos procurem novos fornecedoreserdquo;, completou. (Reuters)

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Petróleo fecha estável com demanda por gasolina, ataques no Mar Vermelho e tarifas

Os preços do petróleo ficaram estáveis nesta quarta-feira, com os investidores avaliando os fortes dados da demanda de gasolina dos Estados Unidos e os ataques a navios no Mar Vermelho, enquanto as tarifas de cobre dos EUA se aproximavam. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 0,06%, a US$70,19 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) fechou em alta de 0,07%, para US$68,38 por barril. Os estoques de petróleo dos EUA aumentaram, enquanto os estoques de gasolina e refinados caíram na semana passada, informou a Administração de Informações sobre Energia (AIE) nesta quarta-feira. Os estoques de petróleo aumentaram em 7,1 milhões de barris, para 426 milhões de barris na semana encerrada em 4 de julho, disse a AIE, em comparação com as expectativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters, que previam um aumento de 2,1 milhões de barris. A demanda por gasolina aumentou 6%, para 9,2 milhões de barris por dia na semana passada, informou a AIE. eldquo;A demanda parece ser sólida e não está desacelerandoerdquo;, disse Phil Flynn, analista sênior de mercado do Price Futures Group. Após meses de calmaria no Mar Vermelho, os ataques na principal rota de navegação global voltaram a ocorrer na semana passada. As equipes de resgate retiraram seis tripulantes com vida do Mar Vermelho nesta quarta-feira e 15 ainda estavam desaparecidos do segundo de dois navios afundados nos últimos dias em ataques reivindicados pela milícia Houthi do Iêmen, alinhada ao Irã, após meses de calmaria. Os preços do petróleo também foram sustentados por uma previsão da AIE, na terça-feira, de que os EUA produzirão menos petróleo em 2025 do que o esperado anteriormente, uma vez que a queda dos preços levou os produtores norte-americanos a diminuir a atividade. (Reuters)

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Sem novos projetos, país pode ter déficit na oferta de biodiesel

O Brasil terá de continuar investindo em novas capacidades industriais de produção de óleo vegetal caso o governo mantenha o plano de aumentar progressivamente a mistura de biodiesel ao diesel até 20% (B20) em 2030, como está previsto na Lei do Combustível do Futuro. Essa é a conclusão do estudo da consultoria Bain, que indicou que o país corre risco de viver um déficit de oferta a partir de 2030 se não surgirem novos projetos de ampliação de capacidade industrial do setor. Atualmente, a mistura está em 14%, e subirá para 15% (B15) a partir de agosto, conforme aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em junho. Pela lei do Combustível do Futuro, a mistura deve crescer 1 ponto percentual ao ano até chegar aos 20% em 2030. A projeção da Bain leva em consideração a capacidade industrial existente hoje para produzir óleos vegetais e também os investimentos já anunciados e planejados para os próximos anos. Além disso, o cálculo considera somente a demanda do setor de biodiesel por óleos vegetais, e não leva em conta a demanda por outras indústrias de biocombustíveis, como a de combustível sustentável de aviação (SAF) e o diesel verde (HVO), que ainda não existem em operação no país. Capacidade As indústrias de óleos vegetais têm uma capacidade ociosa hoje em torno de 12% a 13%, e os novos projetos anunciados até agora preveem um acréscimo de capacidade de 1 milhão de toneladas a 1,5 milhão de toneladas por ano até 2027, segundo a Bain. Mesmo com essa ampliação, a demanda por óleos vegetais deve crescer mais até lá, fazendo com que a capacidade ociosa caia para 9% nesse prazo, se não houver novos projetos. A situação pode começar a apertar em 2028, nas contas da consultoria. Nesse ano, a ociosidade deve ficar abaixo de 1 milhão de toneladas, e em 2029 a produção e a demanda por óleos vegetais deve praticamente empatar. Sem novos investimentos, o Brasil corre o risco de chegar em 2030 com um déficit de 800 mil toneladas de óleos vegetais, estimou a Bain. Diante dessa perspectiva, o setor precisa se debruçar já sobre novos projetos de expansão de capacidade, avalia Felipe Cammarata, sócio da Bain. eldquo;Para um investimento começar a operar em 2028, precisa ser formalizado até 2026. Temos que ter projetos no curto prazo considerando os mandatos [de mistura]erdquo;, alerta. Desde o último ano, a indústria já vem anunciando investimentos mesmo com a existência de capacidade ociosa. eldquo;Os projetos já estão acontecendo, e os investimentos não vão acontecer somente após se esgotar a capacidadeerdquo;, afirma Daniel Amaral, economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Investimentos Em junho, quando o CNPE aprovou o B15, o Ministério de Minas e Energia estimou que a mistura impulsionaria mais de R$ 5 bilhões em investimentos. Antes de a Lei do Combustível do Futuro ser aprovada, a Abiove projetava que o setor investiria US$ 10 bilhões em novas indústrias nos próximos anos diante da demanda. Neste ano, entre os maiores anúncios de investimento está o da Cocamar, que vai colocar R$ 750 milhões em uma nova esmagadora de soja em Maringá (PR). Em 2024, um dos maiores anúncios foi o da Comigo, em um projeto de R$ 1,3 bilhão em uma esmagadora em Palmeiras de Goiás (GO). eldquo;A lei do Combustível do Futuro já está gerando investimentos na cadeia produtivaerdquo;, acrescenta Amaral. A produção de biodiesel não é o único destino dos óleos vegetais no Brasil. O produto é usado ainda no mercado doméstico de alimentos e para exportação, destinos que representaram 45% das vendas de óleo vegetal no ano passado. As estimativas da Bain já consideraram que o aumento da mistura de biodiesel poderia eldquo;roubarerdquo; óleo vegetal desses segmentos, que passariam a ter uma participação reduzida nos próximos anos. Essa demanda por biodiesel poderia fazer o consumo de óleo vegetal nos alimentos e para exportação cair 14,4 pontos percentuais até 2030, nas contas da consultoria. Porém, se esses segmentos elevarem a demanda pelo óleo vegetal brasileiro, há ainda maior risco de estrangulamento da oferta. A alta no consumo de biodiesel também pode reduzir a parcela da soja destinada para a exportação. No ano passado, 64% da soja em grão colhida no país foi exportada, mas com o aumento da mistura e o crescimento orgânico do consumo de combustíveis, a fatia eldquo;exportávelerdquo; pode cair para 59%, segundo a Bain. O motivo é que, ainda que a produção brasileira da oleaginosa possa crescer a uma média de 4% ao ano até o fim da década, o consumo de biodiesel tende a ter avanço de 8% ao ano.

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Busca por carros elétricos usados sobe acima dos híbridos

A procura por carros elétricos usados cresceu 57% no Brasil no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, acima dos híbridos usados, que subiram 41%, mas se mantêm em primeiro lugar nas buscas entre os veículos eletrificados. Os dados são do Webmotors Autoinsights, que monitora as pesquisas por carros novos e usados na plataforma. O levantamento com eletrificados divide as buscas em quatro segmentos: elétricos usados, híbridos usados, elétricos 0KM e híbridos 0KM. Apesar do forte crescimento dos carros elétricos usados, eles ainda estão em terceiro lugar nas pesquisas nessa categoria. Em segundo lugar aparecem os híbridos 0KM, que cresceram 24% nas buscas no primeiro semestre, e, em quarto, os elétricos 0KM, que avançaram 17%. A alta maior na procura por usados na plataforma indica que os preços dos carros eletrificados ainda são um grande entrave no país. "Os dados mostram que os usados se tornaram uma porta de entrada para os brasileiros ao mundo dos eletrificados", diz Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. BYD lidera em três segmentos A alta da busca por elétricos acontece em meio à cobrança de montadoras representadas pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) por mais incentivos aos híbridos e críticas à chegada desenfreada de importados da chinesa BYD. A marca foi líder de pesquisas na plataforma da Webmotors em três dos quatro segmentos de eletrificados no primeiro semestre. Entre os modelos 100% elétricos mais buscados no período, o BYD Dolphin Mini encabeça a lista dos 0KM, enquanto o BYD Seal lidera entre os usados. Do lado dos híbridos 0KM, o BYD King é o que mais recebeu visitas. Apenas no segmento dos híbridos usados a BYD não tem liderança, que ficou com o Toyota Corolla.

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Postos resistem a baixar gasolina um mês após corte nas refinarias da Petrobras

O preço da gasolina segue estável nos postos um mês após corte nas refinarias da Petrobras, em um sinal de que distribuidoras e postos absorveram parte da redução como margem. A falta de repasse vem sendo criticada pelo governo. Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a gasolina foi vendida na semana passada no país, em média, por R$ 6,23 por litro. É o mesmo valor das duas semanas anteriores e apenas R$ 0,04 por litro abaixo de antes da redução do preço da Petrobras. A estatal esperava um repasse de R$ 0,12 por litro, três vezes o verificado até agora pela pesquisa semanal de preços dos combustíveis da ANP. Outras pesquisas privadas também indicam que a redução ainda não chegou totalmente ao consumidor. A ValeCard, por exemplo, viu uma queda de R$ 0,05 por litro em junho, menos da metade do esperado pela Petrobras. Já o Índice de Preços Edenred Ticket Log captou queda média de R$ 0,06 por litro, a metade do estimado pela estatal. Nesta segunda-feira (7), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse já ver espaço para nova redução no preço da gasolina vendida pela Petrobras, caso as cotações internacionais se mantenham nos atuais patamares. De fato, a estatal vem vendendo o combustível com prêmio sobre o mercado internacional desde o dia 25 de junho, segundo estimativa da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Na abertura do mercado desta terça (9), o prêmio era de R$ 0,13 por litro. O governo, porém, ainda pressiona o setor a repassar o primeiro reajuste. Na semana passada, acionou a AGU (Advocacia Geral da União) para pedir a órgãos competentes que fiscalizem e investiguem os preços praticados nos postos. Na sexta, em evento patrocinado pela Petrobras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a falta de repasse de cortes nas refinarias faz o governo "ser tratado como imbecil". "É preciso fiscalizar para saber se os preços estão sendo justos ou se tem alguém tentando mais uma vez enganar o consumidor brasileiro", afirmou. "Se não, seremos tratados como bando de imbecis, porque decidimos uma coisa e ela não acontece na ponta." A partir do dia 1º de agosto, a gasolina vendida nos postos brasileiros passará a ter 30% de etanol, três pontos percentuais a mais do que a mistura atual, medida que, segundo o governo, pode ajudar a reduzir os preços. Segundo o setor, porém, o alívio é bem menor do que o estimado pelo governo e depende das políticas de compra de etanol por distribuidoras. O preço do biocombustível também tende a subir na entressafra. Na semana passada, o etanol hidratado teve leve queda nas bombas, de R$ 4,19 para R$ 4,16 por litro, segundo a ANP. A pesquisa da agência também captou estabilidade no preço do diesel S-10, que é vendido por R$ 6,05 por litro há duas semanas. Esse combustível sofreu três cortes nas refinarias da Petrobras em 2024, mas os repasses já chegaram integralmente ao consumidor.

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