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Distribuidoras aumentam preço dos combustíveis acima do permitido

Depois da volta da oneração parcial dos combustíveis, tem Procon de olho nos preços. Na Paraíba, por exemplo, várias operações estão em busca de distribuidoras que estão abusando dos preços nas bombas. Uma delas, a Vibra Energia, representante da Bandeira BR foi autuada e a multa pode chegar a R$ 5 milhões. A fiscalização chegou até ela por uma denúncia anônima, mas o fato foi constatado: desde o dia 25, a empresa tinha aumentado o valor da gasolina comum em mais de 68 centavos, como explica titular do Procon-JP, Rougger Guerra. Foi aberto o prazo para defesa. A reportagem procurou a Vibra Energia, que disse que não iria comentar o caso. Mas essa não foi a única prática constatada pelo Procon não. Tem também sonegação de informações. A distribuidora Raizen, que representa a Shell no Brasil, foi autuada por se recusar a prestar informações sobre o sistema de compra e sobre o volume de combustível por parte dos postos. Essa recusa, segundo o Procon da Paraíba, pode ser um indício de tentativa de aumento da margem de lucro. E para justificar o novo valor do combustível já com o preço reajustado, o novo preço que está valendo desde ontem. Nesse caso, a multa pode chegar a R$ 2 milhões. No caso de João Pessoa, a ideia do Procon é fiscalizar 100% dos postos. Um balanço final da operação será divulgado na semana que vem. Até lá, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor vai estar nas ruas para coibir essas práticas.

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Tebet: reoneração de combustíveis é estratégia para redução de juros

A volta dos impostos sobre os combustíveis de forma parcial foi uma estratégia para possibilitar a redução dos juros pelo Banco Central no curto prazo. Essa é a avaliação da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Segundo ela, com a decisão, o governo mostra que fez o dever de casa. "Se você reonera 100%, você tem um impacto imediato muito forte na inflação. Consequentemente, você dificulta a possibilidade de uma diminuição do teto de juros à pequeno prazo, que é o que nós queremos. O que estamos fazendo é um esforço concentrado para mostrar para o Banco Central, para a próxima reunião do Copom, de que o problema da inflação não é demanda". O presidente do Conselho Federal de Economia, Paulo Dantas da Costa, não vê, a princípio, relação entre os preços dos combustíveis e a taxa de juros. Ele diz que a reoneração é importante para as contas públicas e que o Brasil sempre tributou bens e serviços. "E nesse particular, no caso dos combustíveis, são bens que tem uma importância, tem uma dimensão econômica extraordinária. Neste particular, então, a tributação sobre este tipo de movimentação econômica é absolutamente natural". Para o economista do Observatório Social do Petróleo, Eric Gil Dantas, uma mudança na política de preços da Petrobras, deixando-a mais equilibrada, poderia tornar os combustíveis mais baratos. "Na minha avaliação, a política que pode mais impactar o preço da gasolina seria sim a mudança do PPI (Preço de Paridade Internacional) para algo mais intermediário, entre os custos reais de produção da Petrobras e os preços internacionais". O Ministério da Fazenda anunciou nessa terça (1º) a reoneração da gasolina e do etanol. A gasolina subiria R$ 0,47 centavos e o etanol, R$ 0,02. No mesmo dia, a Petrobras reduziu em R$ 0,13 o valor da gasolina A - assim, o aumento final no combustível seria de R$ 0,34.

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Petróleo fecha em alta, com foco em recuperação da demanda da China

Os contratos futuros mais líquidos do petróleo avançaram pela terceira sessão consecutiva, ainda sustentados pelas expectativas da recuperação econômica da China, apesar de um dólar forte. Durante o pregão, a commodity chegou a perder força com a inflação da zona do euro acima do esperado, mas conseguiu manter fôlego e fechar no azul. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,60% (US$ 0,47), a US$ 78,16 o barril, enquanto o Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em alta de 0,52% (US$ 0,44), a US$ 84,75 o barril. Segundo o analista Edward Moya, da Oanda, o rali atual do petróleo está sendo conduzido pelas expectativas de uma recuperação econômica da China, que daria força para a demanda da commodity. Na visão dele, a melhoria nas previsões pode inclusive levar o WTI de volta ao nível de US$ 80 o barril, a depender da evolução do dólar ante outras moedas. Na mesma linha, a CMC Markets avalia que a eldquo;demanda chinesa parece estar sendo saciada pelas importações marítimas de petróleo russo, já que os preços mais baratos estimulam as importações recordes. Os estoques de petróleo bruto dos EUA também estão ajudando a manter os preços sob controleerdquo;. Entretanto, Moya chama atenção para as perspectivas de um Federal Reserve (Fed) mais agressivo, que pode levar os Estados Unidos a uma recessão, talvez maior que a expectativa. eldquo;Outro golpe contra o petróleo são as perspectivas de inflação para a zona do euro, que também podem forçar o Banco Central Europeu (BCE) a ser ainda mais agressivo com o aperto, assim como o Federdquo;, aponta o analista. A Capital Economics acredita que a recuperação da China e as quedas na produção da Rússia deverão aumentar os preços do óleo no quarto trimestre de 2023, com o Brent subindo para US$ 95 por barril no final do ano. A expectativa da consultoria é que a produção do petróleo russo caia 700 mil, para 900 mil barris por dia ao longo do ano. eldquo;Embora as exportações de petróleo tenham se mantido até agora, o corte voluntário de 500 mil de bpd na produção de petróleo em março é provavelmente um reconhecimento de que a exportação de produtos petrolíferos será difícil sem acesso aos mercados da UEerdquo;, acrescenta a Capital Economics.

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Unica comenta a reoneração dos combustíveis e fala sobre o papel do etanol

Na última terça-feira (28) foi confirmado pelo Ministério da Fazenda a reoneração da gasolina e do etanol. Em entrevista exclusiva concedida à equipe do Canal Rural, o presidente da Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, Evandro Gussi, comemorou o modelo anunciado e falou da importância do setor para o Brasil. Evandro Gussi destacou que houve restauração na justiça econômica e ambiental, uma vez que o incentivo à produção do etanol é amparada pela Constituição Brasileira, por ser considerado um combustível limpo. eldquo;Houve uma restauração da justiça social, da justiça econômica, jurídica e ambiental no Brasil. A história de uma diferença tributária no Brasil já é uma coisa relativamente antiga no Brasil, que havia sido suprimida nos últimos tempos, com danos enormes ao setor, danos ao meio ambiente, como um estudo recente da Fundação Getúlio Vargas mostra, que no ano passado nós já tivemos emissões de gases causadores de efeito estufa aumentadas e incrementadas em virtude dessa medida de subsidiar a gasolinaerdquo;, declara o presidente. Gussi acrescentou que o modelo adotado trouxe alívio e esperança à cadeia produtiva, e que o etanol brasileiro é exemplo para todo o planeta. eldquo;Hoje o Brasil é um dos players mais bem posicionados em termos de oferta de energia de baixo carbono, que é uma das maiores demandas do mundo. Hoje o mundo tem entre as suas principais demandas energia de baixo carbono. Energia limpa, renovável e capaz de contribuir para que a gente evite as catástrofes das mudanças climáticas, fruto do aquecimento globalerdquo;, disse o presidente. eldquo;Falando aqui especificamente sobre a cadeia do etanol, a gente é uma grande esperança para o mundo. É uma indústria que se consolidou no Brasil, que aprendeu a fazer isso, que ajudou a desenvolver uma indústria automotiva extremamente relevante, que tem sido inclusive copiada por outros paíseserdquo;, completou. Carro Flex Neste ano, o carro flex completou 20 anos de existência. Evandro Gussi falou do avanço dessa tecnologia em outros modais. eldquo;Primeiro, a gente tem uma consolidação da tecnologia flex, ou seja, ela é uma tecnologia hoje que vem sendo desejada por outros países. Ou seja, toda essa experiência que o Brasil teve nesses últimos 20 anos tem sido buscada e pretendida por outros paíseserdquo;, completou.

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País registra produção recorde de petróleo em janeiro

A produção de petróleo no país em janeiro teve um resultado mensal recorde: 3,274 milhões de barris por dia (bbl/d). Significa um crescimento de 6,5% em relação a dezembro e de 8% na comparação com janeiro de 2022. Os dados fazem parte do boletim mensal divulgado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Antes, o maior volume de petróleo tinha sido registrado em outubro de 2022: 3,148 milhões de bbl/d. A produção de gás natural em janeiro foi de 143,215 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 2,2% na comparação com dezembro e de 4,2% em relação a janeiro do ano passado. Assim, a produção conjunta de gás natural e petróleo foi de 4,175 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). As principais áreas produtoras foram os campos marítimos, que registraram 97,9% do petróleo e 86% do gás natural. A Petrobras foi a maior operadora, seja sozinha ou em conjunto com outras empresas: participou de 89,98% do total produzido. O campo de Tupi, na Bacia de Santos, teve a maior produção do país em janeiro: 804,4 mil bbl/d de petróleo e 38,54 milhões de m³/d de gás natural. Pré-sal As reservas do pré-sal, que incluem 141 poços, foram responsáveis por 75,9% da produção nacional. Foram 3,168 milhões de boe/d em janeiro, sendo 489 milhões de bbl/d de petróleo e 107,8 milhões de m³/d de gás natural. Em relação ao mês anterior, crescimento de 6,1%. Ao considerar janeiro de 2022, a produção subiu 8,8%. O número de janeiro no pré-sal também foi o maior registrado até agora. Antes, o período com a maior marca era outubro de 2022, quando a produção foi de 3,142 milhões de boe/d.

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Preço do etanol cai em 12 estados e sobe em outros 7 e no DF, mostra ANP

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 12 estados, subiram em sete e no Distrito Federal e ficaram estáveis em seis estados na semana entre 19 e 25 de fevereiro. No Amapá, não houve coleta. O levantamento é da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol cedeu 0,26% na semana em relação à anterior, de R$ 3,80 para R$ 3,79 o litro. Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média caiu 0,27% na semana, de R$ 3,70 para R$ 3,69. Mato Grosso foi o estado que apresentou a maior queda porcentual, de 2,38%, de R$ 3,36 para R$ 3,28 o litro. O Tocantins foi o estado com o maior avanço de preços na semana, de 2,80%, de R$ 4,28 para R$ 4,40 o litro. O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,09 o litro, em São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais. O maior preço estadual, de R$ 6,77, foi registrado em Minas Gerais. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,28, foi observado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi registrado em Roraima, com R$ 4,87 o litro. Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País caiu 1,56%. O estado com maior alta porcentual no período foi o Rio Grande do Norte, com 6,49% de aumento no período, de R$ 4,16 para R$ 4,43 o litro. A maior baixa porcentual ocorreu em Mato Grosso (-6,29%), de R$ 3,50 para R$ 3,28. Etanol x gasolina O etanol ficou competitivo em relação à gasolina somente no estado do Amazonas na semana entre 19 e 25 de fevereiro. No restante dos Estados e no Distrito Federal, continuava mais vantajoso abastecer o carro com gasolina. Conforme levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas, referente à semana passada, na média dos postos pesquisados no país, o etanol está com paridade de 74,61% ante a gasolina, portanto desfavorável em comparação com o derivado do petróleo. No Amazonas, a paridade estava em 69,71%. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

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