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Continuaremos a consumir petróleo e gás por muitas décadas, diz Mauricio Tolmasquim

Ainda que o Brasil tenha liderança no processo da transição energética e na produção de energias renováveis, as fontes fósseis não devem sair de cena. "Continuaremos a consumir petróleo e gás por muitas décadas, ainda que haja redução do consumo", afirmou Mauricio Tolmasquim, conselheiro da Eletrobras e ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ao participar do Diálogos RJ, promovido por eldquo;O Globoerdquo;, o também ex-diretor da Petrobras disse que o Brasil foi o país que mais capturou gás carbônico no mundo em 2024. "Rio tem grande potencial em renováveis", disse Tolmasquim, ao defender o maior desenvolvimento do uso de aquíferos salinos na costa brasileira para injeção de gases causadores do efeito estufa. "Se queremos reduzir as emissões para chegar ao zero líquido, além de substituir o petróleo, precisamos capturar o gás carbônico que o petróleo e outros fósseis emitem." Clique aqui para continuar a leitura.

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Alta nos preços do etanol marca a última semana de julho, segundo Cepea/Esalq

Os preços dos etanóis anidro e hidratado registraram aumento na última semana de julho, de acordo com dados do Indicador Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo. O levantamento considera o período entre os dias 21 e 28 de julho. Valorização do etanol anidro e hidratado O etanol anidro, que é misturado à gasolina nas bombas, teve valorização de 2,84% no período. O preço do litro passou de R$ 2,9168 para R$ 2,9996. Já o etanol hidratado, utilizado diretamente em veículos flex ou movidos exclusivamente a álcool, apresentou aumento de 3,11%, com o preço saindo de R$ 2,5448 para R$ 2,6239 por litro. Indicador Diário Paulínia registra leve recuo Apesar da alta na semana, o Indicador Diário Paulínia, referência para o mercado do etanol hidratado negociado entre usinas, apresentou leve queda de 0,04% na sexta-feira (1º de agosto). O metro cúbico do combustível foi cotado a R$ 2.754,50. A oscilação nos preços reflete o comportamento de mercado e a dinâmica de oferta e demanda típicas do período de colheita da cana-de-açúcar, influenciando diretamente os valores praticados nos principais polos de comercialização do etanol no país.

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Raízen começa a receber propostas por ativos na Argentina e busca tradings

A Raízen, empresa de energia renovável do Grupo Cosan, começou a receber propostas não vinculantes pelos ativos que têm na Argentina. Comercializadoras de commodities endash; as tradings endash; com atuação no país estão sendo incentivadas a apresentar propostas, apurou a Coluna. O negócio é estimado em US$ 1,5 bilhão. Antes de abrir o processo competitivo, a Raízen chegou a ter conversas com a petrolífera estatal da Arábia Saudita, Saudi Aramco, mas as negociações não prosperaram. O clima de espera pelo desfecho das eleições legislativas argentinas, em outubro, pode atrasar o andamento do processo. No entanto, as eleições não são vistas como um impeditivo, porque os ativos da Raízen são considerados economicamente relevantes, mesmo em cenário mais turbulento. Trafigura seria uma das interessadas Entre os nomes de possíveis interessados, segue aparecendo o da Trafigura. Do lado da Cosan, segundo fontes, a decisão de venda não estaria totalmente tomada, apesar da visão de que a operação na Argentina traz poucas sinergias para o negócio de produção e distribuição de combustíveis no Brasil, maior foco da Raízen. Negócio envolve postos e refinaria A Raízen opera a segunda maior refinaria da Argentina, mais de mil postos, uma fábrica de lubrificantes, três terminais terrestres, duas bases de abastecimento em aeroportos e ativos de gás. A Raízen comprou os negócios da Shell em 2018. Na época, a refinaria foi avaliada em US$ 1 bilhão. Procurada, a Cosan não comentou. ebull; CISNE ROXO? Apontada por analistas de telecomunicações como o eldquo;cisne roxoerdquo; que iria disputar o mercado de telefonia móvel com Vivo, Claro e TIM, a realidade da Nucel está se mostrando distante das expectativas iniciais. Oito meses após ser lançada, a operadora de celular do Nubank atingiu 44,5 mil linhas ativas em junho, número que corresponde a 0,04% da base de 105 milhões de clientes da fintech e 0,01% do total de 266,2 milhões de linhas de telefonia móvel no País. ebull; RANKING. Os números são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que desde a semana passada passou a divulgar a quantidade de usuários das operadoras virtuais, ou MVNOs, na sigla em inglês. Esta categoria, na qual a Nucel se encaixa, diz respeito às empresas que prestam serviço de telefonia e internet aos consumidores sem ter redes, torres ou antenas próprias. Em vez disso, usam a infraestrutura de terceiros. O Nubank, por exemplo, tem parceria com a Claro. ebull; HISTÓRICO. A Nucel foi lançada em outubro de 2024, focada inicialmente em quem tem aparelhos com chip virtual (eSIM), o que limitou a oferta para os clientes de maior renda, com smartphones de ponta. Só em julho, começou a distribuir chips físicos, o que amplia significativamente o público potencial e deve contribuir para acelerar o crescimento daqui para frente. A Nucel tinha 3,6 mil usuários em janeiro, 10 mil em março e 29,5 mil em maio, o que já indica um ganho de tração. ebull; SUPERESTIMADO. eldquo;Imaginaram que a Nucel pudesse fazer com as operadoras o que o Nubank fez com os bancos, mas não é bem assim. Essas coisas são delírios de quem não conhece o mercado de telecomunicaçõeserdquo;, afirmou o sócio-fundador da consultoria Teleco, Eduardo Tude. eldquo;Nenhuma MVNO no mundo incomoda as grandes operadoras. E o objetivo nem é esseerdquo;, ressaltou. ebull; FIDELIDADE. Via de regra, as operadoras virtuais são criadas por empresas de diferentes setores como um instrumento adicional de fidelização dos usuários do seu negócio principal, sejam bancos, varejistas ou times de futebol. A ideia é que o cliente fique mais engajado, aumente a frequência de uso dos serviços e gaste mais. Foi essa a tese do próprio Nubank, que acabou superestimada por alguns analistas. eldquo;Nunca o objetivo de qualquer MVNO foi disputar com as grandes operadoraserdquo;, ponderou o sócio da Teleco. ebull; PÉ NO CHÃO. Dentro deste contexto, a evolução da Nucel pode ser considerada como algo eldquo;normalerdquo;, disse Tude. eldquo;A Nucel vem fazendo movimentos graduais e tem potencial de crescimento, mas se chegar a 1 milhão de usuários, já será motivo para se bater palmaserdquo;, estimou. Vivo, Claro e TIM têm de 60 a 90 milhões de linhas de celular, cada. ebull; SURF TELECOM. Ao todo, existem 182 MVNOs no Brasil, com um total de 7,9 milhões de linhas ativas, de acordo com a Anatel. A maior operadora virtual do Brasil é a Surf Telecom, que ultrapassa 2 milhões de usuários, baseada em redes da TIM. Procurado, o Nubank não comentou porque está em período de silêncio.

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Governo discute alternativas com setores afetados por tarifaço de Trump

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutiu nesta segunda-feira (4) alternativas com os setores afetados pela sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, como carne, café e pescados. No encontro, foram debatidas as medidas do plano de contingência para mitigar os efeitos do tarifaço sobre empresas exportadoras e a possibilidade de exploração de novos mercados para escoamento dos produtos que seriam exportados para os Estados Unidos. Na última quarta (30), Trump assinou a ordem executiva confirmando a aplicação de sobretaxa de 50% a produtos brasileiros. O decreto, contudo, prevê uma lista com quase 700 exceções, como derivados de petróleo, componentes de aviação civil e suco de laranja. Segundo o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), o plano de contingência prevê, entre diversas ações, medidas de crédito e de compras governamentais e será resolvido pelo governo "em questão de dias". "Conversamos com os setores sobre possibilidade de novos mercados. A Apex [Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos] vai se concentrar também nesse trabalho. [...] Nós temos uma possibilidade muito boa com União Europeia e Reino Unido, porque lá atrás houve bloqueio por questão sanitária que pode ser superada", disse. Foram cerca de 40 participantes na reunião, que contou com representantes dos setores de carne, madeira, frutas, mel, café, pescados, entre outros. Da cúpula do governo, compareceram os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e André de Paula (Pesca e Aquicultura). Ao lado de Alckmin, em entrevista a jornalistas, Fávaro disse que o Brasil tem hoje 398 novos mercados e vê oportunidades de ampliar esse número, ressaltando que alguns países estão próximos de finalizar protocolos sanitários. "A retomada de alguns [mercados] que foram suspensos, como o pescado para o Reino Unido e para a comunidade europeia. O Reino Unido terminou o protocolo, agora é uma ação mais política para formalizar a reabertura desse mercado", disse o ministro da Agricultura. "Japão já fez auditoria aqui para a carne bovina. Então, é um processo que a gente vai intensificar para minimizar os impactos [das tarifas de Trump] e, com isso, é estruturante, bota o Brasil cada vez mais nas oportunidades internacionais", acrescentou. Fávaro destacou ainda a abertura do Vietnã à carne bovina brasileira. "O mercado do Vietnã é um mercado que a gente buscava abrir há mais de 20 anos. Abriu em março. Duas plantas frigoríficas se habilitaram. Imagina se a gente se esforçar agora e habilitar 15, 20, 30 plantas frigoríficas. Amplia os mercados", afirmou. Com relação ao plano de contingência, disse que a equipe técnica de sua pasta está trabalhando em regulamentações internas para aumentar o consumo de produtos que até então eram exportados. Na saída da reunião, Paulo Teixeira reforçou que o governo busca intensificar a negociação com os EUA para a diminuição das tarifas e para aumentar a lista de exceções e, em paralelo, procura novos mercados consumidores que possam adquirir produtos brasileiros. Quanto ao plano de contingência, o ministro do Desenvolvimento Agrário falou em buscar uma solução para a questão dos produtos perecíveis. "Nós pedimos a eles para fazer uma proposta [...] para que esses produtos sejam absorvidos no mercado interno, nos programas que exigem mistura de produtos para que eles sejam produtos naturais, por exemplo, bebidas adocicadas, sorvete", disse. "Mas também esses produtos possam ser absorvidos nos programas de compras públicas pela União, estados e municípios ou possam receber algum subsídio", acrescentou. Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), demonstrou frustração ao deixar a reunião com o governo e disse que o diálogo foi "mais do mesmo", com repetição das demandas setoriais. "Para o setor produtivo, não veio nenhuma medida eficaz, nenhuma medida que mitigue o problema, que é a manutenção dos empregos e a manutenção da produção. Muito frustrante momentaneamente", afirmou. O presidente da Abipesca reforçou a demanda do setor por uma linha de crédito subsidiada e reclamou da demora de reação do governo brasileiro. "O tempo da gente não é um tempo de médio prazo, o tempo da gente é um tempo de curto prazo. Não adianta ter urgência e a gente não ser socorrido", disse. "A gente precisa de uma solução para os próximos 15 dias, não para daqui a seis meses."

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Descoberta da BP em área 'não tradicional' abre nova tendência de exploração do pré-sal, diz IBP

A descoberta anunciada pela British Petroleum (BP) na Bacia de Santos abre uma nova tendência de exploração no pré-sal e, por isso, é considerada importante para o setor, afirma o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Roberto Ardenghy. eldquo;Esse é um bloco que fica na fronteira do pré-sal, longe de Tupi, longe de Mero (grandes campos já em exploração). Ou seja, nas franjas do pré-sal. Então, é a primeira descoberta relevante numa área que não era tradicionalerdquo;, afirma Ardenghy. Para Roberto Ardenghy, achado não deve reduzir interesse de petroleiras na Margem Equatorial A descoberta foi feita na parte Sul da Bacia de Santos, na fronteira dos Estados do Rio e São Paulo. A própria BP tem outras áreas na região, como Bumerangue e Tupinambá, mas não havia registrado nenhum achado de petróleo até então. eldquo;Eles (BP) falaram num reservatório com 500 metros de altura, o que é muito bom. É um reservatório, aparentemente, parecido com os outros do pré-salerdquo;, disse. eldquo;São áreas que não tinham ainda indicações de descoberta. Então, é uma... não vou dizer que é uma nova província, mas é um novo trend (tendência).erdquo; Caso se comprove que a área da BP é bem-sucedida em termos de produção, Ardenghy afirma que o Brasil pode passar de nono a quinto ou sexto maior exportador de petróleo do mundo. Apesar de soar promissor, Ardenghy afirma que isso não retira a atratividade da indústria na região da Margem Equatorial, onde o Ibama avalia o pedido da Petrobras para fazer uma primeira perfuração de exploração ao norte da Foz do Amazonas. Primeiro porque as empresas que já operam na Guiana e no Suriname - como a Exxon Mobil, Shell e Total - têm interesse na região, pois acreditam que pode haver petróleo também no litoral brasileiro. Além disso, a produção de petróleo no Brasil tende a começar a declinar no fim desta década, o que torna necessária a exploração de novas reservas para compensar a queda de produção no Sudeste. eldquo;Nós temos de fazer a reposição das reservas, temos de continuar explorando na Bacia de Santos, temos de procurar petróleo na Bacia de Parecis (Rondônia e Mato Grosso), que é uma nova fronteira exploratória. A gente não pode parar, porque essa descoberta, não se sabe o volume ainda, mas o Brasil vai precisar de petróleo olhando para 2050, 2070 e o amadurecimento do pré-sal da Bacia de Campos é enorme. Hoje, já se produz 50% do que ela produziu no passadoerdquo;, disse. Ardenghy afirma que deve levar de oito a dez anos para que a BP passe a produzir comercialmente o petróleo anunciado nesta segunda. Na Margem Equatorial, o horizonte é mais largo ainda. eldquo;Caso a gente consiga a licença (de exploração) e caso exista uma descoberta, porque na Margem Equatorial, ainda temos que descobrir petróleo, né? Então, nós estamos ainda numa fase ainda anteriorerdquo;, disse.

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Bioenergia Brasil e Unica dizem confiar em estratégia do governo sobre tarifas

Diante da decisão dos Estados Unidos de impor tarifas sobre produtos brasileiros, a Bioenergia Brasil e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) manifestaram apoio à atuação do governo federal na defesa dos interesses estratégicos do país, especialmente no setor dos biocombustíveis. Em nota oficial, as entidades ressaltaram que confiam na condução do governo brasileiro eldquo;com equilíbrio e estratégiaerdquo; frente à disputa comercial. eldquo;O comércio entre Brasil e Estados Unidos tem longa trajetória de cooperação mútua e o etanol é exemplo claro de como uma agenda conjunta pode gerar benefícios para as economias, as populações e o clima globalerdquo;, dizem. As entidades também mencionaram programas como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Mover como provas da coerência entre a política energética nacional e os compromissos internacionais assumidos pelo país, como o Acordo de Paris. eldquo;O Brasil é referência global em mobilidade de baixo carbonoerdquo;, destacaram. Segundo a Bioenergia Brasil e a Unica, o etanol brasileiro é uma das soluções eldquo;mais eficazes e acessíveiserdquo; para a descarbonização dos transportes, por combinar baixa intensidade de carbono com critérios robustos de sustentabilidade. Além disso, o setor gera empregos e renda em mais de mil municípios, sendo eldquo;peça-chave na transição energética e na economia verde brasileiraerdquo;. (Estadão Conteúdo)

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