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Petróleo fecha em queda com aumento de produção pela Opep+

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira, 4, estendendo as fortes perdas da última sessão, em meio à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de aumentar ainda mais a produção da commodity. Investidores também digeriram as falas do presidente dos EUA, Donald Trump, de que ele elevará a tarifa cobrada à Índia por conta da compra de óleo russo. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro recuou 1,54% (US$ 1,04), a US$ 66,29 o barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) teve baixa de 1,30% (US$ 0,91), a US$ 68,76 o barril. A Opep+ concordou neste domingo em aumentar a produção de petróleo em 547 mil barris por dia (bpd) em setembro, completando a devolução de 2,2 milhões de bpd que retirou do mercado em 2023. A Capital Economics, contudo, suspeita que o cartel terá que fazer uma pausa antes de desfazer a próxima camada de cortes voluntários ou enfrentará um excedente crescente no mercado de petróleo. O cenário base da consultoria é de que o grupo começará a aumentar a produção novamente a partir do segundo trimestre de 2026, o que ainda é consistente com a queda do preço do Brent este ano e no próximo. Mais cedo, a commodity chegou a reduzir momentaneamente parte das perdas com a notícia de que Trump elevará eldquo;substancialmenteerdquo; a tarifa cobrada sobre as importações da Índia. O republicano argumentou que os indianos compram grande quantidade de petróleo da Rússia para vendê-lo no mercado aberto. A Índia, por sua vez, disse que começou a importar da Rússia porque os suprimentos tradicionais foram desviados para a Europa após o início do conflito com a Ucrânia. Alguma volatilidade acentuada provavelmente está à frente, dadas as vastas incertezas em relação às tarifas, diz a Ritterbusch eldquo;Um foco intenso permanecerá nas tensões entre os EUA e a Rússia que podem resultar em grande aumento nas sançõeserdquo;, acrescenta. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, sinalizou nesta segunda que é preciso ser eldquo;muito cuidadosoerdquo; no que diz respeito à retórica nuclear, em resposta à declaração de Trump de que ele havia ordenado o reposicionamento de submarinos nucleares nas proximidades da Rússia, segundo a Reuters. (Estadão Conteúdo)

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Cade abre investigação contra BR e Ipiranga sete anos após operação do MP-PR

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu processo administrativo contra a Petrobras Distribuidora e Ipiranga por suposta conduta anticompetitiva de divisão do mercado no setor de distribuição de combustíveis nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A investigação do Cade decorre da operação Margem Controlada, realizada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), de julho de 2018. O inquérito administrativo foi instaurado em agosto de 2022, após o órgão de defesa econômica solicitar o compartilhamento de provas. O Cade apurou que as empresas e dois de seus executivos teriam firmado um eldquo;pacto de não agressãoerdquo; entre 2011 e 2018, para limitar a concorrência por postos revendedores. O acordo impedia que as distribuidoras abordassem postos bandeirados de concorrentes no período de até um ano após a rescisão do contrato com a respectiva bandeira. A imposição de dificuldades para mudança de bandeira endash; elevação dos custos de troca endash; tem o potencial de desencorajar o posto revendedor a buscar distribuidores concorrentes, criando, portanto, reservas de mercado em lugar da concorrência natural entre as empresas, conforme apontado pelo Cade. Assim, o suposto pacto serviria para que os postos revendedores não mantivessem negociações com distribuidoras concorrentes, quando da renegociação de contratos com a atual fornecedora, diminuindo o poder de barganha das revendas. Os indícios da conduta incluem trocas de e-mails entre representantes das empresas. Divisão de mercados é uma das práticas apontadas pelo Cade como formação de cartel. Segundo o órgão, o Brasil considera suficiente a prova da existência do acordo para configurar a ilicitude.

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Brasil terá dificuldade se parar de comprar diesel da Rússia, diz Abicom

O Brasil pode se ver em uma encruzilhada no comércio externo, diante das ameaças dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais aos países que importarem petróleo e seus derivados da Rússia. De janeiro a junho deste ano, o Brasil importou 7,9 milhões de metros cúbicos de óleo diesel. Deste total, 61% vieram dos russos. Em entrevista à CNN, o presidente-executivo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), Sérgio Araújo, disse que caso o governo brasileiro interrompa a compra da commodity do Kremlin, haverá dificuldade em encontrar fornecedores equivalentes para suprir a demanda. "Com as sanções secundárias que estão sendo ameaçadas por Trump, caso isso avance e o Brasil tome a decisão de não importar mais óleo diesel da Rússia, teremos um impacto bastante significativo", afirmou. "O volume que o Brasil compra da Rússia não torna muito fácil encontrar fornecedores alternativos que possam trazer esse produto. Então, vamos ter dificuldade", acrescentou. Segundo dados da Abicom, a Rússia concentra mais que o dobro (61%) da demanda brasileira por óleo diesel no mercado externo que o segundo colocado, os Estados Unidos (24%). Em seguida, aparecem como principais fontes de importação a Arábia Saudita (6%) e o Omã (3%). "Teremos que verificar a possibilidade de parte do volume que deixará de ser comprado da Rússia vir do Golfo americano, das refinarias americanas, além de verificar outros fornecedores, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Qatar. É um desafio", concluiu Sérgio Araújo. Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (4) que vão taxar a Índia substancialmente, depois da decisão do país de seguir importando petróleo russo. Atualmente as tarifas que incidirão sobre os produtos indianos que entram no território americano são de 25%. Em 14 de julho, Trump ameaçou taxar em 100% os países que continuarem negociando petróleo com a Rússia. A ofensiva faz parte de um plano da Casa Branca para isolar a Rússia economicamente até que um acordo de paz "satisfatório" com a Ucrânia seja realizado.

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Montadoras apoiam decisão que limita importação de carros elétricos

As montadoras de carros sediadas no Brasil apoiaram a decisão do governo que reduziu o prazo para estabelecer em 35% a alíquota de importação de veículos elétricos ou híbridos desmontados e que fixou cota para as empresas trazerem esses tipos de carros com isenção de impostos. Segundo o governo, foram acatadas, em parte, as demandas das montadoras sediadas no Brasil e dos importadores em fase de instalação de fábricas no país, como a chinesa BYD. A decisão impacta a disputa pelo mercado brasileiro que colocou, de um lado, a fabricante chinesa BYD, liderança em carros elétricos, contra as montadoras Toyota, General Motors, Volkswagen e Stellantis, que vinham pedindo ao governo para limitar as importações dos veículos elétricos ou híbridos. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pediu para reduzir de julho de 2028 para julho de 2026 o prazo máximo de transição para elevar as alíquotas de importação desses veículos desmontados para 35%. Em decisão tomada nessa quarta-feira (30), o governo atendeu, em parte, o pleito da associação, antecipando a elevação da alíquota para janeiro de 2027, mas não para julho de 2026, como queriam as montadoras. Ainda assim, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, agradeceu os ministérios envolvidos da decisão. eldquo;[A mudança] é o máximo aceitável sem colocar em risco os investimentos atuais e futuros da cadeia automotiva nacional. Nós esperamos que essa discussão esteja definitivamente encerrada, sem qualquer possibilidade de renovaçãoerdquo;, afirmou Calvet, em comunicado. A Agência Brasil procurou a BYD para posicionamento e aguarda retorno. Gecex O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Externo (Camex), que reúne representantes de 10 ministérios, decidiu ainda aplicar cotas adicionais de importação com alíquota zero para veículos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), pelo prazo de 6 meses, no valor máximo de US$ 463 milhões. eldquo;Com a antecipação do cronograma, o Gecex busca adequar a política tarifária aos investimentos esperados para os próximos anos no setor automotivo do país, trazendo novas tecnologias para o consumidor e cada vez mais adensamento à cadeia produtiva nacionalerdquo;. Informou, em nota, o Comitê. A cota para importação sem tarifas compensa, também em parte, o fato de o governo não atender o pedido da BYD para reduzir a alíquota enquanto termina de construir a fábrica em Camaçari (BA). A companhia chinesa também alega que não tinha sentido pagar, para carros desmontados, a mesma tarifa paga para carros prontos importados. Disputa de mercado Nessa semana, as montadoras Toyota, General Motors, Volkswagen e Stellantis divulgaram carta enviada, ainda em junho, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, elas alegavam que o pleito da BYD colocaria em risco os investimentos e empregos do setor, representando uma concorrência desleal. Já a BYD, em nota, informou que as montadoras citadas estavam chantageando o governo para manter o mercado fechado à novas concorrentes. eldquo;Agora, chega uma empresa chinesa que acelera fábrica, baixa preço e coloca carro elétrico na garagem da classe média, e os dinossauros surtamerdquo;, disse a BYD. No comunicado divulgado após decisão da Gecex-Camex, o presidente da Anfavea defendeu que os novos atores que entram no mercado brasileiro de carros devem ingressar eldquo;de forma justa e competitivaerdquo;. eldquo;Certamente, todos serão muito bem recebidos, inclusive no âmbito da entidade [Anfavea], que congrega todos os fabricantes nacionais. Temos a certeza de que esse movimento que fizemos, junto com parlamentares, governadores dos estados, com os trabalhadores, com o sindicato que representa a indústria de autopeças nacionais, com a AEA [Associação Brasileira de Engenharia Automotiva], serviu para demonstrar a força da indústria Automotiva nacionalerdquo;, completou. Transição Em 2023, os carros elétricos e híbridos importados ainda não pagavam qualquer tarifa de importação, enquanto carros a combustão prontos importados pagavam tarifa de 35%. Em uma estratégia de forçar a instalação de fábricas no Brasil, o governo decidiu criar uma regra de transição para elevar a tarifa, ano a ano, até chegar aos 35% em 2028. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckimin, o resultado da política foi positivo. eldquo;Você tem inúmeras empresas abrindo fábricas no Brasil. Você tem a chinesa GWM, em Indianópolis (SP), que comprou a fábrica que estava fechada na Mercedes-Benz. Teve a BYD em Camaçari (BA), que adquiriu a fábrica que era da Forderdquo;, disse em coletivo no início da semana.

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Vendas de veículos com motores 1.0 crescem 11,35% em julho

As vendas de veículos modelos 1.0, que fazem parte do Programa Carro Sustentável, cresceram 11,35% no mês passado, em relação a julho de 2024. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), quando comparado ao mês anterior, junho, a alta chegou a 13%. eldquo;Isso é emprego na indústria e emprego no comércioerdquo;, comemorou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Os dados foram apresentados a Alckmin pela Fenabrave, neste sábado (2), durante visita a concessionárias, em Brasília. O programa, lançado há menos de um mês pelo governo federal, visa a descarbonização da frota automotiva do país, por meio de incentivos fiscais, especialmente em relação às alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). eldquo;O presidente Lula zerou o IPI. E as montadoras também ajudam com um bom desconto. É um sucessoerdquo;, comentou o vice-presidente. Para ter direito ao IPI zero, o carro deve atender a quatro requisitos: emitir menos de 83 gramas de gás carbônico (COe#8322;) por quilômetro; conter mais de 80% de materiais recicláveis; ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem); e se enquadrar em uma das categorias de carro compacto (veículo de entrada das marcas). Pelo menos cinco modelos de veículos, em diferentes versões, foram credenciados pelo programa que garante IPI zero: Onix, da Chevrolet; Kwid, da Renault; Polo, da Volkswagen; HB20, da Hyundai; e Fiat Mobi e Fiat Argo, da Stellantis. Com a medida, a redução dos preços desses modelos chegou, em alguns casos, a R$ 13 mil. Para os demais veículos que não se enquadrem no IPI zero, o programa estabelece um novo sistema de cálculo do imposto, que ainda vai entrar em vigor, 90 dias após a publicação do decreto do Programa Carro Sustentável. A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos. O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade.

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BP anuncia que fez maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos na bacia de Santos

A BP disse nesta segunda-feira (4) que fez sua maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos na bacia de Santos, em águas profundas do pré-sal do Brasil. "Os resultados da análise no local da perfuração indicam níveis elevados de dióxido de carbono", afirmou Gordon Birrell, vice-presidente executivo da BP, em um comunicado. A empresa anunciou que iniciará uma análise em laboratório para estudar a descoberta. Após a divulgação do comunicado, as ações da BP listadas em Londres subiram 1,4%. O anúncio ocorre um dia antes de o grupo apresentar seus resultados do segundo trimestre. A petrolífera voltou o foco de seus negócios para os combustíveis fósseis no ano passado para recuperar a confiança dos investidores e reanimar ações com desempenho fraco após uma tentativa problemática de investir em energia renovável. A BP tem planos de aumentar sua produção global de petróleo e gás para 2,3 milhões a 2,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2030 e disse que essa foi sua décima descoberta até agora este ano, tendo obtido o mesmo êxito em Trinidad e Tobago, Egito, Brasil e outros. A produção em 2024 foi de 2,4 milhões de barris de óleo equivalente. A BP espera que a produção seja menor em 2025. A gigante petroleira, que está planejando estabelecer um novo grande centro de produção na costa do Brasil, venceu a disputa pelo bloco em dezembro de 2022 no que disse serem "termos comerciais muito bons". A BP detém 100% de participação no bloco Bumerangue, com a estatal PPSA (Pré-Sal Petróleo SA) como gestora do contrato de partilha de produção.

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