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ANP passa a publicar contratação de etanol anidro por distribuidores

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que passou a publicar em seu site o relatório do etanol, que será anual, sendo a primeira edição relativa à eldquo;Safra 2025-2026erdquo;. O documento mostra a contratação prévia de etanol anidro, por distribuidores de combustíveis líquidos, junto a produtores de etanol, importadores e empresas comercializadoras de etanol. Para o ano-safra 2025-2026, foram homologados pela ANP 504 contratos prévios, firmados entre 141 fornecedores de etanol e 135 distribuidores de combustíveis líquidos. Isso significa a contratação de cerca de 12.200 metros cúbicos (m³) de etanol anidro entre junho de 2025 e maio de 2026, volume que permite a especificação de cerca de 40 mil m3 de gasolina C (91% do volume comercializado em 2024). Considerando os dados de venda de gasolina C em 2024, o setor de distribuição deveria contratar 10.607 mil m³ de etanol anidro. Assim, a meta foi ultrapassada em cerca de 15%. A contratação é etapa prévia à comercialização do etanol anidro, adicionado à gasolina A (pura), atualmente na proporção de 30%, para obtenção da gasolina C, combustível que será fornecido a postos, transportadores-revendedores-retalhistas e, em alguns casos, a consumidores finais. Uma resolução da ANP de 2023 determinou que todos os anos, até o dia 2 de maio, distribuidores contratem os volumes que serão efetivamente adquiridos entre junho do mesmo ano e maio do ano seguinte. Este período, chamado de eldquo;ano-safraerdquo;, é paralelo ao período de colheita e processamento da cana de açúcar na região Centro-Sul, principal fonte da produção de etanol no Brasil. Segundo a norma, os distribuidores devem contratar volume de etanol anidro compatível com, no mínimo, 90% de suas comercializações de gasolina C no ano anterior. eldquo;Caso não atendam a essa meta no prazo, terão regras mais restritivas sobre a comercialização: só poderão adquirir gasolina A de produtores de derivados caso detenham, antes do início de um mês, em estoque, volumes de etanol compatíveis com suas vendas de gasolina C naquele mesmo mês no ano anteriorerdquo;, explicou a agência em nota. O relatório, além de apresentar esses e outros resultados do ciclo deste ano, examina os resultados frente aos do ano anterior e compara a comercialização efetiva à contratação no ano-safra anterior (2024-2025). (Estadão Conteúdo)

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Petróleo cai com alta de estoques dos EUA e possibilidade de mais oferta da Opep+

Os preços do petróleo caíram cerca de 1%, atingindo uma mínima de duas semanas nesta quinta-feira, devido a um aumento surpreendente nos estoques de petróleo dos Estados Unidos na semana passada e às expectativas de que os produtores da Opep+ aumentarão as metas de produção em uma reunião neste fim de semana. Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com queda de 1%, a US$66,95 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu 0,8%, fechando a US$63,48. Esse foi o menor fechamento do Brent desde 20 de agosto. A Administração de Informações sobre Energia dos EUA (AIE) disse que as empresas de energia adicionaram 2,4 milhões de barris de petróleo aos estoques durante a semana encerrada em 29 de agosto, com as refinarias entrando na temporada de manutenção. [EIA/S] [API/S] Esse foi um aumento surpreendente nos estoques de petróleo em comparação com a retirada de 2 milhões de barris que os analistas previram em uma pesquisa da Reuters e foi maior do que o aumento de 0,6 milhão de barris que as fontes do mercado disseram que o grupo comercial Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês) citou em seus números na quarta-feira. "Esse é um relatório um pouco baixista com esse aumento do petróleo", disse John Kilduff, sócio da Again Capital. A AIE e o API divulgaram os dados dos estoques um dia depois do habitual, devido ao feriado do Dia do Trabalho nos EUA, na segunda-feira. Oito membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia na Opep+ considerarão novos aumentos na produção em outubro em uma reunião no domingo, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com as discussões. Um possível aumento da produção da Opep+ enviaria um forte sinal de que a recuperação da participação no mercado tem prioridade sobre o suporte de preços, disse Tamas Varga, analista sênior da empresa de corretagem e consultoria PVM Oil Associates. A Opep+ já concordou em aumentar as metas de produção em cerca de 2,2 milhões de barris por dia de abril a setembro, além de um aumento de 300.000 barris por dia na cota dos Emirados Árabes Unidos. (Reuters)

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Com 30% de etanol, preço médio da gasolina tem leva queda em agosto no Brasil

O pequeno alívio chegou para os motoristas brasileiros em agosto. Após meses de oscilações, o preço médio da gasolina finalmente cedeu, registrando uma queda de 0,16% e alcançando a média de R$ 6,34/litro. Este é o menor valor visto desde o início do ano, um sopro de esperança para quem vive a rotina de altos e baixos nas bombas. Mas qual a razão para essa trégua? Segundo o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o principal fator é a introdução da gasolina E30. Essa nova mistura, que agora contém 30% de etanol, chegou às bombas com custo ligeiramente menor, puxando o preço para baixo. "O biocombustível tem preço inferior ao do derivado de petróleo e tornou a composição mais competitiva", explica Renato Mascarenhas, diretor de rede de abastecimento da Edenred Mobilidade. Enquanto a gasolina vivia sua pequena vitória, o etanol hidratado permaneceu estável, mantendo o preço médio de R$ 4,36. Um reflexo de um mercado equilibrado, sem grandes pressões de oferta ou demanda, como apontou a análise do IPTL, que utiliza dados de mais de 21 mil postos credenciados. Sul e Sudeste lideram quedas Ao olhar para o mapa do Brasil, a tendência de queda se repetiu na maioria das regiões. O Sul foi o grande campeão da redução, com quedas de 0,47% para a gasolina (média de R$ 6,29) e 0,44% para o etanol (R$ 4,55). A região Sudeste, por sua vez, registrou os menores preços médios do país: Gasolina: R$ 6,19 (-0,32%) Etanol: R$ 4,23 (estabilidade) Já a região Norte, infelizmente, manteve as médias mais altas do Brasil, com a gasolina custando, em média, R$ 6,84. A única exceção ao cenário de quedas foi o Centro-Oeste, onde o etanol subiu 0,69%, chegando a R$ 4,36. Destaques por estado A variação de preços entre os estados brasileiros é sempre um ponto de atenção. Em agosto, alguns números se destacaram: Gasolina mais barata: Rio de Janeiro, com média de R$ 6,12. Gasolina mais cara: Acre, com a média de R$ 7,48, mantendo-se no topo do ranking. Etanol mais barato: São Paulo, com média de R$ 4,09, mesmo com um leve aumento. Etanol mais caro: Amazonas, com média de R$ 5,46. Na comparação com julho, a maior queda da gasolina foi no Distrito Federal (-1,21%), enquanto a maior alta foi em Mato Grosso (+0,31%). Já o etanol teve sua maior queda no Ceará (-1,65%) e a maior alta, também em Mato Grosso (+1,42%).

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Entrada da Petrobras no biometano não deve concentrar oferta, diz ABiogás

A entrada da Petrobras no negócio de produção de biometano é favorável para o crescimento do setor e não traz grandes riscos de concentração na oferta do biocombustível, na visão da presidente-executiva da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás), Renata Isfer. Em entrevista ao estúdio eixos no 12º Fórum do Biogás, ela cita que a produção do biometano não faz parte do core business da estatal e que o setor conta com outros grandes investidores privados. eldquo;Aí eu não vejo um risco tão grande [de domínio do mercado pela Petrobras]erdquo;, disse. A diversidade de agentes, segundo Isfer, será positiva para o desenvolvimento do mercado voluntário de biometano no Brasil. eldquo;Eu acho que a grande preocupação que a gente tem que ter, nessa etapa, é na hora de mensurar o percentual que vai ter no mandato, para não virar algo em que a produção do biometano seja só para o mandato. Não é isso que a gente quer. A gente quer um mercado voluntário forteerdquo;. eldquo;E esse mercado voluntário tem que ter oferta para eles, tem que ter variedade. Então, o que não pode acontecer é a Petrobras virar a única off-taker. Mas eu não acredito que é isso que vai acontecer, nãoerdquo;, ressalvou.

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Sefaz-SP avança na responsabilização solidária de adquirentes de combustíveis de devedor contumaz

A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) emitiu nesta quarta-feira (3) 85 notificações fiscais aos destinatários das notas fiscais emitidas por distribuidoras envolvidas em esquemas fraudulentos de sonegação, já identificados em etapas anteriores da ação. As empresas notificadas já haviam sido acionadas anteriormente sobre a obrigação de exigir o comprovante de recolhimento do ICMS nas aquisições de combustível. Na notificação encaminhada hoje, a Sefaz-SP informa a ausência do pagamento do imposto devido e concede aos destinatários a oportunidade para regularização voluntária, sob pena de corresponsabilização mediante a lavratura de Auto de Infração e Imposição de Multa - AIIM para cobrança do imposto devido. O valor total do ICMS não recolhido, objeto das notificações encaminhadas hoje, é estimado em R$ 259 milhões. Em fase anterior, já foram lavrados 169 AIIMs, totalizando outros R$ 210 milhões de ICMS devido por duas distribuidoras de combustíveis com atuação no estado. Com esta medida, que terá abrangência em todo o território paulista, a Secretaria reforça sua missão institucional de combater a sonegação fiscal no setor de combustíveis, assegurando a arrecadação do ICMS, garantindo os recursos necessários para o desenvolvimento das políticas públicas à população e promovendo um ambiente de concorrência leal em todo o Estado. Como efeito adicional, ações como essa também contribuem, positivamente, para coibir práticas que podem afetar a qualidade dos combustíveis e, assim, beneficiar indiretamente o consumidor paulista.e#8203;

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Megaoperação contra lavagem de dinheiro do PCC em postos aponta mais cinco grupos criminosos

A megaoperação da semana passada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) mostra que, além da facção criminosa, o esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis e fintechs contou com a participação de mais cinco grupos criminosos. De acordo com a força-tarefa, são eles: Grupo Mohamad - liderado por Mohamad Hussein Moura e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", atuava na cadeia de produção de combustíveis, incluindo usinas de cana-de-açúcar, distribuidoras, formuladores, empresas químicas, postos, lojas de conveniências e padarias. Seus integrantes, incluindo familiares de Mohamad, são acusados, por exemplo, de fraudar bombas de combustíveis, adicionando metanol a gasolina e ao álcool, montando uma espécie de cartel. Mantinham ligação com traficantes de drogas e armas do PCC. Grupo Ricardo Romano e Potenza - o empresário Ricardo Romano é suspeito de lavar dinheiro para o crime organizado por meio de postos de combustíveis e lojas de conveniência. Segundo a força-tarefa, ele tem envolvimento com o PCC e participava de esquema de sonegação fiscal, usando "laranjas" para ocultar a origem de seus bens. A Potenza Atacadista tem ligação com Romano. É uma empresa de fachada usada para ocultar verdadeiros beneficiários de rede de lojas de conveniência que visava lavar dinheiro para a organização criminosa. Um de seus sócios, Gilvan Ferreira, tem condenação por associação ao tráfico de drogas; Família Cepeda Gonçalves - responsável pela Rede Boxter, foi identificada como tendo atuação no setor de combustíveis e conexões com organizações criminosas. O grupo é formado por Natalício Pereira Gonçaves e seus filhos. A rede deles possui postos de combustíveis; Irmãos Salomão - esse grupo tinha contato com Vinicius Gritzbach e José Carlos Gonçalves, o "Alemão" _ ambos conhecidos por lavarem dinheiro para criminosos e para o PCC. Gritzbach foi morto em 2024; Grupo Manguinhos - refinaria de combustíveis, que atualmente se chama Refit, passou a operar em favor do grupo Mohamad. Se associou a família Mohamad, que estabeleceu filiais de distribuidoras e terminais em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, indiciando uma atuação coordenada. Ainda segundo a investigação, membros do PCC se infiltravam em instituições financeiras e adquiriam postos de combustíveis para lavar dinheiro, como o obtido com o tráfico de drogas. Os envolvidos são acusados de cometer crimes contra a ordem econômica, fraude fiscal e estelionato a partir da adulteração de combustíveis. A Justiça também determinou o cumprimento de mandados de prisões. A operação ocorreu na última quinta-feira (28) em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Segundo a investigação, com esse esquema, o PCC adquiriu mais de R$ 30 bilhões em bens patrimoniais no Brasil, como ações em fintechs (algumas na Avenida Faria Lima, na capital paulista), propriedades em fazendas de cana-de-açúcar e postos de combustíveis. Segundo a Receita Federal, R$ 7,6 bilhões deixaram de ser declarados em São Paulo. A sonegação fiscal também foi verificada em outros estados. Além da Receita, também participam da megaoperação a Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) de São Paulo, entre outros Ministérios Públicos estaduais. Esses órgãos contam com o apoio da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil locais. A força-tarefa juntou três operações: Carbono Oculto, do MP, e Quasar e Tank, da PF, e, juntos, promotores e policiais visam desarticular o envolvimento do PCC no esquema criminoso. Segundo as autoridades, a facção controlava a cadeia produtiva de combustíveis desde a produção, em fazendas de cana, até o momento em que "batizava" gasolina com metanol. Depois aplicava o dinheiro do esquema criminoso em investimentos financeiros. Quem saiu prejudicado nisso foi o consumidor, que pagou por combustível adulterado em seu veículo. Para ter acesso a fazendas, postos e fintechs, o PCC usava "laranjas", pessoas contratadas para se infiltrar e participar da fraude. Dos 14 mandados de prisões decretados pela Justiça, as autoridades conseguiram prender 6 dos investigados na quinta passada: João Chaves Melchior: ex-policial civil; Ítalo Belon Neto: empresário setor de combustíveis; Rafael Bronzatti Belon: dono de empresa de serviços financeiros; Gerson Lemes; Thiago Augusto de Carvalho Ramos: empresário do setor de combustíveis; Rafael Renard Gineste: empresário, sócio-administrador fintech. Mais oito investigados não foram localizados, e a Polícia Federal pediu a inclusão dos nomes e das fotos deles na Interpol. Eles entraram na difusão vermelha, que é um mecanismo para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Na prática, a inclusão permite que os suspeitos sejam localizados pelas polícias de 196 países-membros da maior organização policial do mundo. Veja quem são os oito foragidos: Mohamad Hussein Mourad, conhecido como "João", "Primo" ou "Jumbo": é apontado como "epicentro" do esquema pelo MP; Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco": considerado pelos investigadores como "colíder" da organização criminosa; Daniel Dias Lopes: chamado de "pessoa chave" na organização criminosa por ter ligação com distribuidoras de combustíveis de Mohamad; Miriam Favero Lopes: esposa de Daniel e sócia de empresas ligadas ao esquema; Felipe Renan Jacobs: empresário do setor de combustíveis; Renato Renard Gineste: empresário do setor de combustíveis; Rodrigo Renard Gineste: dono de varejista de roupas; Celso Leite Soares: dono de empresa que cultiva cana-de-açúcar no interior de São Paulo. A equipe de reportagem não conseguiu localizar as defesas dos grupos investigados, dos suspeitos presos nem dos procurados para comentarem o assunto. Os investigadores identificaram mais de 300 postos que atuavam nessas fraudes. Já o setor estima um impacto maior, em cerca de 30% dos postos em todo o estado de São Paulo, em torno de 2.500 estabelecimentos. A Receita Federal também identificou ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pelo PCC. Segundo o órgão, as operações aconteciam justamente no mercado financeiro de São Paulo, por meio de membros infiltrados na Avenida Faria Lima.

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