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Iveco anuncia investimento de R$ 510 milhões até 2028 em pesquisa e inovação

A fabricante de caminhões italiana Iveco anunciou nesta quinta-feira (2) investimentos de R$ 510 milhões até 2028, para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos no país. O montante soma-se ao aporte de R$ 93 milhões anunciando recentemente na construção de um novo centro logístico em Pouso Alegre (MG). A nova fase de aportes complementa o ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão, aplicados entre 2020 e 2025, em renovação de fábrica, contratação de empregados e desenvolvimento de produtos com motores Euro 6 (motores a diesel que seguem normas europeias para redução de emissões de poluentes, equivalente ao Proconve P8 no Brasil). Clique aqui para continuar a leitura.

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Criação do operador para setor de combustíveis avança na Câmara

A Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados deu andamento, nesta quarta-feira (e#8203;e#8203;1º/10), ao PL 1923/24, que cria um Operador Nacional do Sistema de Combustíveis (ONSC). A matéria teve pedido de vistas após a leitura do relatório, mas com promessa de que o texto volte para a pauta na próxima semana e depois siga para o plenário. A iniciativa ganhou fôlego após a operação Carbono Oculto e Cadeia de Carbono, ações da Polícia e Receita Federal, bem como fiscalizações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O debate sobre a proposta é antiga, mas a matéria ganhou propulsão e foi elencada como prioridade pelas Frentes Parlamentares do Biodiesel (FPBio), da Agropecuária (FPA), do Empreendedorismo (FPE) e do Etanol. A criação do ONSC é um tema polêmico. Um novo órgão, que seria criado com inspiração no Operador Nacional do Sistema (ONS), não é unanimidade no governo. O ministro de Minas e Energia já elogiou a proposta e chegou a dizer que o governo trabalhava em um desenho próprio para ser enviado ao Congresso. Mas a equipe econômica e a ANP não seguem o mesmo entendimento. No caso da agência reguladora, há um receio de que o operador possa esvaziar sua a área de fiscalização. Entidades setoriais, como a Confederação Nacional dos Transportes, pontuam que toda a operação podem significar custos que seria, eventualmente, repassados aos consumidores. O parecer de Junior Ferrari (PSD-PA) sobre o ONSC estabelece um sistema digital para detecção em tempo real de combustíveis com elementos ou misturas inadequadas nas bombas dos postos de gasolina. As movimentações seriam analisadas pela Auditoria de Movimentação de Combustíveis (AMC). Para trabalhar em fraudes fiscais, o texto prevê autorização para o compartilhamento entre dados fiscais, incluindo notas eletrônicas, entre as Fazendas estaduais, dos municípios, do Distrito Federal e a ANP. Com a mudança, as bombas se tornariam automáticas, fiscalizando também operações volumétricos. Todos os gastos previstos com pessoal, capacitação e novos sistemas seriam custeados com recursos dos membros associados, da arrecadação das infrações e uma taxa de fiscalização do setor de combustíveis emdash; com teto de valores que representem metade do custeio total do Operador emdash;, segundo o último relatório apresentado. O pedido de vista coletiva foi encabeçado pelos deputados Beto Ferreira (PSDB-MS), Danilo Forte (União-CE), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Max Lemos PDT-RJ) e Paulo Magalhães (PSD-BA). É possível que haja alterações no texto até a próxima semana, já que o relator deve conversar com outros parlamentares. A ideia do deputado é levar o projeto direto para a votação do plenário da Câmara, mas o acordo para aprovação da urgência ainda precisa passar pelo colégio de líderes. O deputado Daniel Forte elogiou a proposta e vê necessidade em aprovar um método adicional de fiscalização. eldquo;Estamos aqui vendo o crescimento do crime organizado no setor de combustível, que já é uma realidade constatada nas investigações policiais do país. [...] Se tudo isso já não bastasse para que a gente pudesse ter um olhar maior sobre esse projeto, tem agora essa questão do metanol, da substituição por materiais tóxicos que estão causando o risco à saúde das pessoas de importar de forma ilegal e sem o menor controle", relatou durante a Comissão. Projeto que dava acesso da ANP a informações é aprovado com maior restrição A sessão da CME de hoje aprovou o PL 109/25, relatado por Tião Medeiros (PP-PR). A matéria restringe o acesso da ANP somente a informações relativas ao volume e natureza das operações. É uma versão desidratada do projeto original, apresentado pelo deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), que previa acesso a informações sobre produção, comercialização, movimentação, estoques e preços de combustíveis para ajudar a fiscalização no setor de combustíveis. A justificativa apresentada pelo relator para alterar o escopo das informações acessadas pela agência foi proteger dados sensíveis das empresas. Os autores da matéria estudavam apresentar relatório alternativo para preservar o teor do texto original, mas acabaram aceitando as mudanças propostas pelo relator para diminuir as chances de vetos à matéria pelo Executivo. eldquo;Hoje o que é possível vencer nesta comissão é o relatório do Tião. Feito o relatório do deputado Tião e ele entrando em funcionamento, nós vamos ver qual é a repercussão disso no mercado. Esses dois dados importantes [volume e natureza das operações], eles estabelecem claramente duas coisas. Se o cidadão não comprou, não pode ter vendidoerdquo;, afirmou Moreira.

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Petróleo fecha em queda pelo quarto dia seguido, sob expectativa para reunião da Opep

Os contratos futuros de petróleo fecharam a quinta-feira, 2, em queda pela quarta sessão consecutiva, ainda pressionados pelas expectativas de que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decida aumentar a produção novamente em sua reunião de domingo. Investidores também monitoraram o segundo dia de paralisação do governo dos EUA e as tensões geopolíticas globais. O petróleo WTI para novembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 2,10% (US$ 1,30), a US$ 60,48 o barril. Já o Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), perdeu 1,89% (US$ 1,24), a US$ 64,11 o barril. Para a Capital Economics, a Opep+ provavelmente concordará com uma reversão adicional dos cortes na produção de petróleo em novembro e há sinais de que esse pode ser um dos ajustes mais agressivos até agora. eldquo;O maior fator de oscilação no mercado continua sendo a política de ofertaerdquo;, destaca a Pepperstone. As perdas da commodity, contudo, são limitadas por preocupações de interrupções no fornecimento russo após a notícia de que os EUA fornecerão à Ucrânia apoio de inteligência para ataques de longo alcance, acrescenta a corretora. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alertou nesta quinta que a eventual entrega de mísseis à Kiev representaria uma escalada significativa no conflito com os russos. Na quarta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que um petroleiro imobilizado na costa atlântica da França cometeu eldquo;infrações muito graveserdquo; e o vinculou à chamada eldquo;frota sombraerdquo; da Rússia. Entre outros destaques do setor, a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, anunciou que comprará a unidade petroquímica da Occidental Petroleum por US$ 9,7 bilhões, enquanto a Etiópia iniciou a construção de sua primeira refinaria de petróleo, um projeto de US$ 2,5 bilhões que está sendo construído pelo Golden Concord Group da China. *Com informações da Dow Jones Newswires (Estadão Conteúdo)

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Brasil tem potencial para liderar combustíveis verdes em aviação

A aviação e a navegação estão entre os setores que mais desafiam a luta contra a crise climática. Juntos, respondem por 5% das emissões globais de COe#8322;. O impacto é impulsionado, principalmente, pelo uso de combustíveis fósseis, segundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU). eldquo;Há uma pressão internacional pela descarbonização das frotas de aeronaves e navios. Onde alguns países e empresas veem desafio, o BNDES enxerga uma oportunidade para desenvolver uma cadeia de fornecedores brasileiros, com a geração de emprego e renda dentro do território nacional.erdquo; - Aloizio Mercadante, presidente do BNDES Considerados de difícil descarbonização, ambos os modais enfrentam metas internacionais rigorosas para atingir emissões líquidas zero até 2050. Para reduzir o impacto ambiental, os avanços em combustíveis sustentáveis derivados de biomassa, resíduos e outras matérias-primas renováveis surgem como alternativa promissora, com a possibilidade de diminuir as emissões em até 90%. eldquo;O Brasil, com histórico em biocombustíveis para transporte terrestre, tem capacidade tecnológica e empresarial para liderar também os setores aéreo e marítimo.erdquo; - José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES No caso do SAF (combustível sustentável de aviação), o Brasil está bem posicionado para ampliar a produção industrial pelas rotas Hefa (óleo vegetal) e ATJ (etanol). Para a navegação, a diversidade de combustíveis é ainda maior, incluindo biodiesel, etanol e e-metanol emdash; eletrocombustível produzido a partir de hidrogênio e COe#8322;. A combinação de eletricidade renovável e COe#8322; biogênico em grande escala coloca o país entre os locais mais competitivos do mundo para produção desses combustíveis. Iniciativa do BNDES e da Finep Para transformar esse potencial em projetos concretos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram, em 2024, uma chamada pública voltada ao desenvolvimento e à implantação de biorrefinarias capazes de produzir combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e alternativas limpas para navegação. A iniciativa fez parte da Política Nova Indústria Brasil, na eldquo;Missão 5: Bioeconomia, descarbonização e transição energéticaerdquo;. Foram recebidas 76 propostas, totalizando R$ 167 bilhões em investimentos potenciais. Destas, 43 voltadas a SAF (R$ 120 bilhões) e 33 para combustíveis marítimos, como e-metanol, amônia verde e Bio-GNL (R$ 47 bilhões). Após análise, 42 projetos foram aprovados, prevendo investimento de R$ 133 bilhões. Segundo o diretor José Luis Gordon, o BNDES busca viabilizar o maior número possível de projetos, incentivando a cooperação empresarial para fortalecer estruturas financeiras e reduzir riscos. Impactos econômicos e sociais Além dos benefícios ambientais, os biocombustíveis têm grande impacto econômico. A agroindústria de bioenergia gera quase seis vezes mais empregos que a indústria do petróleo, considerando pessoal empregado por volume de energia produzido. A expansão do etanol de milho, por exemplo, aumentou em mais de 30% o volume processado no país, estimulando toda a cadeia industrial e agregando valor aos produtos agrícolas. Os biocombustíveis de segunda geração, como etanol 2G e biometano, também permitem maior produtividade por hectare sem ampliar a área agrícola. Investindo neles, o Brasil se posiciona como potencial produtor e exportador de tecnologias e combustíveis sustentáveis. Protagonismo global O país atua internacionalmente para reduzir barreiras comerciais aos biocombustíveis, participando de fóruns como a Plataforma para o Biofuturo e a Aliança Global para os Biocombustíveis. Segundo Gordon, há grande potencial para que o Brasil se torne um dos principais exportadores de bioquerosene e biocombustíveis marítimos, combinando crescimento econômico, geração de empregos e metas globais de descarbonização até 2050. Um desafio detectado é a instabilidade geopolítica atual e questões regulatórias internacionais pendentes, que podem levar as empresas a reavaliar o momento da realização dos investimentos em função dos altos custos envolvidos.

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Rodovias: em setembro, Dutra tem a gasolina mais barata, aponta IPTL

De acordo com o mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o cenário de economia para os motoristas que transitaram pelas principais rodovias do Brasil emdash; Régis Bittencourt, Presidente Dutra, BR-101 e Fernão Dias emdash; apresentou novas configurações em setembro. A Fernão Dias fechou o mês como a mais vantajosa para veículos a diesel, registrando os menores preços do País para ambos os tipos: R$ 5,91 para o comum, após alta de 0,17% em relação a agosto, e R$ 6,03 para o S-10, depois de recuo de 0,17%. Para os veículos leves, a Presidente Dutra foi a melhor opção, comercializando o etanol mais barato, a R$ 4,44 (+1,60%), e a gasolina com a média mais baixa, a R$ 6,13 (+0,49%). Já a BR-101 seguiu, em setembro, apresentando os maiores preços médios para todos os combustíveis. Na rodovia, o diesel comum foi encontrado em média por R$ 6,12 (-0,16%) e o S-10 por R$ 6,25 (+0,32%). A gasolina manteve a estabilidade de preço, sendo comercializada a R$ 6,38, e o etanol foi vendido a R$ 4,89, com uma leve alta de 0,20%. eldquo;Setembro reforça a BR-101 como a rota de maior custo para o abastecimento, uma tendência já observada em nossos levantamentos. A novidade é a consolidação da Presidente Dutra como o trecho mais econômico para veículos leves, oferecendo tanto o etanol quanto a gasolina mais baratos do período. Enquanto isso, a Fernão Dias se mantém como um porto seguro para os caminhoneiros, com os preços de diesel mais competitivos. Essa especialização das rotas, onde uma é mais vantajosa para diesel e outra para combustíveis leves, evidencia como as dinâmicas de preço regionais exigem do motorista uma estratégia cada vez mais apurada para otimizar seus custoserdquo;, analisa Renato Mascarenhas, diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade. O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

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Etanol sobe 3% em setembro em SP, enquanto gasolina fica estável

O etanol comum subiu 3,0%, passando de R$ 3,94 para R$ 4,05 por litro, liderando a alta no mês. Já o etanol aditivado registrou aumento de 1,4%, de R$ 4,52 para R$ 4,58. O movimento acontece em meio à retomada da inflação, após o IPCA-15 avançar 0,48% em setembro, revertendo a deflação de 0,14% em agosto. Gasolina mostra estabilidade A gasolina teve comportamento mais estável. A comum subiu 0,6%, variando de R$ 5,93 para R$ 5,96, enquanto a gasolina aditivada manteve o preço médio em R$ 6,47. A pouca variação sugere um momento de equilíbrio no mercado, em contraste com as oscilações do etanol e do diesel. Diesel aditivado registra queda O diesel apresentou trajetórias distintas. O comum permaneceu em R$ 6,18 por litro, mas o aditivado caiu 2,5%, de R$ 6,21 para R$ 6,06. O recuo pode indicar ajustes na demanda ou promoções em determinadas regiões, em um momento em que o transporte rodoviário segue pressionando custos logísticos. Diferenças regionais chegam a quase R$ 1 O levantamento revelou diferenças significativas entre zonas da capital paulista, com variações de até R$ 0,95 por litro. O diesel aditivado, por exemplo, foi encontrado a R$ 5,99 na Zona Sul e R$ 6,25 na Zona Oeste. Já a gasolina aditivada variou de R$ 5,75 na Zona Norte a R$ 6,70 na Zona Sul. No caso do etanol comum, os preços oscilaram entre R$ 3,81 na Zona Norte e R$ 4,15 na Zona Leste. Volume expressivo abastece análise Os dados do Sem Parar consideram mais de 20 milhões de litros abastecidos na capital entre agosto e setembro de 2025, reforçando a relevância estatística do levantamento. Para o consumidor, acompanhar essas diferenças pode significar economia no bolso, especialmente em um momento de retomada da inflação. (Guia do Carro)

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