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Ibama dá aval para simulação da Petrobras na Foz do Amazonas e confirma data

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou nesta quarta-feira (13) que a fase de avaliação pré-operacional (APO), última etapa do processo de licenciamento ambiental para uma possível perfuração de poço na Foz do Amazonas (AP), na Margem Equatorial, será no dia 24 de agosto. A decisão foi tomada a partir de reunião técnica com a Petrobras realizada nessa terça (12) e com isso dá sinal verde para os testes de simulação das atividades da petroleira estatal na região.A duração prevista da APO é de três a quatro dias, eldquo;podendo variar, conforme as condições de execução das atividades planejadaserdquo;, segundo o Ibama. eldquo;Durante a APO, será verificado, por meio de simulações, a efetividade do Plano de Emergência Individual proposto. Essas simulações testarão, na prática, a capacidade de resposta em caso de acidentes com derramamento de óleo, incluindo a eficiência dos equipamentos, a agilidade na resposta, o cumprimento dos tempos de atendimento à fauna previstos e a comunicação com autoridades e partes interessadaserdquo;, disse o Ibama em nota. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Ultrapar, dona da Ipiranga e Ultragaz, lucra R$ 1 bilhão no segundo trimestre, alta de 148%

A Ultrapar, dona da Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias do Brasil, teve lucro atribuído aos sócios de R$ 1,08 bilhão no segundo trimestre de 2025, alta de 148% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a companhia, entre os fatores que levaram ao salto no desempenho estão o maior resultado operacional e o reconhecimento líquido de créditos fiscais extraordinários de R$ 677 milhões. A receita líquida fechou o segundo trimestre de 2025 em R$ 34,05 bilhões, alta de 5,29%. O valor, afirma a Ultrapar, reflete, em especial, o maior faturamento da Ipiranga e da Ultragaz.O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 2,07 bilhões no trimestre encerrado em junho, uma alta de 55% na comparação anual. Em seu relatório, a Ultrapar informa que o valor é reflexo da consolidação do resultado recorde da Hidrovias do Brasil e pelo melhor resultado da Ultragaz. O resultado financeiro foi negativo em R$ 31,4 milhões no segundo trimestre, ficando abaixo das perdas do segundo trimestre de 2024, que somaram R$ 205,7 milhões. As despesas operacionais caíram para R$ 590,3 milhões, ante R$ 1,21 bilhão no segundo trimestre de 2024. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Raízen (RAIZ4) tem prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão no 1° tri da safra 2025/26

A Raízen (RAIZ4) registrou prejuízo líquido de R$1,8 bilhão no primeiro trimestre da safra 2025/26, após registrar lucro de R$1,1 bilhão no mesmo período da safra anterior (2024/25), com impacto de deterioração no desempenho operacional do período. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da companhia caiu 23,4% nos primeiros três meses da safra 2025/26 em relação à mesma etapa do ano safra anterior, totalizando R$1,9 bilhão, abaixo da expectativa média de analistas de R$2,16 bilhões, segundo pesquisa da LSEG. Analistas também esperavam um prejuízo menor, de R$884,7 milhões, de acordo com média das estimativas reunidas pela LSEG. A empresa destacou ainda que a base de comparação do primeiro trimestre da safra 2024/25 contemplou o reconhecimento de R$1,8 bilhão em créditos tributários. Na parte operacional, a Raízen atribuiu a redução na performance ao desempenho inferior no segmento de distribuição de combustíveis na Argentina, eldquo;pontualmente impactado pela parada para manutenção da refinaria, mais extensa que o previsto, e por efeitos negativos de inventárioerdquo;. Segundo a companhia, esses efeitos foram parcialmente compensados pelo melhor desempenho no segmento de distribuição de combustíveis no Brasil e pelos ganhos de eficiência obtidos com a revisão das estruturas organizacionais e gestão de gastos da Raízen, que levaram à queda de quase 20% nas despesas gerais e administrativas, desconsiderando provisão não recorrente. No mês passado, a Raízen anunciou a venda de 55 usinas de geração distribuída de energia para a Thopen Energia e Grupo Gera e a decisão de descontinuar operações da Usina Santa Elisa, em São Paulo, por tempo indeterminado como parte de sua estratégia de reciclagem de portfólio. eldquo;Iniciamos um novo ciclo nesta safra, sustentado em quatro pilares: simplificação do portfólio, foco no core business, eficiência operacional e fortalecimento da estrutura de capitalerdquo;, afirmou a empresa em mensagem que acompanha o balanço. A receita líquida da maior produtora global de açúcar e de etanol de cana somou R$54,2 bilhões no período, recuo de 6,1% na base anual, mas levemente acima do esperado no mercado, de R$50,2 bilhões. A alavancagem da companhia, por sua vez, encerrou junho em um patamar de 4,5 vezes, contra 2,3 vezes um ano antes.

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Lula diz que Brasil está disposto a negociar etanol com os EUA

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o Brasil está disposto a negociar o etanol com os Estados Unidos. A declaração é feita em meio ao tarifaço do presidente Donald Trump. "Não nos recusamos a negociar a questão do etanol. Estamos dispostos a negociar a questão do etanol sem nenhum problema", declarou o presidente dura entrevista à rádio BandNews FM. Como mostrou a CNN, o agronegócio já enxergava o combustível sob ameaça das tarifas impostas pelo governo americano. O etanol foi citado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos entre as eldquo;práticas comerciais injustaserdquo; devido à tarifa de importação brasileira de 18% emdash; o que reduziria a competitividade para os produtores americanos, segundo a Casa Branca. As tarifas sobre produtos brasileiros entraram em vigor no dia 6 de agosto. A relatora do projeto de lei da reciprocidade na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Tereza Cristina (PP-MS), havia afirmado em abril deste ano que o setor do etanol é o que mais preocupa dentro do "tarifaço". Em um relatório publicado em março deste ano, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) citou o combustível e ambos os países como os maiores "produtores e consumidores de etanol do mundo". Tarifaço O presidente da República também comentou as tarifas impostas aos produtos brasileiros vendidos aos EUA. A medida foi oficializada inicialmente no final de julho. "EUA alegaram de forma mentirosa que os EUA tem um déficit com o Brasil. E nós provamos, eles também provam, que se você colocar serviços, bens e comercio nos tivemos um déficit em 15 anos de 400 bilhões de dólares", declarou Lula. "Então não é o Trump que deveria estar taxando o Brasil, é nós que deveríamos estar taxando eles." O petista diz que o governo brasileiro não pretende fazer uma "bravata" em reação, mas que a medida de reciprocidade aos Estados Unidos ainda está sendo pensada com as consequências medidas. Na esteira das declarações, o chefe do Executivo também anunciou que irá assinar na quarta-feira (13) uma MP (medida provisória) para criar uma linha de crédito de inicialmente R$ 30 bilhões para as empresas que venham a ser afetadas pela taxação.

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O combate ao devedor contumaz no setor de combustíveis

Os combustíveis fósseis e renováveis possuem um papel estratégico na matriz energética nacional. Derivados de petróleo respondem por 37% do suprimento energético brasileiro, e biocombustíveis por 33%. A relevância econômica desses bens, somada à capilaridade da cadeia de distribuição, e sua importância para atingir objetivos constitucionais como desenvolvimento nacional e redução de pobreza, impõem atenção redobrada ao seu regime jurídico. A Constituição disciplina o tema em múltiplos dispositivos. O art. 177 atribui à União o monopólio da produção, refino, importação e transporte de petróleo e derivados. O art. 238 exige lei para regular a venda e revenda de combustíveis. O art. 146-A, introduzido pela EC 42/2003, autoriza eldquo;critérios especiais de tributaçãoerdquo; para coibir desequilíbrios concorrenciais. Apesar de sua importância, o tema do abastecimento de combustíveis recebeu pouca atenção da doutrina, em parte devido à posição historicamente dominante de uma empresa no setor (Petrobras) e à evolução gradual da regulação ao longo do tempo. De fato, houve marcos importantes emdash; como a extinção do antigo Conselho Nacional do Petróleo em 1990 e sua substituição pelo Departamento Nacional de Combustíveis emdash; que contribuíram para o início de uma abertura do mercado, mesmo com o controle de preços, o que dificultava a efetiva concorrência e favorecia práticas como a adulteração de combustíveis. A Lei do Petróleo de 1997 e a criação da Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) representaram avanços significativos, ao prever a liberalização dos preços e instituir uma agência reguladora com foco na garantia do suprimento. Ainda assim, o tema permaneceu marginalizado, talvez pela crença geral de que o abastecimento estaria sempre assegurado, seja por agentes tradicionais do setor como a Petrobras, seja por uma combinação fortuita da ação das forças do mercado e do poder público. No entanto, eventos recentes, como a greve dos caminhoneiros em 2018 e a pandemia de covid-19 em 2020, evidenciaram os riscos de desabastecimento e reacenderam o debate sobre a natureza essencial e os problemas associados a disrupções na cadeia de suprimento de combustíveis. Jogo desigual Nesse contexto, emerge o devedor contumaz: empresa que, de forma deliberada e reiterada, deixa de recolher tributos não por dificuldade financeira, mas como estratégia de negócio. A prática gera quatro efeitos principais. Primeiro, queda substancial na arrecadação: estimam-se passivos superiores a R$ 240 bilhões (ou 3 vezes o orçamento de obras públicas da União) concentrados em pouco mais de mil contribuintes. Segundo, eldquo;dumping fiscalerdquo;: ao vender combustível com tributos sonegados, o infrator oferece preços artificialmente baixos, corroendo margens de competidores adimplentes, expulsando-os do mercado e desestimulando novos investimentos. Terceiro, facilitação da infiltração criminosa: a liquidez do setor converte-se em plataforma para lavagem de dinheiro, aquisição de armamentos e financiamento de ilícitos correlatos, com ganhos a partir da operação de combustíveis que segundo estimativas já superam mais que 3 vezes os auferidos no tráfico de drogas. Quarto, não pagar tributos pode elevar a inflação. O ponto aqui não é defender uma carga tributária ainda mais elevada emdash; que, é claro, gera impactos negativos sobre a formação de preços emdash; e sim que a redução da arrecadação, causada pelo não pagamento intencional de impostos, em situações em que eles seriam devidos, pode causar déficits fiscais e distorções no mercado aptos a aumentar pressões inflacionárias. Nessa linha, Estados-nações que não arrecadam ficam sujeitos a desequilíbrios fiscais, precisando muitas vezes emitir papel moeda para compensá-los (com consequente potencial de espiral inflacionária). Por outro lado, a sonegação cria um ambiente competitivo desleal, pressionando os agentes que cumprem suas obrigações fiscais a reduzir artificialmente os preços para se manterem no mercado. Esse desequilíbrio pode, ao longo do tempo, levar à saída de empresas relevantes, resultando em maior concentração de mercado e favorecendo práticas de manipulação de preços por um número restrito de players. O dano, contudo, transcende números imediatos. Ao deixar de recolher recursos ao Erário, o devedor contumaz acaba, ainda que indiretamente, por contribuir para a limitação da capacidade estatal de fiscalização, impactando o financiamento de entes como a ANP e mecanismos de controle setoriais. Além disso, a percepção de eldquo;jogo desigualerdquo; compromete a segurança energética, provoca descrédito institucional e afugenta capitais produtivos. De fato, quanto a esse último ponto, é essencial considerar que um mercado composto exclusivamente por agentes regulares, que operam de forma transparente e cumprem suas obrigações fiscais, teria condições mais favoráveis para expandir suas atividades. A ausência da concorrência desleal imposta pelos devedores contumazes permitiria maior previsibilidade, um eldquo;level playing fielderdquo;, o que poderia, por sua vez, resultar em mais investimentos e preços médios mais baixos para os combustíveis. Esse cenário beneficiaria diretamente o consumidor final e fortaleceria a confiança no setor. Embora existam instrumentos dispersos emdash; sobretudo sanções administrativas derivadas de normas estaduais, além dos crimes contra a ordem tributária e econômica previstos na Lei 8.137/1990 emdash;, eles se mostram insuficientes diante da sofisticação dos devedores contumazes, que combinam abuso do direito de defesa, sucessão fraudulenta de empresas e morosidade judicial para perpetuar a inadimplência. Diante dessa conjuntura, é bem-vinda a proposta de um arcabouço federal que (i) ajude a articular e expandir as iniciativas estaduais hoje existentes, (ii) fixe critérios claros para enquadramento da prática, e (iii) defina sanções graves para quem delinque. Nesse sentido, o PLP 164/2022, aprovado na CCJ do Senado, tramita atualmente na CAE da mesma casa legislativa. O substitutivo apresentado pelo relator, Senador Veneziano do Rêgo, caracteriza como contumaz o devedor que, cumulativamente: deixar de recolher tributos por quatro períodos consecutivos ou seis alternados em doze meses; (ii) possuir débitos tributários acima de R$15 milhões ou superiores a 30% do faturamento do ano anterior (com valor igual ou superior a R$1 milhão); e não contar com justificativa ou garantia, nos termos do projeto. As sanções incluem exclusão de benefícios fiscais, vedação à contratação com o poder público e, em casos extremos, intervenção, liquidação extrajudicial ou falência. O projeto, que se aplica a setores de risco, como o de combustíveis, institui ainda controle especial do recolhimento do tributo, manutenção de fiscalização ininterrupta no estabelecimento da empresa, admite controle especial na arrecadação e possibilita, via lei própria, a adoção de alíquotas específicas para prevenir desequilíbrios da concorrência. Trata-se de medidas que, se aplicadas adequadamente, podem contribuir para o estabelecimento de um mercado de combustíveis com concorrência justa e, consequentemente, com mais agentes, maior segurança de abastecimento e mais geração de renda, investimentos e recolhimento de tributos emdash; em cumprimento aos ditames e ao conteúdo normativo da Constituição. Este artigo expressa exclusivamente a posição dos autores e não necessariamente da instituição para a qual trabalham ou estão vinculados. Felipe Boechem é sócio de Petróleo e Gás do Lefosse. Marcelo Ribeiro é sócio de Penal Empresarial do Lefosse. Rafael Martins é counsel de Petróleo e Gás do Lefosse.

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Vendas no varejo do Brasil recuam pelo terceiro mês seguido e vêm abaixo do previsto

As vendas no varejo brasileiro encerraram o segundo trimestre com queda em junho, sendo o terceiro mês seguido de recuo. As vendas tiveram redução de 0,1% na comparação com o mês anterior, ficando abaixo da expectativa feita em pesquisa da Reuters, que esperava avanço de 0,7%. O resultado divulgado nesta quarta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 0,3% nas vendas. Com isso, o segundo trimestre registrou alta de 0,1% sobre os três meses anteriores, desacelerando ante os ganhos de 0,7% no primeiro trimestre. A expectativa entre analistas é de desaceleração gradual no ritmo do comércio ao longo do ano sob o impacto do aperto monetário realizado pelo Banco Central, que começa a aparecer de forma mais clara e afeta o crédito. A taxa básica de juros está atualmente em 15% e o BC já indicou que ela seguirá em patamar elevado por tempo prolongado. "O que ainda há de positivo para o comércio é o crescimento e melhora do mercado de trabalho com mais ocupação, mais renda e avanço da massa salarial. Isso ajuda no poder de compra", avaliou Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE. Entre as oito atividades na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco apresentaram perdas: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,5%); Móveis e eletrodomésticos (-1,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,9%); e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%). Já três setores tiveram resultados positivos em junho: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0%), Tecidos, vestuário e calçados (0,5%) e Combustíveis e lubrificantes (0,3%). (Reuters)

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