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Petróleo sobe mais de US$1 após aumento de tensões globais

Os preços do petróleo fecharam com alta de mais de US$1 por barril nesta quarta-feira, com temores sobre possíveis interrupções na oferta, depois que a Polônia derrubou drones em seu espaço aéreo e os Estados Unidos pressionaram por novas sanções sobre os compradores de petróleo russo. O cenário ocorre ainda um dia após um ataque israelense no Catar. Entretanto, um relatório que mostrou aumento da oferta dos EUA limitou os ganhos. Os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$1,10, ou 1,7%, para fechar a US$67,49 por barril. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiram US$1,04, ou 1,7%, para fechar a US$63,67 por barril. As tensões geopolíticas aumentaram quando a Polônia abateu drones que sobrevoavam seu espaço aéreo durante um ataque russo generalizado no oeste da Ucrânia, os primeiros tiros de um membro da Otan na guerra Rússia-Ucrânia. Na terça-feira, os preços subiram 0,6% depois que Israel disse que havia atacado a liderança do grupo militante palestino Hamas em Doha. Ambos os contratos de referência subiram quase 2% logo após o ataque e, em seguida, devolveram a maior parte desses ganhos. Ainda assim, não houve ameaça imediata de interrupção no fornecimento de petróleo. "A nuvem negra do excedente à frente está (...) pairando sobre o mercado, com o Brent sendo negociado dois dólares abaixo da última terça-feira. Os prêmios de risco geopolítico do petróleo raramente duram muito, a menos que ocorra uma interrupção real no fornecimento", disseram os analistas do SEB. O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu à União Europeia que imponha tarifas de 100% sobre a China e a Índia - grandes compradores de petróleo russo - como uma estratégia para pressionar Moscou a entrar em negociações de paz com a Ucrânia, segundo fontes. Com as autoridades da UE em Washington para discutir as sanções contra a Rússia, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta quarta-feira que o bloco estava considerando uma eliminação mais rápida dos combustíveis fósseis russos como parte das novas medidas destinadas a Moscou. É muito improvável que o bloco de 27 membros imponha tarifas paralisantes sobre a Índia ou a China, disseram fontes da UE.

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CNT critica qualidade do biodiesel e defende biometano

O presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, disse nesta 4ª feira (10.set.2025) que o setor ainda não avançou na descarbonização da frota pesada porque o biodiesel usado no Brasil tem baixa qualidade. Segundo Costa, a mistura obrigatória no diesel, hoje em B15, pode causar mais emissões do que versões anteriores. eldquo;O B15, hoje, faz com que o caminhão polua mais do que o B8 de 10 anos atrás. Estamos regredindoerdquo;, afirmou durante o seminário eldquo;Logística verde para impulsionar um país mais competitivo e descarbonizadoerdquo;, realizado em Brasília por Poder360, MoveInfra e Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base). O presidente da confederação afirmou que o problema está na qualidade do biodiesel ao longo da cadeia de abastecimento. Costa declarou que, embora o produto funcione bem quando sai da usina, ele se deteriora no transporte e na mistura com o diesel até chegar ao caminhão. eldquo;Na usina é bom, não tem dúvida nenhuma. Mas, na hora em que esse percurso chega numa cadeia de abastecimento, que passa pelo transporte para a distribuidora, a mistura com o diesel, o transporte por ponto de abastecimento, e chega no caminhão, ele já está perecido. Já criou algumas borras que perdem rendimentoerdquo;, disse. Ele defendeu o biometano como alternativa mais eficiente e disse que a CNT negocia com produtores de biodiesel para realizar testes em toda a cadeia produtiva. Para ler esta notícia, clique aqui.

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ANP deve notificar Ream por formulação de gasolina e diesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve notificar a Refinaria de Manaus (Ream) pela atuação como formuladora de combustíveis, enquanto as instalações de refino seguem paralisadas. A Ream estaria descumprindo a função para a qual foi autorizada, que é refinar combustíveis. Controlada pelo Grupo Atem, a Ream nega que esteja atuando fora da regulamentação da agência. A ANP afirmou que as penalidades vão depender dos desdobramentos do caso. A refinaria suspendeu, a partir de abril de 2024, a operação de duas unidades de produção devido a manutenções programadas, por um prazo de 12 meses. Porém, as unidades não voltaram a operar com regularidade e a Ream passou a realizar formulação de combustíveis, o que, segundo a agência, só é permitido quando a refinaria está ativa. Formulação e refino são processos produtivos diferentes na produção de gasolina e óleo diesel. A formulação se dá com a mistura de aditivos e hidrocarbonetos líquidos, de forma mecânica. No refino, a gasolina e óleo diesel são obtidos por destilação - aquecimento do óleo cru em altas temperaturas. Em tese, não há distinção entre gasolina ou diesel A ANP não permite que refinarias por ela autorizadas atuem com formulação de combustíveis eldquo;de forma exclusivaerdquo;, deixando de processar o petróleo como refinaria. Uma resolução da ANP permite que refinadores possam exercer formulação, mas de forma eldquo;não exclusivaerdquo;: a refinaria não poderia deixar de refinar petróleo para fazer formulação de combustíveis. Documento da agência ao qual o Valor teve acesso, confirmado pela ANP, diz que a Ream comunicou o religamento de uma das unidades por 12 dias, a partir de 26 de agosto deste ano, para processar 6 mil metros cúbicos de um tipo específico de petróleo e que desativaria a unidade por até 12 meses. Para ler esta notícia, clique aqui.

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Operador Nacional de Combustíveis é incompatível com mercado brasileiro, diz IBP

A criação de um Operador Nacional do Sistema de Combustíveis (ONSC) é incompatível com a realidade do mercado brasileiro, disse a diretora executiva de Downstream do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Ana Mandelli, em entrevista ao estúdio eixos na Rio Pipeline eamp; Logistics, na terça-feira (9/9). eldquo;Esse Operador Nacional de Combustíveis foi criado num paralelo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e o nosso mercado não funciona dessa forma. A gente não coloca um elétron num grid [rede] e ele vai passear. Nós dependemos de vários agentes distintos que não têm como trabalhar de maneira conjuntaerdquo;, afirmou Mandelli. O deputado Julio Lopes (PP/RJ) propôs o ONSC em maio do ano passado, no PL 1923/2024. O objetivo é que seja um sistema automatizado de monitoramento de combustíveis para combater fraudes com participação de agentes do setor. A matéria aguarda votação na Comissão de Minas e Energia após o deputado Júnior Ferrari (PSD/PA) apresentar relatório pela aprovação do projeto, com substitutivo. A diretora do IBP defende que outras ferramentas são mais efetivas, como o compartilhamento de notas fiscais entre Secretarias de Fazenda e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) eldquo;Essa sim é uma ferramenta extremamente importante para que a ANP possa seguir o trabalho dela de forma mais profunda e identificar com muito mais velocidade. O que ela já vem fazendo hoje ali com as poucas ferramentas que ela temerdquo;, disse. O tema está em discussão na Câmara dos Deputados por meio do projeto de lei das Notas Fiscais (PL 109/25), que autoriza a ANP a acessar dados da Receita Federal para combater sonegação. Mandelli abordou ainda a expectativa do setor sobre a regulamentação do mandato de combustível sustentável de aviação (SAF) e a dificuldade de descarbonizar a aviação. Veja a seguir os principais temas abordados na entrevista: Logística no mercado de petróleo e gás; Operação Carbono Oculto; Importância da atuação da ANP na fiscalização do mercado de combustíveis; Importância do decreto de regulamentação do Combustível do Futuro no mandato de SAF.

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Petrobras realiza primeiros testes de SAF em refinaria

A refinaria Henrique Lage (Revap) da Petrobras, em São José dos Campos (SP), realizou os primeiros testes para a produção de SAF, o combustível sustentável de aviação, a partir do processamento conjunto de óleo vegetal em mistura com petróleo. A ideia é que, futuramente, esse SAF substitua o querosene convencional sem necessidade de modificações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento. Segundo o gerente geral da Revap, Alexandre Coelho Cavalcanti, a mistura exige um investimento menor porque usa ativos existentes. A partir de 2027, as companhias aéreas no Brasil deverão começar a usar, obrigatoriamente, esse tipo de combustível, com base na Lei do Combustível do Futuro e da fase obrigatória do CORSIA, programa da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) para redução e compensação de emissões de CO2 provenientes dos voos internacionais. Recentemente, a refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, obteve a autorização da ANP para incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável na produção de SAF. A previsão é que, a partir dos próximos meses, a refinaria inicie a produção para comercializar.

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IPCA registra deflação, puxada por energia, alimentos e transportes

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de agosto ficou em -0,11%, 0,37 ponto porcentual abaixo da taxa de 0,26% registrada em julho. É a primeira deflação mensal desde agosto do ano passado. O resultado da inflação oficial ficou um pouco abaixo da mediana das projeções do mercado, de recuo de 0,16%, dentro de um intervalo de -0,27% a -0,07%. Especialistas afirmam, porém, que o resultado é transitório e não há indicativo de uma melhora estrutural nos preços ( mais informações na pág. B2). No ano, o IPCA acumula alta de 3,15% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,13%, abaixo dos 5,23% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2024, a variação havia sido de -0,02%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima (4,5%) ou para baixo (1,5%). De acordo com o IBGE, no mês passado, cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados vieram com variação negativa, destacando-se os três de maior peso no índice: habitação (-0,90%), alimentação e bebidas (-0,46%) e transportes (-0,27%). No lado das No ano, o IPCA acumula alta de 3,15% e, nos últimos 12 meses, o índice sobe 5,13% altas, as variações ficaram entre o 0,75% de educação e o 0,40% de despesas pessoais. No caso do grupo habitação, a queda registrada no mês significa o menor resultado para um mês de agosto desde o início do Plano Real, segundo o instituto. Para essa queda, houve a contribuição decisiva da energia elétrica residencial, que registrou queda de 4,21% em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu (um repasse que ocorre quando há saldo positivo na Conta de Comercialização da Energia Elétrica da usina), creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. eldquo;Ressalta-se que, em agosto, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 kWh consumidoserdquo;, diz o IBGE. O grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso no índice, apresentou queda na média de preços pelo terceiro mês consecutivo (-0,18% em junho e -0,27% em julho). eldquo;A queda de agosto foi influenciada pela alimentação no domicílio, que caiu 0,83%, após a redução de 0,69% em julho, com destaque para as quedas do tomate (-13,39%), da batata-inglesa (-8,59%), da cebola (8,69%), do arroz (-2,61%) e do café moído (-2,17%)erdquo;, informa a nota do IBGE. A alimentação fora do domicílio registrou desaceleração na passagem de julho (0,87%) para agosto (0,50%). O subitem lanche saiu de 1,90% em julho para 0,83% em agosto, e a refeição foi de 0,44% em julho para 0,35% em agosto. Ainda de acordo com o IBGE, a variação no grupo transportes (-0,27%) reflete a queda nas passagens aéreas (-2,44%) e nos combustíveis (-0,89%). ebull;

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