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IBP sinaliza riscos da dependência brasileira do diesel russo

Mesmo com os produtores de petróleo do Brasil tendo conquistado algum alívio depois que o presidente americano Donald Trump isentou a commodity de tarifas, novas preocupações surgem em relação à dependência do diesel russo. É o que diz Roberto Ardenghy, chefe do grupo de lobby industrial do país, o IBP, que representa empresas como a Chevron e Petrobras. A ansiedade surge após Trump anunciar que imporia uma tarifa sobre as exportações da Índia e uma multa por suas compras de energia da Rússia, o mais recente de uma série de comentários em que expressou sua indignação com a falta de cessar-fogo na Ucrânia. A medida está levando outras nações com laços com a energia russa a avaliar suas cadeias de suprimentos. "Isso é bastante preocupante", disse Ardenghy em entrevista. O Brasil importa diesel para atender cerca de um terço de suas necessidades. A Rússia foi responsável por 60% das importações nacionais do combustível no primeiro semestre do ano emdash;substituindo os EUA como principal fornecedor depois que as sanções relacionadas à Ucrânia remodelaram os fluxos comerciais globais. Com os estoques globais de diesel apertados, encontrar alternativas pode ser difícil, disse Felipe Perez, da Seamp;P Global. Isso é especialmente verdadeiro com a Índia, outro fornecedor em potencial, já penalizada. (Bloomberg)

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Governo faz descontingenciamento e libera mais recursos para agências reguladoras

O governo federal publicou na quarta-feira (30) decreto que promove um descontingenciamento orçamentário de R$ 20,7 bilhões, incluindo liberações para as agências reguladoras, que vinham sofrendo nos últimos meses com bloqueio de recursos e tendo que diminuir suas operações. Conforme comunicado do governo, para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a contenção anunciada anteriormente de R$ 38,6 milhões foi reduzida a R$ 7,9 milhões, com a liberação de R$ 30,7 milhões. Já para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o bloqueio anterior de R$ 34,9 milhões foi reduzido a R$ 7,2 milhões, com alívio de R$ 27,7 milhões. A Agência Nacional de Mineração (ANM) teve uma liberação de R$ 22,8 milhões, com congelamento agora de R$ 5,9 milhões. Os descontingenciamentos devem aliviar em parte a situação das agências reguladoras, que já vinham se queixando de uma redução de seus orçamentos nos últimos anos. Na Aneel, o orçamento aprovado para 2025, de R$ 155,6 milhões, é 35% menor que o solicitado pelo regulador, enquanto na ANP o valor para despesas discricionárias de R$ 140,6 milhões também era considerado inferior ao demandado para o exercício. Em nota, a Aneel afirmou que a medida representa "um avanço importante para a retomada das atividades essenciais", mas disse que o cronograma é "restritivo, concentrando a maior parte das liberações para dezembro". "A diretoria colegiada da agência está avaliando a priorização das atividades que serão retomadas, com atenção voltada à prestação dos serviços à sociedade, como a ouvidoria, a fiscalização e o atendimento presencial na sede da autarquia", disse a Aneel. (Reuters)

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ANP retoma Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) em agosto

A ANP irá retomar, no mês de agosto, o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). O PMQC havia sido suspenso em julho, devido aos cortes orçamentários sofridos pela Agência. A retomada será possível devido ao descontingenciamento de parte do orçamento das agências reguladoras federais, incluindo a ANP, por meio do Decreto nº 12.566, de 30 de julho de 2025, que trata da programação orçamentária e financeira do Poder Executivo federal para 2025. O PMQC conta com 13 laboratórios contratados pela ANP, em diferentes unidades da Federação, responsáveis pela coleta e realização de análises físico-químicas em amostras de gasolina C, óleo diesel B e etanol hidratado combustível. O Programa é uma importante ferramenta para conhecimento sobre os índices de conformidade dos combustíveis ofertados ao consumidor. Saiba mais sobre o PMQC.

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Petróleo fecha em queda com ajuste após fortes ganhos e reduz alta mensal a 5,8%

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, 31, em correção após três sessões seguidas de ganhos. Investidores seguiram acompanhando as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de sanções severas à Rússia para que Moscou acabe com a guerra da Ucrânia até a próxima semana. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro recuou 1,05% (US$ 0,74), a US$ 69,26 o barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) teve baixa de 1,06% (US$ 0,77), a US$ 71,70 o barril. No mês, o WTI e Brent subiram 5,82% e 6,83%, respectivamente. Se tarifas significativas realmente forem adicionadas aos compradores de petróleo russo, como a Índia endash; que Trump já ameaçou na quarta-feira -, a reação do mercado será eldquo;desnecessário dizer, pesadaerdquo;, afirma Neil Crosby, da Sparta Commodities. Além disso, encontrar um substituto para o óleo bruto russo no mercado global seria difícil, dados os grandes volumes, os declínios mais rápidos do que o esperado na capacidade ociosa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e diferenças nas qualidades da commodity, analisa o Goldman Sachs, que aponta que Índia e China devem ser as nações mais prejudicadas. eldquo;Não me importo com o que a Índia faz com a Rússia. Eles podem afundar suas economias mortas juntos, tanto faz para mim. Fizemos muito poucos negócios com a Índia, suas tarifas são muito altas, entre as mais altas do mundoerdquo;, escreveu Trump nesta madrugada no Truth Social. Segundo a Reuters, as refinarias estatais indianas Indian Oil, Hindustan Petroleum, Bharat Petroleum e Mangalore Refinery Petrochemical pararam de comprar petróleo da Rússia na última semana, diante de menores descontos neste mês e com o alerta feito pelo presidente dos EUA. (Estadão Conteúdo)

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Investimentos em biocombustíveis disparam no governo Lula e somam R$ 11,7 bilhões desde 2023

O apoio do Estado brasileiro à transição energética ganhou impulso decisivo nos últimos anos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) já aprovaram, entre janeiro de 2023 e junho de 2025, um total de R$ 11,7 bilhões em financiamentos destinados ao setor de biocombustíveis. O valor representa mais do que o dobro dos R$ 4,6 bilhões liberados entre 2019 e 2022, refletindo uma mudança significativa de política pública sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o avanço se alinha às diretrizes estratégicas da atual gestão. eldquo;Esse crescimento expressivo atende as diretrizes do governo do presidente Lula de ampliar a produção de biocombustíveis, insumo fundamental no processo de descarbonização da nossa economia e de neoindustrialização. O Brasil é referência mundial em biocombustíveis e o BNDES tem sido parceiro para que o setor possa expandir sua fronteira tecnológica e atrair novos mercados e parceiros comerciaiserdquo;, afirmou. Na mesma linha, Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, ressaltou o papel do investimento público em inovação tecnológica e sustentabilidade. eldquo;Esse resultado demonstra o compromisso do governo federal, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Finep com a transição energéticaerdquo;, disse. Projetos de alta complexidade tecnológica ganham destaque - Mais do que os números absolutos de financiamento, Elias chama a atenção para a qualidade dos projetos contemplados. eldquo;Mais do que os valores investidos, destacamos a qualidade e o caráter inovador dos projetos apoiados, a exemplo do desenvolvimento de enzimas para etanol de segunda geração; de sementes sintéticas para cana-de-açúcar; da adaptação de culturas, como a agave tequilana, para a produção de etanol no Brasil; e de novas tecnologias para biometano e biodiesel. Essas iniciativas elevam a produtividade e posicionam o Brasil na vanguarda dos biocombustíveiserdquo;, afirmou. O ano de 2025 já acumula R$ 2,2 bilhões em financiamentos aprovados apenas para projetos de biocombustíveis. Entre os destaques está o aporte de R$ 480 milhões para a Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), voltado à expansão da produção de etanol em 85 milhões de litros por ano, em unidade localizada em Minas Gerais. Outro projeto de grande porte é a operação de R$ 1 bilhão destinada à construção de uma Unidade de Etanol Celulósico de segunda geração (E2G) pela Raízen Energia, em Andradina (SP). A planta terá capacidade para produzir até 82 milhões de litros por ano.

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Gasolina e etanol registram queda em julho e atingem menores preços desde janeiro

Os motoristas brasileiros sentiram um leve alívio no bolso em julho com a redução no preço médio dos combustíveis. De acordo com dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), a gasolina recuou 0,47% em relação a junho e foi comercializada, em média, por R$ 6,35. Já o etanol apresentou queda de 0,68%, atingindo R$ 4,36. Trata-se dos menores valores registrados desde janeiro de 2025. O levantamento da Edenred Ticket Log consolida os preços praticados em 21 mil postos credenciados em todo o país, com base em milhões de transações. eldquo;Mesmo após o anúncio da Petrobras em junho sobre a redução no preço da gasolina, o que observamos é que o repasse aos postos segue acontecendo de forma gradual. Ainda assim, julho encerra com os menores preços médios para a gasolina e o etanol desde janeiro, o que representa um alívio importante para o consumidorerdquo;, afirmou Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade. Queda se espalha por todas as regiões - Todas as regiões do país registraram recuos nos preços dos combustíveis. O Centro-Oeste liderou a redução no mês: o etanol caiu 1,37%, ficando em R$ 4,33, enquanto a gasolina recuou 0,77%, com preço médio de R$ 6,43. No Sudeste foram registrados os menores valores absolutos: R$ 4,23 para o etanol (queda de 0,70%) e R$ 6,21 para a gasolina (recuo de 0,16%). A região Norte manteve os combustíveis mais caros do país, ainda que com queda nos preços. O etanol foi vendido a R$ 5,20 (-0,19%) e a gasolina a R$ 6,84 (-0,15%). Maranhão e Rio lideram extremos nos estados - No recorte por estado, o Maranhão se destacou por registrar os maiores aumentos em julho: o etanol subiu 1,20%, atingindo R$ 5,06, enquanto a gasolina teve alta de 0,63%, indo a R$ 6,37. Em contrapartida, o Amapá registrou a maior queda no preço do etanol, com recuo de 3,63%, alcançando R$ 5,31. São Paulo manteve a posição de estado com o etanol mais barato do Brasil, com valor médio de R$ 4,08 (-0,97%). Já o etanol mais caro foi encontrado no Amazonas, a R$ 5,48 emdash; mesmo patamar de junho. No caso da gasolina, o Rio Grande do Norte registrou a maior redução, de 1,25%, com o litro vendido a R$ 6,30. O menor preço do combustível foi encontrado no Rio de Janeiro, a R$ 6,13, após recuo de 0,65%. O Acre, mesmo com queda de 0,53%, manteve a gasolina mais cara do país, a R$ 7,48. Vantagem econômica x impacto ambiental - Embora a gasolina tenha se mantido como a alternativa mais econômica para os motoristas na maioria dos estados, especialmente nas regiões Nordeste e Sul, a Edenred Mobilidade reforça a importância ambiental do etanol. eldquo;A gasolina se mostrou a opção mais vantajosa economicamente na maior parte dos estados do Brasil em julho, principalmente para quem abastece nas regiões Nordeste e Sul. Entretanto, é importante ressaltar que o etanol traz mais benefícios ambientais, uma vez que emite menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável e de baixo carbonoerdquo;, afirmou Mascarenhas.

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