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Produtores querem levar biodiesel para ônibus e geradores da COP30

Produtores de biodiesel querem aproveitar a COP30 para divulgar o biocombustível como solução de baixo carbono no abastecimento de veículos e geração de energia elétrica. Na última sexta (8/8), a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) e três associações do setor emdash; Aprobio, Abiove e Ubrabio emdash; entregaram um documento ao Enviado Especial para a Agricultura, Roberto Rodrigues, oferecendo o combustível renovável. As propostas incluem viabilizar o uso de 100% de biodiesel (B100) em geradores estacionários durante a cúpula climática marcada para novembro, em Belém (PA). Além de propor a mistura 25% (B25) para abastecer a frota de transporte coletivo durante a organização, realização e desmonte do evento. eldquo;A participação na COP30 é uma oportunidade concreta de demonstrar ao mundo o potencial brasileiro em produção de biodiesel, reiterando seu compromisso de fomentar a integração de setores comprometidos com um futuro de baixo carbonoerdquo;, diz a FPBio, em nota.

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Petrobras tem síndrome do retrovisor: volta à distribuição é retrocesso, avalia Adriano Pires

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, criticou a volta da Petrobras ao segmento de distribuição de combustíveis, começando pelo Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, ou gás de cozinha). O especialista, colunista do Estadão, chegou a ser convidado para a presidência da estatal, no governo Bolsonaro. eldquo;Não faz sentido. A Petrobras tem a síndrome do retrovisor, olha para trás em vez de olhar para frente; é um retrocesso gigante, vai ser muito ruim para o acionista da empresaerdquo;, disse ao Estadão/Broadcast. Ele considera que a justificativa da empresa, de apontar margens altas no setor, deve ser investigada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Petrobras saiu do mercado de distribuição de GLP em 2020, com a venda da Liquigás. Atualmente, a empresa produz e importa GLP e vende para as distribuidoras. Levando em conta um botijão padrão de 13 quilos, a Petrobras fica com 32,3% da venda; o ICMS, com 16,8%; e a distribuição e revenda, com 50,9%. Atualmente, o preço médio nacional de um botijão é de R$ 107,49, cerca de 20% acima do mercado internacional, de acordo com o Cbie. Pires não vê sentido na volta da companhia para o setor, já que deveria focar no que tem de melhor, que é a exploração e produção de petróleo na Margem Equatorial. Ele vê obstáculos tanto em uma eventual compra de terceiros para voltar ao mercado, como em projeto greenfield (que eldquo;começa do zeroerdquo;), que seria a tendência da estatal, segundo apurou o Estadão/Broadcast. eldquo;Se ela for entrar pelas regras atuais, ou ela terá que comprar uma empresa ou comprar milhões de botijões (cerca de R$ 200 cada), e as duas opções são ruinserdquo;, disse Pires, ressalvando que as regras do GLP podem mudar e beneficiar a companhia. O mercado de GLP está em revisão na ANP, que estuda o fim da necessidade de botijões com marca própria emdash; o que pode beneficiar a Petrobras, na avaliação do diretor emdash;, e o fracionamento da venda do gás de cozinha. Uma consulta pública sobre o assunto foi aberta em 2018, e a previsão é de que uma minuta saia em novembro, com publicação prevista para março de 2026. Além disso, o governo deve lançar, até o final de agosto, o programa Gás para Todos, com o objetivo de isentar cerca de 17 milhões de consumidores de GLP, e deve aumentar as vendas do setor como um todo em mais 2,5 milhões de botijões por mês. eldquo;Distribuição de gás de cozinha não é mercado para a Petrobras entrar; é populismo, é só para aumentar a popularidade do governoerdquo;, concluiu Pires.

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'Gás para todos' exigirá investimentos de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,5 bilhões na distribuição

O CEO da Copa Energia, Pedro João Zahran Turqueto, afirmou em entrevista à Coluna que o setor de distribuição terá de investir de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,5 bilhões em eldquo;Capexerdquo;, despesas de capital, para viabilizar o programa eldquo;Gás para Todoserdquo;, previsto para lançamento pelo governo federal. O payback, retorno do investimento, poderá ser verificado de 12 a 13 anos. eldquo;Pelas nossas análises, óbvio que o setor vai investir, porque todo mundo quer ganhar share, mas é um investimento de longuíssimo prazoerdquo;, declarou. O CEO da empresa avaliou que há entusiasmo com o programa, que terá a função social de atender um segmento da população que hoje consome lenha. eldquo;O consumo de lenha faz o mal danado pro meio ambiente, para saúde, e para as contas públicas, porque fatalmente quem tá cozinhando com lenha vai acabar parando no SUS, em algum momentoerdquo;, disse. Novo Vale Gás O governo federal, segundo previsão, editará uma medida provisória (MP) com um novo formato para o Vale Gás destinado às famílias de baixa renda. A revenda, na prática, compra botijões de GLP (gás liquefeito de petróleo) da distribuidora e os revende para famílias, pequenos comércios, etc. A revenda também é responsável pela logística de entrega. A Caixa, que já é operadora do programa, liquidará diretamente o pagamento com os revendedores. A ideia é evitar novos intermediários, caso contrário, haveria aumento de custos do programa. Pelo desenho que virá na MP, as distribuidoras têm o compromisso de fazer o programa ser ofertado em todos os municípios através de suas revendas e de comerciantes independentes. O programa disponibilizará aos beneficiários a eldquo;carga de gáserdquo; e não o botijão em si, de aço. Na prática, o setor precisará fazer um investimento em botijões no curto prazo, já que a previsão é que essa política possa atender plenamente o público em potencial até o fim do mandato do presidente Lula. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou no mês passado que o novo Vale Gás deve beneficiar 17 milhões de famílias. (Coluna do Broadcast)

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São Martinho investirá R$ 1,1 bilhão para dobrar usina de etanol de milho

A aposta da São Martinho no etanol de milho demonstrou dar tanto resultado que a companhia decidiu agora dobrar a aposta. Em reunião do conselho de administração nesta segunda-feira (11), a companhia deu aval para um novo investimento de R$ 1,1 bilhão na ampliação da planta localizada em Quirinópolis (GO), anexa à sua usina de cana Boa Vista. O projeto prevê ampliar a capacidade de processamento de milho em 635 mil toneladas anuais, mais do que duplicando a capacidade atual, de 500 mil toneladas. Apenas a nova fase da fábrica permitirá que a companhia produza 270 milhões de litros de etanol ao ano, o que elevará a capacidade total de etanol de milho da companhia para 485 milhões de litros. Há tempos que a São Martinho vem eldquo;namorandoerdquo; com o projeto de ampliação de sua usina de etanol de milho, mas o negócio precisou se provar viável. No primeiro trimestre desta safra, o negócio de milho contribuiu, sozinho, com 30% de todo o lucro antes de juros e impostos (Ebit) da companhia. Segundo Fábio Venturelli, CEO da companhia, foi fundamental para destravar o projeto a possibilidade de usar a energia cogerada do bagaço da cana da Usina Boa Vista. eldquo;Nós já temos a biomassa, diferentemente dos concorrentes que fazem planta autônoma, que têm que pensar em comprar e plantar eucaliptoerdquo;, disse. A companhia calcula que economiza R$ 120 milhões ao ano ao deixar de comprar cavaco de madeira no mercado, pelos preços atuais, para utilizar a energia que já gera em sua caldeira na planta de cogeração, afirmou o diretor financeiro Felipe Vicchiato. A decisão sai em meio a uma melhora do cenário de mercado do etanol, com o aumento da mistura do anidro à gasolina para 30% (E30), perspectivas de demanda para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), além das boas projeções para a produção de milho, e com a oferta de instrumentos de crédito com fomento. eldquo;Pelo contorno do projeto, saímos na frente em pegada de carbono, pela biomassa da cana. Qualquer que seja o mercado, a gente está preparado para atender as normas de certificaçãoerdquo;, ressaltou Venturelli. Financiamento Mas o fator determinante para destravar o investimento foi a obtenção das linhas de crédito de fomento. A companhia acertou R$ 728 milhões em financiamentos, sendo R$ 500 milhões via BNDES Fundo Clima, R$ 125 milhões via BNDES Finem e R$ 100 milhões via Finep. No conjunto, essas linhas têm um prazo de 12 anos, com dois de carência, e custo médio de 8,5% ao ano. Apesar do montante, o investimento será dividido em três safras. Neste ciclo 2025/26, a companhia vai desembolsar 40% do valor orçado. A maior parte do investimento (55%) será feito na próxima safra (2026/27), e o restante será investido em 2027/28. A previsão é de que no segundo semestre de 2027 a unidade comece a operar. Boa parte dos investimentos será para a integração com a usina de cana em Quirinópolis. Segundo Vicchiato, a possibilidade de ter, ao fim do projeto, uma usina com capacidade de moagem de mais de 1 milhão de toneladas de milho só é possível porque a Usina Boa Vista também é grande, com capacidade de moagem de 5,2 milhões de toneladas de cana por safra. Ainda segundo o diretor financeiro, a taxa interna de retorno (TIR) do projeto é esperada é de mais de 25%, considerando projeções eldquo;conservadoraserdquo; para preços de petróleo, etanol e milho. Novos mercados O novo projeto também permitirá a produção adicional de 170 mil toneladas de DDGS e 13 mil toneladas de óleo de milho anuais, além de prever melhorias na caldeira da unidade de cogeração a partir do bagaço da cana, o que permitirá maior geração de vapor. O investimento potencializa a atuação da São Martinho em eldquo;novos mercadoserdquo;. eldquo;Para nós é muito importante ter diversidade de origem de Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização]. Quando trabalhamos com base agrícola e produzindo energia, quanto mais diverso for o portfólio, mais resiliente [a empresa] fica diante dos ciclos de cada commodityerdquo;, disse. Além dos negócios de cana e milho, a São Martinho concluiu recentemente a construção da planta de biometano, que agora está em fase de testes. Balanço do 1º trimestre No primeiro trimestre da safra atual, somente a receita do negócio de milho (que inclui vendas de etanol, DDGS, óleo de milho e Créditos de Descarbonização, os CBios, do etanol de milho) teve um salto de 94%, a R$ 265,8 milhões. Essa receita representou 14% da receita líquida total da São Martinho no trimestre, que alcançou R$ 1,8 bilhão, um aumento de 6,8%. A operação de milho ainda contribuiu com Ebitda de R$ 95,5 milhões, ou 12% do Ebitda ajustado do período, de R$ 805 milhões. Um ano atrás, o negócio de milho registrou um Ebitda marginal, de apenas R$ 6 milhões. A companhia teve no primeiro trimestre um bom desempenho nas vendas de etanol, aproveitando preços mais altos para comercializar volumes maiores. Porém, o lucro líquido caiu 40,2%, afetado principalmente pela depreciação de seus ativos biológicos, dada a queda do preço do açúcar. No primeiro trimestre deste ciclo, o lucro líquido ficou em R$ 62,8 milhões. Já o lucro caixa cresceu 3,3 vezes, para R$ 157 milhões no trimestre, impulsionado pelo ambiente favorável no mercado de etanol, que compensou os preços em baixa do açúcar.

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ANP divulga resultados de ações de fiscalização em 11 unidades da Federação (4 a 8/8)

Entre os dias 4 e 8/8, a ANP fiscalizou o mercado de abastecimento em 11 unidades da Federação. Nas ações, os fiscais verificaram a qualidade dos combustíveis, o fornecimento do volume correto pelas bombas medidoras, a adequação dos equipamentos e dos instrumentos necessários ao correto manuseio dos produtos, bem como as documentações de autorização de funcionamento das empresas e as relativas às movimentações dos combustíveis e lubrificantes. No período, destacou-se a Operação Apate, força-tarefa realizada em Minas Gerais com as Polícias Civil e Militar do Estado, o Instituto de Pesos e Medidas, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. Veja abaixo mais informações sobre essa operação, bem como sobre as principais ações nas demais unidades federativas do país: Minas Gerais Foram fiscalizados 27 postos de combustíveis nas cidades de Alfenas, Boa Esperança, Campos Gerais, Três Pontas, Varginha, Andradas, Botelhos, Campestre, Guaranésia, Guaxupé, Poços de Caldas e Uberlândia. Em Três Pontas, como resultado da força-tarefa Operação Apate (com as Polícias Civil e Militar, o Instituto de Pesos e Medidas, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), três postos de combustíveis receberam autos de infração e interdição total por: rompimento/ocultação de lacres e faixa de interdição anterior da ANP; comercializar gasolina e óleo diesel fora das especificações exigidas por lei, com teor de metanol acima do permitido; apresentar termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol para verificar aspectos de qualidade) com funcionamento irregular; e não possuir medida-padrão de 20 litros (equipamento usado no teste de volume, que pode ser exigido pelo consumidor). As interdições por óleo diesel B (S10 e S500) fora da especificação só foram possíveis graças à utilização do novo equipamento (espectrofotômetro, modelo FTIR), que permitiu detectar em campo o teor de biodiesel irregular. Um posto de combustíveis sofreu interdição total em Alfenas e outro em Varginha por também comercializarem gasolina com teor de metanol acima do permitido por lei. Foram lavrados autos de infração em outros quatro postos de combustíveis em Campestre, Poços de Caldas e Uberlândia (nesses dois últimos municípios também em ações decorrentes da Operação Apate) por motivos como: comercializar combustível em recipiente sem certificação do Inmetro; não dispor de medida-padrão de 20 litros; não exibir os fornecedores do combustível comercializado; e não possuir documentação obrigatória. Não foram encontradas irregularidades nas demais cidades. Foram coletadas 15 amostras para análise em laboratório. Alagoas Foram fiscalizados 19 postos de combustíveis em Maceió, Arapiraca, Craíbas e Rio Largo. Em Arapiraca, foram lavrados autos de infração e de interdição em três postos de combustíveis por comercializarem gasolina, etanol e óleo diesel fora das especificações exigidas por lei. As interdições por óleo diesel B (S10) fora da especificação só foram possíveis graças à utilização do novo equipamento (espectrofotômetro, modelo FTIR), que permitiu detectar em campo o teor de biodiesel irregular. Um posto de combustíveis em Rio Largo sofreu auto de infração e interdição por comercializar gasolina fora das especificações legais. Ainda no município, outro posto de combustíveis recebeu auto de infração por dificultar a ação de fiscalização, desatualização cadastral e apresentar rompimento de lacre. Foram coletadas nove amostras de combustíveis para análise em laboratório. Amazonas Em Manaus, foram fiscalizadas cinco distribuidoras de combustíveis, sem registro de irregularidades. Foram coletadas 15 amostras de combustíveis para análise em laboratório. Bahia Foram fiscalizados seis postos de combustíveis em Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas. Não foram registradas irregularidades. Uma amostra de combustíveis foi coletada para análise em laboratório. Espírito Santo Foram fiscalizadas duas revendas de GLP em Cachoeiro de Itapemirim. Não foram encontradas irregularidades. Goiás Foram realizadas ações de fiscalização, como parte do treinamento prático com Procons (estadual e oito municipais), em seis postos de combustíveis e uma revenda de GLP, nos municípios de Planaltina, Águas Lindas de Goiás, Formosa e Santo Antônio do Descoberto. Não foram encontradas irregularidades. Sete amostras de combustíveis foram coletadas para análise em laboratório. Mato Grosso No estado, em parceria com o Instituto de Pesos e Medidas, foram fiscalizados dois transportadores-revendedores-retalhistas (TRR) em Lucas do Rio Verde e Matupá. Não foram encontradas irregularidades. Pará Foi fiscalizado um posto de combustíveis em Barcarena, sem registro de irregularidades. Rio de Janeiro Os fiscais estiveram em 14 postos de combustíveis, três distribuidoras de combustíveis e uma revenda de GLP na capital, em Niterói, Duque de Caxias, Cachoeiras de Macacu e Arraial do Cabo. Na cidade do Rio de Janeiro, em parceria com a Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (SUPCCA), foram lavrados autos de infração e de interdição total em um posto de combustíveis por exercer a atividade sem a autorização da ANP. Foram apreendidos 37.473 litros de combustíveis (24.859 litros de gasolina, 12.517 litros de etanol e 97 litros de óleo diesel). Ainda na capital, também em parceria com a SUPCCA, outro posto de combustíveis recebeu auto de infração e interdição parcial de dois bicos e um tanque, por comercializar gasolina comum com teor de etanol acima do determinado por lei. Houve a apreensão de 3.100 litros de gasolina comum. Em Duque de Caxias, um posto de combustíveis sofreu auto de infração e interdição parcial de seis bicos e um tanque de gasolina aditivada que estava fora das especificações exigidas por lei, com a apreensão de 4.765 litros de gasolina aditivada. Em outro posto do munícipio, foi lavrado auto de infração por não efetuar o controle de drenagem dos tanques de óleo diesel. Um posto de combustíveis de Cachoeira de Macacu sofreu auto de infração e interdição parcial de três bicos e de um tanque por comercializar etanol como se fosse gasolina e não identificar o combustível comercializado na bomba de óleo diesel. Houve a apreensão de 6.890 litros de etanol armazenados no tanque de gasolina comum. Não foram registradas irregularidades nas demais cidades. Foram coletadas 13 amostras de combustíveis para análise em laboratório. Rio Grande do Sul As ações de fiscalização foram realizadas em oito postos de combustíveis e uma revenda de GLP, nas cidades de Porto Alegre, Viamão, Esteio e Canoas. Em Porto Alegre, um posto de combustíveis sofreu auto de infração e interdição parcial de um tanque e dois bicos de óleo diesel B S10 comum, por comercializar o combustível fora das especificações da legislação, e de um bico de óleo diesel B S10 comum por apresentar bomba medidora com problemas no visor. Foram apreendidos 1.803 litros de óleo diesel B S10 comum. As interdições por óleo diesel B (S10) fora da especificação só foram possíveis graças à utilização do novo equipamento (espectrofotômetro, modelo FTIR), que permitiu detectar em campo o teor de biodiesel irregular. Foi lavrado auto de infração em um posto de combustíveis de Esteio por não identificar na bomba o fornecedor do combustível comercializado. Em ação em parceria com o Procon Municipal, um posto de combustíveis recebeu auto de infração em Canoas, por não identificar na bomba o tipo de combustível comercializado. Não foram encontradas irregularidades em Viamão. Foram coletadas duas amostras de combustíveis para análise em laboratório. São Paulo A ANP fiscalizou 24 postos de combustíveis, três pontos de abastecimento, duas distribuidoras de lubrificantes e uma revenda de GLP, nas cidades de São Paulo, Jundiaí, São José dos Campos, São Caetano do Sul, Diadema e Taubaté. Em Jundiaí, três pontos de abastecimento sofreram autos de infração e interdição total de 10 bicos e sete tanques de óleo diesel B S10, além de cinco bicos e dois tanques de diesel B S500, por operarem sem autorização, compartilharem instalações e fornecerem informações inverídicas na solicitação de Autorização de Ponto de Abastecimento. Foram apreendidos 136.403 litros de óleo diesel B S10 e 15.120 litros de óleo diesel B S500. Foram lavrados ainda autos de infração em outros quatro postos na capital (em ação em parceria com o Procon), em São José dos Campos e Taubaté, por não operar em horário mínimo exigido por lei, não efetuar a drenagem e o registro regular dos resultados em seus tanques de óleo diesel e ostentar marca comercial estando cadastrado como bandeira branca. Não foram encontradas irregularidades nos demais municípios. Foram coletadas cinco amostras de combustíveis para análise em laboratório. Consulte os resultados das ações da ANP em todo o Brasil As ações de fiscalização da ANP são planejadas a partir de diversos vetores de inteligência, como informações da Ouvidoria da ANP com manifestações dos consumidores, dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência, informações de outros órgãos e da área de Inteligência da ANP, entre outros. Dessa forma, as ações são focadas nas regiões e agentes econômicos com indícios de irregularidades. Para acompanhar todas as ações de fiscalização da ANP, acesse o Painel Dinâmico da Fiscalização do Abastecimento. Os estabelecimentos autuados pela ANP estão sujeitos a multas que podem variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões, além de penas de suspensão e revogação de sua autorização. As sanções são aplicadas somente após processo administrativo, durante o qual o agente econômico tem direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme definido em lei. Já a interdição é uma medida cautelar, aplicada para proteger o consumidor, evitando a comercialização de combustíveis fora das especificações, fornecimento de combustível em quantidade diferente da marcada na bomba, entre outras irregularidades. Caso o posto comprove à ANP que o problema foi sanado, a Agência realiza a desinterdição, sem prejuízo do processo administrativo e possíveis penalidades. Denúncias sobre irregularidades no mercado de combustíveis podem ser enviadas à ANP por meio do FalaBR, plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União (CGU).

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Petróleo fecha estável antes de negociações entre EUA e Rússia

O petróleo fechou praticamente estável nesta segunda-feira, depois de cair mais de 4% na semana passada, com os investidores atentos às negociações desta semana entre os Estados Unidos e a Rússia sobre a guerra na Ucrânia. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de 0,06%, a US$66,63 por barril. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiram 0,13%, a US$63,96. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que se reuniria com o presidente russo, Vladimir Putin, em 15 de agosto, no Alasca, para negociar o fim da guerra na Ucrânia. As negociações seguem o aumento da pressão dos EUA sobre a Rússia, aumentando a perspectiva de penalidades mais rígidas sobre Moscou se um acordo de paz não for alcançado. Trump disse nesta segunda-feira que tanto a Ucrânia quanto a Rússia teriam que ceder terras uma à outra para acabar com a guerra e que suas conversas com Putin teriam como objetivo medir a temperatura em um possível acordo. eldquo;A recente liquidação do petróleo foi interrompida enquanto os mercados aguardam a reunião de alto risco de sexta-feiraerdquo;, disse o analista Alex Hodes, da StoneX, em uma nota nesta segunda-feira. Trump estabeleceu um prazo até a última sexta-feira para que a Rússia, que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, concorde com a paz ou seus compradores de petróleo enfrentarão sanções secundárias. Ao mesmo tempo, Washington está pressionando a Índia a reduzir as compras de petróleo russo. (Reuters)

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