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Prisão de Bolsonaro coloca mais pressão na negociação das tarifas

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada na segunda-feira pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, eleva a pressão das negociações sobre o tarifaço de 50% imposto pelos EUA a produtos brasileiros, que entra em vigor nesta quarta-feira (6). Especialistas ouvidos pelo Valor não descartam novas sanções por parte de Donald Trump e veem risco de recuo na lista com cerca 700 exceções divulgada pelo governo americano junto com o decreto que oficializou a taxação ao Brasil. O especialista em tributação internacional José Andrés Lopes da Costa, professor da FGV, considera que a decisão se deu em um momento de eldquo;extrema sensibilidade diplomáticaerdquo; entre Brasil e EUA.eldquo;A decisão eleva a tensão política, que já estava bem alta. Os canais diplomáticos estão todos fechados e até agora não se viu nada concreto para desarmar o maior dos problemas, que é o fundamento jurídico das tarifas.erdquo; Para ler esta notícia, clique aqui.

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GWM testa primeiro caminhão a hidrogênio no País

A GWM acaba de trazer ao Brasil o If You Changzheng Q1H, seu primeiro caminhão elétrico equipado com célula a combustível a hidrogênio. O modelo desembarcou no porto de Santos (SP) no fim de julho e seguiu para a sede da empresa em Iracemápolis (SP), onde passará por testes preliminares antes de entrar na fase de avaliação em rodovias. De acordo com Thiago Sugahara, gerente de ESG da GWM Brasil, o caminhão pesado da divisão If You do grupo chinês será o ponto de partida para uma série de estudos técnicos e institucionais no País. eldquo;O caminhão vem para coroar esse primeiro ciclo de trabalho e iniciar os testes de pesquisa e desenvolvimento aqui no Brasilerdquo;, disse o executivo em entrevista ao portal Estradão. Baixo impacto ambiental Objetivo da empresa é demonstrar o potencial do hidrogênio como opção ao diesel no transporte Com isso, a empresa começa a explorar o potencial do hidrogênio como alternativa ao diesel, especialmente no transporte pesado. eldquo;Atualmente, mais de 2 mil caminhões como esse rodam na China, mas esse é o primeiro do tipo aqui no Brasilerdquo;, afirma Sugahara. PARCERIAS LOCAIS Em 2024, a GWM firmou um memorando de entendimento com o governo do Estado de São Paulo para explorar a viabilidade do hidrogênio veicular. Além disso, a empresa prepara parcerias com universidades brasileiras. A primeira fase dos testes será conduzida em Iracemápolis, com foco em familiarização técnica e transferência de tecnologia. Depois, o caminhão será levado à USP, onde a empresa utilizará uma estação de abastecimento de hidrogênio produzido a partir do etanol. eldquo;É uma tecnologia 100% brasileira para esse universo do hidrogênioerdquo;, diz Sugahara. eldquo;Vai transformar o etanol em hidrogênio de baixa intensidade de carbono, que será usado para abastecer o nosso caminhão, a partir de setembroerdquo;, diz. Dessa forma, o projeto busca validar o desempenho do caminhão e também promover soluções tecnológicas brasileiras para o abastecimento com baixo impacto ambiental. Segundo o especialista da GWM Brasil, a produção local de hidrogênio, com etanol como matéria-prima, pode ampliar a utilização da infraestrutura já existente nos postos de combustíveis do País. VEÍCULO ELÉTRICO. O cavalomecânico If You Changzheng Q1H tem motor elétrico com potência equivalente a 539 cv, que gera eletricidade a bordo por meio de célula a combustível. Nesse sistema, a reação entre o hidrogênio armazenado em cilindros (até 40 kg) e o oxigênio do ar produz eletricidade. Como resultado do processo, o caminhão emite apenas vapor dersquo;água pelo escapamento. O conjunto inclui pacote de baterias de 105 kWh, que também armazena a energia gerada durante as frenagens. Além disso, é possível recarregar as baterias por meio de um carregador do tipo DC, de acordo com informações da GWM. eldquo;O caminhão é um Fuel Cell Electric Vehicle (Veículo Elétrico com Célula de Combustível). Ele tem um sistema de célula a hidrogênio que reduz o tamanho necessário da bateria, mas ainda depende dela para armazenar energia recuperada, por exemplo, durante frenagenserdquo;, explica Sugahara. Inicialmente, os testes no Brasil serão feitos com o caminhão vazio. Porém, a GWM também testará o cavalomecânico carregado, em diferentes regiões do País. eldquo;Vamos avançar gradualmente até poder fazer o transporte com cargaerdquo;, afirma o executivo. ebull;

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Após ata, mercado reforça aposta de Selic estável em 15% até o fim do ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou ontem, na ata da última reunião do colegiado, que a elevada incerteza no cenário demanda maior cautela na condução da política monetária, e reforçou a disposição para reagir, se necessário. Na avaliação da maioria dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, a ata veio em linha com o comunicado da semana passada, ainda que parte do mercado considere o tom do documento um pouco mais brando. A ampla maioria do mercado (34 de 35 instituições que compõem a pesquisa) espera agora que a taxa Selic fique estável em 15% na reunião de setembro do Copom. Para 26 instituições, o juro deve ficar estacionado nesse patamar até o fim do ano. Nove casas, porém, veem início do afrouxamento monetário ainda neste ano: sete em dezembro, uma em novembro e uma em setembro. As medianas continuam indicando Selic de 15%, no fim deste ano, e de 12,5% no fim de 2026 e no encerramento do primeiro trimestre de 2027 endash; atual horizonte relevante para a política monetária, em linha com o levantamento do dia 31 de julho. eldquo;O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste (dos juros) caso julgue apropriadoerdquo;, diz a ata. De acordo com o Copom, a redução das expectativas para a inflação futura exige uma política de juros significativamente contracionista endash; ou seja, que esfrie a atividade econômica endash; por período prolongado, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta, de 3%. Segundo o BC, o cenário atual é marcado por projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho endash; que tem se mostrado aquecido. O colegiado repetiu as suas projeções de inflação acumulada em 12 meses para 2025 (4,9%), 2026 (3,6%) e o primeiro trimestre de 2027 (3,4%). Todas as estimativas estão acima do centro da meta, de 3%. TARIFAÇO. A ata do Copom também fala sobre os impactos das tarifas impostas pelo governo americano para produtos importados do Brasil sobre a economia doméstica. O documento do encontro de julho traz um longo parágrafo sobre o tarifaço e suas possíveis consequências. No de junho, não havia uma citação explícita à decisão do presidente americano, Donald Trump. Além dos 10% relativos à alíquota recíproca, em 9 de julho os EUA aplicaram uma taxa maior para o Brasil, de 40%. Enquanto os membros se reuniam no Copom, os EUA informavam que 694 produtos estariam sem esse acréscimo. eldquo;Se, de um lado, a aprovação de alguns acordos comerciais e dados recentes de inflação e atividade da economia americana poderiam sugerir uma situação de redução da incerteza global, de outro a política fiscal e, em particular para o Brasil, a política comercial americana tornam o cenário mais incerto e mais adversoerdquo;, considerou o colegiado. eldquo;A avaliação predominante é de que há maior incerteza no cenário externo e, consequentemente, o Copom deve preservar uma postura de cautelaerdquo;, trouxe o documento. Para o economista-chefe da XP, Caio Megale, o Copom evitou sinalizar na ata a possibilidade de corte da taxa básica de juros, afirmando que a inflação está desacelerando, mas segue acima da meta, e apontando que o cenário econômico externo está mais incerto e adverso. eldquo;O Copom se esforçou para sinalizar que os desenvolvimentos recentes em atividade e inflação não alteram sua avaliação de que o trabalho da política monetária está longe de concluído, e que ainda é necessária cautela adicional à frenteerdquo;, afirmou, em relatório. Felipe Salles, economistachefe do C6 Bank, também ressaltou as elevadas incertezas com o ambiente externo apontadas na ata. eldquo;Nesse cenário de incerteza, é preciso ter cautela. Quando você não tem certeza do que vai acontecer, tende a não tomar grandes medidas, porque não sabe o que virá à frenteerdquo;, disse o economista. eldquo;Assim, o BC tenta sinalizar que é preciso esperar a poeira baixar para recalcular a rota da política monetáriaerdquo;, afirma. ebull;

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Dia do tarifaço chega com Lula e Trump ainda sem diálogo

Previsto para entrar em vigor hoje, o tarifaço de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros chega com o diálogo ainda travado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Na sexta-feira passada, os dois haviam feito acenos mútuos, mas ontem, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Lula disse que não ligaria para Trump porque o americano não quer conversar. O brasileiro, porém, afirmou que vai convidar o americano para a COP30, reunião global sobre mudanças climáticas, em novembro, em Belém (PA). eldquo;Quero saber o que é que ele pensa da questão climáticaerdquo;, disse. Lula voltou a reclamar que Trump poderia ter telefonado antes para ele ou para o vice Geraldo Alckmin, já que haveria disposição de diálogo em relação à imposição de novas tarifas. O tarifaço imposto pelos EUA a produtos brasileiros chega com o diálogo ainda travado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Ontem, ao participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Lula disse que não ligaria para Trump porque o presidente americano não quer conversar. eldquo;Não vou ligar para o Trump para negociar nada ( sobre o tarifaço), porque ele não quererdquo;, discursou Lula, para afirmar em seguida: eldquo;Mas pode ficar certa, Marina ( Silva, ministra do Meio Ambiente). Vou ligar para o Trump para convidá-lo para vir para a COP (a reunião global sobre mudanças climáticas, que desta vez vai acontecer em Belém); quero saber o que é que ele pensa da questão climáticaerdquo;. Lula voltou a reclamar que o presidente americano poderia ter ligado antes para ele ou para o vice-presidente Geraldo Alckmin, já que haveria disposição de diálogo em relação à imposição de novas tarifas. O tarifaço foi divulgado por meio de carta publicada em rede social. eldquo;O presidente americano não tinha direito de anunciar taxações como anunciou ao Brasil.erdquo; Previsto para entrar em vigor hoje, o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros teve, entre outras justificativas, o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Para Trump, existe uma eldquo;caça às bruxaserdquo; contra o ex-presidente brasileiro. Lula disse ver nisso interesse eleitoral. eldquo;O pretexto ( para a taxação) não é nem político, é eleitoral.erdquo; As novas declarações vêm depois de acenos mútuos na sexta-feira passada. Em resposta a uma pergunta de jornalista da TV Globo, Trump disse que eldquo;ele ( Lula) pode falar comigo quando quisererdquo;. Lula reagiu horas depois. Na rede social X, ele escreveu que sempre esteve aberto ao diálogo e, no momento, trabalha para dar resposta às medidas tarifárias anunciadas por Trump. eldquo;Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições.erdquo; Segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior, a sobretaxa de 50% incidirá sobre 35,9% das exportações brasileiras para os EUA. Considerando dados de 2024, isso corresponderia a US$ 14,5 bilhões. O impacto só não será maior porque os EUA baixaram lista de exceções com cerca de 700 itens, entre eles, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro. A Embraer, fabricante de aviões, é uma das empresas que conseguiram reduzir a alíquota da sobretaxa ( mais informações na pág. B4). O Brasil não estará sozinho por muito tempo nessas tarifas elevadas. Amanhã, sobem também as taxas sobre produtos de mais algumas dezenas de países que exportam para os EUA, caso de Japão, Coreia do Sul e a União Europeia. A diferença é que em nenhuma dessas dezenas de nações a taxa será tão alta quanto no Brasil. ebull;

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Tarifas para países que compram petróleo russo serão próximas de 100%, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar sanções comerciais contra países que importam petróleo da Rússia. As declarações foram dadas em evento na Casa Branca, nesta terça-feira, 5. Trump afirmou que terá uma reunião nesta quarta-feira, 6, com a Rússia para discutir um cessar-fogo no conflito com a Ucrânia, à medida que o prazo para o fim do conflito dado pelo republicano se aproxima. Durante evento para assinatura de decreto sobre as Olimpíadas de Los Angeles de 2028, questionado sobre tarifas a países que compram petróleo russo, Trump afirmou que eldquo;nunca disse uma porcentagemerdquo; para a sobretaxa, mas afirmou que será próxima a 100%. eldquo;Vamos tomar uma decisão sobre sanções a países que compram energia russa após a reunião de amanhã (quarta-feira) com a Rússiaerdquo;, acrescentou o presidente. O Brasil é um tradicional comprador de diesel russo. O presidente americano não citou o País. No primeiro semestre, a compra do produto russo representou 39,1% do volume adquirido pelo Brasil. Os Estados Unidos aparecem em segundo (32,8%), aponta a consultoria StoneX, a partir de dados do governo. Recentemente, em entrevista ao Estadão/Broadcast, o presidente executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, afirmou que as distribuidoras de combustíveis brasileiras até poderiam tentar priorizar a compra de derivados de petróleo de outros países, como os Estados Unidos. No entanto, segundo ele, a importação de diesel e gasolina russos ainda seria necessária. eldquo;Se o cenário evoluir para o ponto em que o Brasil seja taxado por manter relações comerciais com a Rússia, o Brasil vai continuar comprando os produtos russos. Os derivados do petróleo produzidos pelas refinarias russas são fundamentais para o atendimento da demanda mundial. Não é simples assim tirá-los do mercado e encontrar fornecedores alternativos com a mesma capacidade de volumeerdquo;, afirmou Araújo, na ocasião.

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Tarifas dos EUA, preço dos combustíveis e Braskem: o que pensa a presidente da Petrobras (PETR4)

As ações da Petrobras recuam 0,17% (PETR3) e 0,22% (PETR4) nesta manhã. O Ibovespa, no mesmo momento, avançava 0,72%, aos 133.951 pontos. A estatal reage a declarações de sua presidente, Magda Chambriard, entrevista ao O Globo nesta terça-feira. Sobre a empresa, a presidente da estatal disse que eldquo;está próximoerdquo; um consenso entre a empresa e o Ibama sobre a exploração na Foz do Amazonas. A próxima reunião entre a petroleira e o instituto do meio ambiente está marcada para o próximo dia 12. Desdobramentos da venda da Braskem Sobre a venda da Braskem (BRKM5), Magda lembrou que a Petrobras tem quase metade da Braskem, em ações com direito a voto e, por ser uma ator relevante no negócio, pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para participar das negociações entre a petroquímica e o empresário Nelson Tanure. eldquo;Queremos saber, primeiro, quem é o sócio. Segundo, quais são as intenções. Já que a gente vai casar, queremos saber quem é o noivo. E terceiro, o que significa para o nosso negócio. Não temos intenção de comprar a Braskem, estatizá-la e transformá-la em uma parte da Petrobraserdquo;, disse, acrescentando que a Petrobras não concorda com a completa independência da Braskem. eldquo;Precisamos exercer mais poder na Braskem. Queremos exacerbar as sinergias entre Petrobras e Braskem. Não é útil para a gente uma Braskem independente demais porque a gente perde essa sinergia. E perdendo sinergia, você deixa dinheiro sobre a mesa.erdquo; Magda avalia pressão sobre preço dos combustíveis Sobre as pressões do governo pelo controle de preço dos combustíveis, a executiva disse que eldquo;quem controla preço é o Cadeerdquo;. eldquo;Ele é que tem que ver se a concorrência está funcionando. O Estado foi perdendo a capacidade de controlar o preço na ponta, no momento em que decidiu tirar a BR da Petrobraserdquo;. A executiva disse ainda que eldquo;incomodaerdquo;, ver a marca associada a preços de combustíveis elevados, numa crítica à venda da BR Distribuidora para a Vibra endash; operação concluída em 2021. eldquo;Já solicitamos, inclusive a remoção da marcaerdquo;. Ela descartou a volta da Petrobras à distribuição de combustível, por ora, lembrando o acordo de não competição, até 2029, quando da venda da BR. Tarifas dos EUA são uma ameaça à Petrobras? Magda Chambriard disse que não haveria problema para a empresa, caso o petróleo brasileiro entrasse na lista do tarifaço do presidente Donald Trump endash; as vendas de óleo cru e gasolina para os EUA hoje gira em torno dos 10%. eldquo;A gente não tem problema para reposicionar essa exportação. Temos a Ásia, com Índia e China demandando cada vez mais de nós. Há países que nos dizem elsquo;tudo que você quiser vender para mim eu comproersquo;. Em termos de gasolina e óleo cru, não tenho preocupação. Seria extremamente fácil.erdquo; Já quando ao etanol, taxado pelos Estados Unidos, a Magda acredita que talvez possa até ajudar a acelerar os planos da Petrobras (PETR3; PETR4) no uso do combustível para o desenvolvimento do combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês).

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