Ano:
Mês:
article

Etanol/Cepea: Em meio à baixa liquidez, Indicadores têm novas quedas

Levantamentos do Cepea mostram que os preços dos etanóis no mercado paulista seguiram em queda na última semana. De 14 a 18 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado (estado de São Paulo) fechou em R$ 2,5239/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), baixa de 1,1% frente ao do período anterior. Para o anidro, o recuo foi de 1,33%, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 2,9204/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). Segundo o Centro de Pesquisas, o ritmo de negócios de etanol continua lento, com distribuidoras adquirindo poucos volumes na expectativa de oportunidades mais atrativas. Além disso, pesquisadores explicam que o período de férias escolares tende a reduzir a necessidade de novas aquisições dos produtos das usinas. (Cepea)

article

PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 11% no Brasil neste ano

O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia de soja e do biodiesel deve crescer quase 11% neste ano, reflexo da colheita recorde e do aumento do esmagamento do grão, segundo projeção feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Para o PIB-Renda, que considera toda a remuneração gerada pela cadeia no período, a estimativa é de alta de 18,2% em 2025 emdash; após três anos de queda emdash; , para R$ 820,9 bilhões. Os cálculos têm como base informações do primeiro trimestre de 2025. Caso a projeção de alta de 11% no PIB se confirme, o segmento deverá representar 21,7% do PIB do agronegócio e 6,4% do PIB de todos os setores da economia. Além da safra de soja recorde neste ano no Brasil emdash; estimada em quase 170 milhões de toneladas pela Abiove emdash; , a projeção de aumento de 3,6% no processamento da oleaginosa em relação a 2024, para 57,8 milhões de toneladas também explica a estimativa de alta de 11% no PIB, diz a associação. Parte da alta prevista no esmagamento está relacionada ao aumento da demanda por biodiesel, cuja mistura no diesel fóssil passará de 14% para 15% a partir de agosto e deve seguir crescendo nos próximos anos. eldquo;Esse esmagamento recorde é importante para o setor, pois traz agregação para o PIB da soja. A soja industrializada fomenta a produção do biodiesel, que é essencial para manter esse ritmo de crescimento da cadeia, já que ele impulsiona também a oferta de farelo para a indústria de raçãoerdquo;, disse ao Valor Daniel Furlan Amaral, diretor de assuntos regulatórios da Abiove. As boas perspectivas para a produção de biodiesel acabam compensando a estagnação na demanda por óleo comestível. eldquo;Mesmo que o consumo de óleo vegetal para alimentação esteja estagnado há muito tempo, o biodiesel está conseguindo absorver grande parte da demanda por essa matéria-primaerdquo;, lembrou Amaral. Cenário promissor Para todos os segmentos da cadeia da soja e biodiesel os prognósticos são otimistas. O destaque é o PIB da soja, que deve aumentar 24,1% este ano. Em agrosserviços, o incremento estimado é de 8,2%, enquanto para o do biodiesel a expectativa é de elevação de 5,76%. As projeções feitas pelo Cepea em parceria com a Abiove mostram também um mercado de trabalho aquecido na cadeia e soja e biodiesel, com 2,44 milhões de pessoas ocupadas no primeiro trimestre deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve incremento de 7,4% no número de profissionais. eldquo;Acreditamos [que o aumento dos trabalhadores] seja um reflexo no mercado de trabalho da expansão produtiva na cadeia. Supersafra de soja movimenta a agroindústria e também muitos agrosserviços, com impactos no emprego dentro e depois da porteiraerdquo;, afirmou Nicole Rennó, pesquisadora do Cepea. eldquo;A expansão de área agrícola e uso de tecnologia impulsionaram empregos nas indústrias de insumoserdquo;, acrescentou. Ainda que não tenha estimativa para o fechamento do ano, Rennó espera aumento do número de trabalhadores no segmento de soja e biodiesel. Questionado se as disputas comerciais pelo mundo podem afetar as previsões para o PIB da cadeia da soja, Amaral, da Abiove, lembrou que no primeiro governo Trump, a China acabou ampliando as compras do Brasil. eldquo;Mesmo que o Brasil não exporte soja para os EUA, as ações do país com parceiros comerciais do Brasil levam ao aumento das compras dos nossos produtos. Foi o que aconteceu com a China, neste ano, mas com menos intensidade do que a primeira elsquo;trade warersquo;erdquo;, observou Amaral. Dados do Cepea e da Abiove mostram que o volume de soja embarcado ao país asiático no primeiro trimestre deste ano cresceu 6,7% em relação ao mesmo período de 2024. O setor também está atentos às oscilações do petróleo, provocadas pelas instabilidades geopolíticas. eldquo;Esse fator joga luz para o abastecimento na questão energética. O biodiesel é parte da solução, uma vez que pode ajudar a reduzir a importação de petróleo, mas sozinho não resolve toda a equaçãoerdquo;, disse o executivo.

article

Posicionamento do Instituto Combustível Legal sobre inadimplentes do Renovabio

O Instituto Combustível Legal (ICL) defende a transparência e o rigor na aplicação das penalidades previstas no RenovaBio e apoia a iniciativa da ANP de publicar a lista de distribuidoras inadimplentes com suas metas de descarbonização. A divulgação é um instrumento essencial para garantir a isonomia concorrencial no setor. A tolerância à inadimplência prejudica os agentes regulares e incentiva práticas desleais. A nova Lei 15.802/2024 representa um avanço importante ao tipificar o descumprimento das metas como crime ambiental e permitir a cassação da autorização de operação em caso de reincidência. O ICL reforça que essas sanções não comprometem o abastecimento de combustíveis no país, mas estimulam a regularização dos agentes. O Instituto lamenta que decisões liminares estejam sendo usadas para tentar barrar a aplicação das sanções, enfraquecendo um instrumento legítimo de fiscalização e penalização de práticas irregulares. O descumprimento das metas ambientais, além de comprometer os objetivos do programa, gera distorções que afetam negativamente os agentes que atuam de forma ética. O ICL atua em parceria com órgãos públicos no combate ao crime organizado e na promoção de um mercado ético e competitivo, e continuará apoiando medidas que fortaleçam a fiscalização e protejam o consumidor.

article

Posicionamento IBP - Divulgação da lista de inadimplentes do Renovabio

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), maior entidade do setor, lamenta as recentes decisões da Justiça Federal que permitiram a algumas empresas não terem seu nome divulgado na lista de distribuidoras de combustíveis inadimplentes com suas metas de aquisição de Créditos de Descarbonização (CBIOs) do programa RenovaBio. A lista foi divulgada nesta segunda-feira (21/7) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e representa uma conquista para a integridade do mercado e para o avanço da agenda de descarbonização do país. É importante ressaltar que a empresa que não cumpre as metas do RenovaBio tem vantagem competitiva indevida em relação àquelas que atuam corretamente e cumprem suas obrigações com o Renovabio. A transparência é elemento-chave para a integridade nas transações comerciais e, por isso, as empresas precisam ter acesso às informações para identificar quem age de má-fé e utiliza a inadimplência como estratégia de negócio. Assim, o IBP ressalta que a publicação na lista de todas as empresas inadimplentes é essencial para buscar segurança jurídica às produtoras e distribuidoras de combustíveis, permitindo que se recusem a comercializar com operadores inadimplentes sem o risco de ações judiciais. O RenovaBio é a política nacional de biocombustíveis que fixa metas anuais de redução de emissões para as distribuidoras, garantindo a expansão previsível da oferta de biocombustíveis. O cumprimento dessas metas se dá pela compra e eldquo;aposentadoriaerdquo; dos CBIOs, que correspondem à emissão evitada de 1 tonelada de carbono. A inadimplência no cumprimento das metas do RenovaBio não é um problema isolado. Em 2024, apenas 77% da meta do RenovaBio foi atendida, o que gera um prejuízo direto aos concorrentes e desequilibra o mercado, configurando concorrência desleal. Dados do IBP, com base em informações da ANP, indicam que 68 empresas têm processos administrativos instaurados por descumprimento da regra de compra de CBIOs. As multas aplicadas pela ANP chegam a R$ 505 milhões, mas apenas R$ 17 milhões foram quitados ou parcelados, e R$ 85 milhões estão sob liminares.

article

Pix cresce enquanto uso de dinheiro físico encolhe no Brasil

O uso do dinheiro em espécie caiu consideravelmente entre os brasileiros em um período de cinco anos, dando espaço para que o Pix se estabelecesse como o meio de pagamento preferido no País no ano passado. A conclusão é da edição de 2025 da pesquisa eldquo;Pagamentos em Transformação: Do Dinheiro ao Códigoerdquo;, realizada pelo Google. O levantamento aponta que apenas 6% dos entrevistados usavam cédulas e moedas com frequência em 2024, ante 43% em 2019. O estudo indica uma consolidação da eldquo;Era Cashlesserdquo;, ou seja, sem dinheiro físico, em meio a um ambiente de transformação que engloba o aumento da bancarização e da digitalização no País nos últimos anos. E afirma que o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central (BC) e lançado oficialmente em novembro de 2020, desempenhou um papel essencial nesse contexto. O Pix é utilizado por 93% da população adulta, sendo o meio de pagamento mais frequente para 62% deles, diz a pesquisa, que afirma também que a adoção do sistema de pagamentos instantâneos é generalizada em todas as idades, classes sociais e regiões. Ao fim de 2024, o Pix já representava quase metade (47%) do volume de transações financeiras do Brasil. A pesquisa foi encomendada pelo Google à Offerwise e ouviu 3 mil pessoas maiores de 18 anos, de todas as classes sociais e de várias regiões do Brasil, via internet, entre o final de 2024 e o início de 2025. eldquo;Estamos presenciando uma era onde a escolha e a experiência do usuário são o centro da transformação digital dos pagamentoserdquo;, diz Gustavo Pena, head de Indústria do Google Brasil, em comunicado. eldquo;O Pix não apenas redefiniu a velocidade e a facilidade das transações, mas, com a evolução do cartão de crédito, está empoderando o consumidor com mais opções e exigindo que o mercado inove constantemente em segurança, benefícios e conveniênciaerdquo;, afirma. Entre os fatores considerados pelos consumidores no momento de escolher um meio de pagamento, os mais citados foram segurança (41%), facilidade de uso (37%) e a ausência de taxas (36%). A relevância desses aspectos pode auxiliar no entendimento da preferência pelo Pix, que tem como grandes atrativos a praticidade e a flexibilidade, além de ser gratuito para pessoas físicas pagadoras. Segundo lugar A pesquisa aponta que o cartão de crédito manteve sua posição como o segundo meio de pagamento mais popular no Brasil, agora atrás do Pix. Ele também aparece como o meio preferido para compras online eldquo;de maior envolvimentoerdquo;, como passagens e hotéis ou eletrônicos. Segundo o estudo, mesmo em meio à ascensão do Pix, a emissão de cartões mais que triplicou na última década, e 58% dos brasileiros aumentaram o uso do cartão de crédito nos últimos cinco anos. Os motivos foram programas de recompensas (20%), aumento do limite (20%) e hábito de uso (17%). Os benefícios mais valorizados do cartão de crédito são a ausência de anuidade (81%) e programas de fidelidade/pontos/milhas (57%).

article

ANP divulga resultados de ações de fiscalização em oito unidades da Federação (14 a 17/7)

Entre os dias 14 e 17/7, a ANP fiscalizou o mercado de abastecimento em oito unidades da Federação. Nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, a adequação dos equipamentos e dos instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, bem como as documentações de autorização de funcionamento das empresas e as relativas às movimentações dos combustíveis e lubrificantes. No período, destacou-se a operação da ANP com o Procon Estadual de São Paulo, que resultou na interdição de estabelecimentos que comercializavam combustíveis fora das especificações previstas por lei e na apreensão de lubrificantes sem registro. Veja abaixo mais informações sobre essas operações, bem como sobre as principais ações nas demais unidades federativas do país: São Paulo A ANP fiscalizou 36 postos de combustíveis e cinco revendedoras de óleo lubrificante na capital e em outras oito cidades: Bragança Paulista, Indaiatuba, Osasco, Salto, Guarulhos, Nova Odessa, Taboão da Serra e Sumaré. No dia 15, em operação conjunta com o Procon/SP, foram fiscalizados cinco revendedoras de óleo lubrificante na região metropolitana da capital (quatro em São Paulo e uma em Osasco), com a apreensão de 1.520 litros de óleo lubrificante sem o devido registro na ANP. Só na revenda localizada em Osasco, foram apreendidos sete litros de óleo lubrificante envasado e sete tambores de 200 litros de óleo lubrificante a granel, totalizando 1.407 litros de óleo lubrificante sem registro. É importante destacar que qualquer agente econômico ou cidadão pode verificar os registros de lubrificantes que estão ativos na Agência. Basta acessar a Ferramenta de Pesquisa de Registro de Produtos ou o Painel Dinâmico do Registro e Óleos e Graxas Lubrificantes. Essa consulta evita a aquisição e a comercialização de óleos clandestinos, que podem acarretar a diminuição da vida útil do motor, gerando prejuízo ao consumidor. Em outra operação conjunta com o Procon/SP, realizada no dia 16, foram fiscalizados 23 postos de combustíveis também na região metropolitana da capital (21 em São Paulo, um em Guarulhos e um em Taboão da Serra). Foram lavrados autos de infração e interdição total em três postos, na cidade de São Paulo, por comercialização de etanol com metanol. Ainda na capital, em ação apenas da ANP, um posto de combustíveis recebeu auto de infração e de interdição de 12 bicos e dois tanques por operar sem autorização, além de comercializar etanol com metanol. Em força-tarefa com o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), o Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) e o Procon Estadual, foi lavrado auto de infração e interdição de oito bicos e um tanque em um posto de combustíveis por comercializar gasolina com teor de etanol acima do permitido por lei e não possuir equipamentos para análise dos combustíveis. Em Indaiatuba, um posto de combustíveis sofreu interdição por apresentar bombas de gasolina e etanol com aferição irregular (eldquo;bomba baixaerdquo;). Outro posto de combustíveis em Sumaré recebeu auto de infração e interdição de oito bicos e dois tanques por comercializar gasolina e etanol fora das especificações exigidas por lei, violar lacres apostos pela fiscalização, descumprir notificação, dando destinação não permitida ao combustível, e recusar o fornecimento de combustíveis ao Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). No município de Bragança Paulista, em força-tarefa com a Polícia Civil e o Instituto de Pesos e Medidas (IPEM), dois postos de combustíveis sofreram auto de infração por não efetuar a drenagem e o registro regular dos resultados em seus tanques de óleo diesel e ostentar marca comercial estando cadastrado como bandeira branca. No dia 14/7, a ANP realizou, ainda, treinamento dos agentes do Procon Estadual para a fiscalização de óleo lubrificante. Não foram encontradas irregularidades nas demais cidades. Foram coletadas 55 amostras de combustíveis para análise em laboratório. Bahia Os fiscais da ANP estiveram em um posto de combustíveis em Lauro de Freitas. Não houve registro de irregularidades. Foram coletadas duas amostras de combustíveis para análise em laboratório. Goiás Em ação conjunta com o Procon Municipal de Rio Verde, foram fiscalizados um produtor de biodiesel e uma distribuidora de combustíveis. Não foram encontradas irregularidades. Foram coletadas seis amostras de combustíveis para análise em laboratório. Mato Grosso Dois postos de combustíveis foram fiscalizados em Várzea Grande, em conjunto com o Procon Municipal, não sendo encontradas irregularidades. Mato Grosso do Sul Em ação com o Procon Municipal de Campo Grande, um posto de combustíveis foi fiscalizado, sem registro de irregularidades. Minas Gerais Foram fiscalizados 30 postos de combustíveis, um transportador-revendedor-retalhista (TRR) e uma revenda de GLP, nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Divinópolis, Pará de Minas, Sete Lagoas, Angelândia, Araçuaí, Chapada do Norte, Curvelo, Francisco Badaró, Gouveia, Minas Novas, Turmalina, Virgem da Lapa e Uberlândia. Um posto de combustíveis recebeu auto de infração e interdição em Uberlândia, em ação com o Procon Municipal, por armazenar combustível fora de tanques subterrâneos e apresentar bomba com aferição irregular (eldquo;bomba baixaerdquo;). Em Belo Horizonte, numa ação conjunta com a Polícia Civil de Minas Gerais, dois postos de combustíveis receberam autos de infração por não possuir termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol para verificar aspectos de qualidade) e não identificar corretamente, na bomba e no painel de preços, a origem do combustível comercializado. Foram apreendidos 14 litros de óleo lubrificante acabado. Foram lavrados autos de infração também em outros 12 postos de combustíveis em Betim, Contagem, Pará de Minas, Sete Lagoas, Chapada do Norte, Curvelo, Gouveia, Minas Novas, Turmalina e Uberlândia, por motivos como: possuir painel de preços em desacordo com a legislação; desatualização cadastral; apresentar documentos obrigatórios exigidos por lei em desacordo; não possuir termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol para verificar aspectos de qualidade); não possuir instrumentos para análise de combustíveis; apresentar medida-padrão de 20 litros (equipamento usado no teste de volume, que pode ser exigido pelo consumidor) em desacordo com a legislação; não identificar na bomba a origem do combustível; comercializar combustível em vasilhames não certificados pelo Inmetro; armazenar combustível fora de tanques subterrâneos; não identificar os fornecedores do combustível comercializado; e apresentar painel de preços em desacordo com a legislação. Não foram encontradas irregularidades nas demais cidades. Foram coletadas 12 amostras de combustíveis para análise em laboratório. Rio de Janeiro Foram fiscalizados 12 postos de combustíveis na capital. Em força-tarefa com a Secretaria de Estado de Fazenda - Sefaz-RJ, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados endash; DDSD e Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente - DPMA, a Polícia Militar, por meio do Comando de Polícia Ambiental, a Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais endash; SUPCCA e a Força Especial de Controle de Divisas - Operação Foco, foram lavrados autos de infração e interdição total em sete postos de combustíveis por exercício da atividade sem Inscrição Estadual ativa. Três desses postos também foram autuados por armazenar/comercializar gasolina comum com teor de etanol acima do permitido por lei. No total foram apreendidos 309.510 litros de combustíveis. Em ação conjunta com a Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (SUPCCA), no município do Rio de Janeiro, a ANP fiscalizou um posto de combustíveis, que sofreu auto de infração e interdição parcial de dois tanques e quatro bicos por comercializar/armazenar gasolina comum fora das especificações legais. Foram apreendidos 4.500 litros de gasolina. Ainda na capital, em força-tarefa com a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), o Instituto de Pesos e Medidas (IPEM-RJ), a Agenersa e a Naturgy, outro posto de combustíveis foi fiscalizado, sem registro de irregularidades. Nove amostras de combustíveis foram coletadas para análise em laboratório. Rio Grande do Sul No estado, foram fiscalizados dois postos de combustíveis e duas revendas de GLP em Pelotas, Estância Velha e Sapucaia do Sul. Uma revenda de GLP foi interditada em Pelotas por comercializar botijões fora das normas de segurança vigentes. Foram apreendidos 87 botijões de GLP. Foi lavrado auto de infração em um posto de combustíveis, em Estância Velha, por não identificar o fornecedor de combustível na bomba e não indicar no painel de preços condições diferenciadas de valores e de pagamento. Uma amostra de combustível foi coletada para análise em laboratório. Redução nas ações de fiscalização Entre as medidas emergenciais tomadas pela ANP diante de cortes orçamentários, a partir de 1º de julho houve redução dos recursos destinados à fiscalização, bem como a suspensão do programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), que é um dos vetores de inteligência utilizados no planejamento da fiscalização. Dessa forma, a partir desta semana, há redução no número de ações de fiscalização realizadas no país. Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como informações da Ouvidoria da ANP com manifestações dos consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades. Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei. Já a interdição é uma medida cautelar, aplicada para proteger o consumidor, evitando a comercialização de combustíveis fora das especificações, fornecimento de combustível em quantidade diferente da marcada na bomba, entre outras irregularidades. Caso o posto comprove à ANP que o problema foi sanado, a Agência realiza a desinterdição, sem prejuízo do processo administrativo e possíveis penalidades. Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do FalaBR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Como posso te ajudar?