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Volta da Petrobras à distribuição de combustíveis visa capturar margens de lucro, diz Magda

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (8) que o retorno da empresa ao segmento de distribuição tem o objetivo de capturar margens na venda de combustíveis que terão crescimento de oferta nos próximos anos, como diesel e gás de cozinha. A executiva disse, porém, que ainda não há hoje na mesa nenhum projeto de aquisição de empresas do setor. A aprovação do retorno à distribuição pelo conselho nesta quinta-feira (7), afirmou, tem apenas o objetivo de "deixar portas abertas". "As margens dos nossos produtos precisam ser capturadas", afirmou ela, em teleconferência com analistas. "Temos produtos que vão ter produção crescente e, se for um bom negócio para a companhia, se for lucrativo e se tiver atratividade, por que não exercer mais essa sinergia?" A proposta de volta à distribuição foi motivo de preocupação de analistas durante a conferência para explicar o lucro de R$ 26 bilhões registrado pela empresa no segundo trimestre. Há preocupações com a possibilidade de destinação de investimentos para projetos menos rentáveis. Nos últimos meses, tanto Magda quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm reclamado que a estatal perdeu seu poder de regulação de preços após a venda de suas subsidiárias de distribuição de combustíveis, BR, e de gás de cozinha, Liquigás, pelo governo Jair Bolsonaro. No comunicado divulgado nesta quinta, a empresa focou a proposta de retorno à distribuição no mercado de gás de cozinha, já que tem uma cláusula de não competição com a Vibra na venda de combustíveis líquidos como gasolina e diesel até 2029. "Não há nenhuma discussão na empresa sobre não cumprir essa cláusula", disse o diretor Financeiro Fernando Melgarejo. Magda explicou que a produção de gás de cozinha da companhia cresce com o início das operações, este ano, da unidade de processamento de gás natural do Complexo Boaventura, em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A unidade processa gás trazido do pré-sal pelo novo gasoduto Rota 3, inaugurado em 2025. Conhecido tecnicamente como GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha é uma das frações retiradas do gás natural. O diretor de Comercialização, Logística e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, disse a analistas que a estatal já começou a buscar grandes clientes industriais para GLP, inaugurando uma nova frente de venda direta de combustíveis. "A Petrobras já vem atuando no sentido de ser a melhor opção para o cliente, o que significa ter o preço competitivo e ter disponibilidade do produto na medida em que for demandado", afirmou.

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Petrobras tem pouca chance de dividendos extraordinários em 2025, diz diretor

O diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, afirmou nesta sexta-feira (8) que a distribuição de dividendos extraordinários pela estatal é pouco provável se o cenário atual de preços do petróleo persistir até o fim do ano. A frustração com dividendos do segundo trimestre é um dos fatores que provocam tombo nas ações da empresa após divulgação do balanço do segundo trimestre, que trouxe lucro de R$ 26,6 bilhões e bons resultados operacionais. "A gente adoraria pagar dividendo extraordinário, mas isso depende de termos excesso de caixa", afirmou Melgarejo em entrevista à imprensa no início da tarde para detalhar o balanço. "E isso depende de duas variáveis, preço [do petróleo] e quantidade [produzida]. A quantidade vai evoluindo, mas o preço não. Se continuar nesse patamar, vemos baixa probabilidade de ter dividendos extraordinários até o fim do ano." As ações da empresa derretiam na Bolsa no momento da entrevista, com frustração sobre os dividendos do segundo trimestre e preocupações sobre o ritmo de investimentos da estatal.. Por volta de 13h15, a queda superava 7%. O mercado se alertou também com o anúncio do retorno ao setor de distribuição de combustíveis, aprovado pelo conselho de administração da estatal nesta quinta-feira (7), como foco inicialmente no mercado de gás de botijão. "Trata-se de um segmento com margens historicamente mais apertadas, o que tende a reduzir a eficiência da alocação de capital e pressionar o rendimento anualizado do caixa livre", afirmou, em relatório a Ativa Corretora. A visão do analistas é que a entrada em um novo segmento que demanda altos investimentos possa impactar a distribuição futura de dividendos. O valor aprovado no segundo trimestre, de R$ 8,6 bilhões, já ficou inferior aos cerca de R$ 10 bilhões esperados. Os analistas Monique Greco e Eric de Mello, do Itaú BBA, destacaram que os investimentos, um dos indicadores usados para definir dividendos, ficaram em US$ 4,4 bilhões (R$ 25 bilhões, pela cotação média do trimestre), acima do consenso do mercado. Para Mateus Enfeldt, Tasso Vasconcellos e Victor Modanese, do UBS BB, o volume de investimentos da é "tópico chave de discussões" sobre a empresa. Com os resultados divulgados até agora, dizem, a previsão de retorno sobre as ações (dividend yeld) cai de 12% para 10% em 2025. Em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (8), a direção da Petrobras defendeu que os investimentos impulsionaram indicadores operacionais da companhia, como a produção de petróleo e gás, que cresceu 5% em relação ao primeiro trimestre. "Há um ramp up [crescimento] inequívoco da produção", afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard, citando que o volume de petróleo produzido subiu 380 mil barris por dia desde o fim de 2024. "Só foi possível porque executamos nosso capex [programa de investimentos] e estamos acelerando tudo o que é possível." Questionado sobre a reação dos investidores nesta sexta, Melgarejo, disse que o mercado reconheceu de forma positiva o desempenho financeiro da companhia no trimestre e que 75% das recomendações de analistas sugerem compra de ações. "Circunstancialmente, talvez [o investidor] tenha se frustrado um pouco o dividendo que foi gerado nesse trimestre, que foi impactado por eventos não recorrentes que não serão repetidos nos próximos períodos", afirmou. Magda disse que a empresa vem tomando medidas para se adaptar aos novos patamares de preço do petróleo. "É um cenário geopolítico desafiador, com flutuabilidade grande do preço final do nosso produto, que é óleo", afirmou. "É uma variável que não está sob nosso controle, mas a mitigação desse efeito na companhia está no nosso controle. Estamos respondendo com aumento da produção, velocidade de entrada da nossa produção e olhar muito grande e muito forte para redução de custos."

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Possível sanção de Trump a diesel russo não afeta oferta no Brasil, mas elevará preço

Eventuais sanções dos Estados Unidos e da Europa a compradores de petróleo russo não devem afetar o abastecimento de combustíveis no Brasil, segundo especialistas, mas jogarão pressão sobre o preço do produto. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem prometendo anunciar em breve maiores tarifas de importação sobre países que compram a produção da Rússia, mas ainda não detalhou os valores. Nesta semana, o republicano determinou a aplicação de uma taxa adicional de 25% sobre as importações da Índia em retaliação pela compra de petróleo da Rússia. O Brasil é grande cliente de diesel russo, que representa cerca de 60% das importações de combustíveis pelo país. Também importa gasolina e nafta petroquímica, mas em volumes menos relevantes. A avaliação de autoridades e empresas do setor é que o diesel russo pode ser substituído pela oferta de outros países, caso Trump, de fato, aumente as tarifas. Responsável por garantir o abastecimento de combustíveis no país, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) diz que as importações brasileiras de diesel representam menos de 10% do comércio internacional do produto. "Isto, somado à informação sobre o peso dos principais países de origem do produto, leva a crer que há espaço razoável para um remanejamento de fluxos internacionais de produto capaz de mitigar riscos de abastecimento", afirmou, em nota à Folha. Mesma visão tem a Petrobras: "A importação do Brasil não é significativa em termos globais. Mesmo que haja alguma restrição ao diesel russo, distribuidoras poderão buscar outras frentes de mercado", disse nesta sexta-feira (8) o diretor de Comercialização, Logística e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser. Ele cita entre alternativas as refinarias americanas, de onde a própria estatal compra parte do diesel que importa, e fornecedores no Oriente Médio. "A gente entende que esses importadores vão buscar outra origem." "Até 2022, a principal fonte de diesel importado eram os Estados Unidos. A Rússia nem é um importador natural", acrescenta a analista de combustíveis da consultoria Argus, Gabrielle Moreira. "Os Estados Unidos são a principal alternativa, em 15 dias dá para trazer diesel para um porto brasileiro." O principal impacto esperado pelo mercado, portanto, está no preço das importações, já que o diesel russo tem hoje grande desconto em relação à produção de outros países. Gabrielle diz que o diesel russo custa entre US$ 0,04 ou US$ 0,05 por galão a menos do que o americano. Se a importação for feita de refinarias já sancionadas da União Europeia, o desconto é ainda maior. Importadores privados, porém, avaliam que a importação de diesel sem desconto nesse momento é inviabilizada pela elevada defasagem nos preços praticados pelas refinarias da Petrobras. Na abertura do mercado desta sexta, a Petrobras vendia diesel em suas refinarias com desconto de R$ 0,21 em relação à paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis). A defasagem chegou a bater R$ 0,53 por litro no fim de julho. Nesse cenário, dizem executivos de médias distribuidoras, apenas a estatal e grandes empresas conseguem importar, já que conseguem diluir preço mais alto do produto importado com o preço do produto comprado da Petrobras, obtendo um valor final mais competitivo. Uma das principais importadoras de diesel russo para o Brasil, a Nimofast avalia que os preços sofrerão ainda com uma "guerra" pela oferta americana. "No médio prazo, o preço vai subir. E vai subir muito", diz um dos sócios da empresa, Ramon Reis.

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Após tarifaço, estatais indianas buscam alternativa ao petróleo russo e compram até do Brasil

As refinarias estatais da Índia estão reduzindo as compras de petróleo bruto da Rússia, segundo pessoas com conhecimento direto dos planos de aquisição das empresas, à medida que o governo de Donald Trump intensifica a pressão sobre Nova Délhi por causa de sua relação comercial com Moscou. Empresas como Indian Oil (IOC), Bharat Petroleum e Hindustan Petroleum planejam suspender as compras pontuais do petróleo bruto no próximo ciclo de aquisição, até que haja uma orientação clara do governo, disseram as fontes, que pediram anonimato. Na quinta-feira, a IOC comprou cinco milhões de barris de petróleo dos Estados Unidos, Brasil e Líbia, a mais recente de uma série de aquisições para entrega relativamente rápida. O mercado global de petróleo está atento às compras indianas de petróleo bruto depois que o presidente Donald Trump dobrou a tarifa sobre todas as exportações indianas para os EUA como punição direta pelo fato de as refinarias do país estarem comprando petróleo russo. A escalada emdash; que ainda não foi acompanhada por uma ação semelhante contra a China, outro grande comprador emdash; tem como objetivo aumentar a pressão sobre Moscou para encerrar a guerra na Ucrânia. A tensão influenciou os contratos futuros nesta semana, à medida que os traders avaliam as chances de interrupção nos fluxos, bem como a capacidade de Moscou de encontrar compradores alternativos caso as refinarias indianas optem por reduzir suas compras. O petróleo tipo Brent teve pouca variação, sendo negociado perto de US$ 67 por barril na quinta-feira, após cinco dias consecutivos de queda. Oficialmente, Nova Délhi não deu nenhuma orientação às refinarias para que interrompam a compra de petróleo russo, com o governo do primeiro-ministro Narendra Modi se posicionando contra as tarifas de Trump. A Bloomberg já havia noticiado anteriormente que as refinarias haviam sido instruídas a elaborar planos para a compra de petróleo não proveniente da Rússia. Um porta-voz do Ministério do Petróleo não respondeu imediatamente a um e-mail com pedido de comentário. Separadamente, IOC, BPCL e HPCL também não responderam às mensagens da Bloomberg solicitando posicionamento. Além dos contratos de longo prazo, os produtores de petróleo e as refinarias geralmente lidam com compras em ciclos de curto prazo, com as cargas sendo reservadas cerca de um mês e meio a dois meses antes do embarque. Esse planejamento antecipado permite que os usuários garantam suprimento suficiente para atender às suas necessidades. A pausa afetará a compra de cargas do petróleo russo Urals com carregamento previsto para outubro, acrescentaram as fontes. Embora seja improvável que as compras do Urals para carregamento em outubro por refinarias indianas caiam a zero, uma queda pode desencadear uma corrida por outros tipos de petróleo, como cargas dos EUA, do Oriente Médio e da África, disseram traders que atuam na região. As negociações para as cargas de outubro ainda não começaram, mas os operadores do mercado de petróleo preveem descontos russos mais profundos e mais ofertas direcionadas à China, que normalmente não consome muito dessa variedade. No fim de julho, as compras do Urals com carregamento para setembro foram concluídas com a Índia adquirindo menos barris devido às ofertas elevadas. Desde então, as refinarias estatais lançaram uma série de licitações, absorvendo cargas pontuais de outras regiões. Enquanto isso, as processadoras privadas Reliance Industries e Nayara Energy mantiveram-se discretas emdash; esta última enfrentando uma forte queda nas taxas de operação após sanções impostas pela União Europeia. As cargas do Urals emdash; o tipo de petróleo de referência da Rússia, extraído no oeste do país emdash; com carregamento previsto para agosto e setembro devem ser entregues conforme o planejado, a menos que Nova Délhi diga o contrário, disseram as fontes. Nos últimos dias, petroleiros descarregaram algumas dessas cargas em portos indianos, embora com alguns pequenos atrasos. No auge, a Índia chegou a importar mais de 2 milhões de barris por dia de petróleo russo emdash; um salto a partir de praticamente zero antes da guerra na Ucrânia. eldquo;Haverá algumas interrupções operacionais por um período, mas a oferta e a demanda de petróleo acabarão se equilibrandoerdquo;, disse R. Ramachandran, ex-diretor de refinarias da Bharat Petroleum. Se o fornecimento russo se tornar mais difícil, eldquo;os petróleos do Oriente Médio emdash; com suas vantagens geográficas e ampla variedade de qualidade emdash; serão os principais substitutos, especialmente os da Arábia Saudita e do Iraqueerdquo;, afirmou. (Bloomberg)

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Petróleo fecha sem direção única e registra queda semanal de 5%

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única nesta sexta-feira (8) após seis sessões consecutivas de baixa, em meio à renovada fraqueza do dólar e avanços para uma conversa entre os líderes da Rússia e dos EUA, bem como as novas ameaças de Israel sobre a Faixa de Gaza. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o petróleo WTI para setembro fechou estável, a US$ 63,88 o barril. Já o Brent para outubro, negociado na ICE (Intercontinental Exchange), teve alta de 0,24% (US$ 0,16), a US$ 66,59 o barril. Na semana o WTI e Brent cederam 5,12% e 4,42%, respectivamente, na maior queda semanal desde o fim de junho. A decisão da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) de aumentar ainda mais a produção em setembro e o anúncio de tarifas secundárias menores do que o esperado por Trump sobre a Índia por conta da compra de petróleo russo resultaram em uma combinação negativa para os preços da commodity na semana, diz a Capital Economics. Um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o da Rússia, Vladimir Putin, está provisoriamente agendado para o fim da próxima semana, segundo a Fox News, indicando um possível caminho para o fim da guerra na Ucrânia. Todavia, Moscou pode ser alvo de sanções secundárias por Washington ainda hoje, já que o prazo imposto por Trump para que a Rússia alcance um acordo de cessar-fogo com Kiev termina nesta sexta-feira (8). No Oriente Médio, as tensões foram renovadas depois que o Gabinete de Segurança de Israel aprovou um plano para tomar a Cidade de Gaza, segundo o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. No radar, a ExxonMobil iniciou nesta sexta produção em Yellowtail, o quarto desenvolvimento de petróleo no bloco offshore da Guiana, elevando a capacidade total instalada no país para acima de 900.000 barris por dia, de acordo com a empresa. (Estadão Conteúdo)

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Petrobras reverte prejuízo e tem lucro de R$ 26,65 bilhões no 2° trimestre

A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 26,65 bilhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 2,6 bilhões verificado um ano antes. A companhia atribuiu os resultados ao aumento da produção de petróleo, entre outros fatores.A estatal também anunciou a distribuição de R$ 8,66 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP) a acionistas da companhia, relativos ao período abril-junho. A remuneração aos investidores será paga em duas parcelas e corresponde a R$ 0,67192409 por ação ordinária e preferencial em circulação. A primeira, de R$ 0,33596205 por ação ordinária e preferencial, será paga em 21 de novembro, na forma de JCP. A segunda parcela, no mesmo valor, será quitada em 22 de dezembro, na forma de dividendos e JCP. Leia a notícia completa aqui.

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