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Preço do barril e ações de petrolíferas dos EUA sobem após ataque à Venezuela

Preço do barril e ações de petrolíferas dos EUA sobem após ataque à Venezuela

O preço do barril de petróleo subiu quase 2% e ações de petrolíferas americanas subiram mais de 5% nesta segunda-feira (5) após os ataques dos Estados Unidos à Venezuela que levaram à captura do ditador Nicolás Maduro. Investidores apostam que a ação de Washington poderá abrir caminho para que empresas americanas tenham acesso às reservas de petróleo do país, as maiores do mundo. Um embargo dos EUA ao petróleo venezuelano, no entanto, segue em vigor, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump. As ações da Chevron, a única grande empresa dos EUA que atualmente opera nos campos de petróleo da Venezuela, subiram 5,1%. Já o índice de empresas de energia do Seamp;P 500 subiu ao maior nível desde março de 2025 e avançou 2,6%, com gigantes como Exxon Mobil também em alta de 2,2%. No Brasil, as ações da Petrobras recuaram 1,5% com a percepção de que a concorrência no mercado latino-americano vai aumentar. O Ibovespa fechou em alta de 0,93%. Já os contratos do barril de petróleo Brent, referência mundial, e do WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, chegaram a cair nas primeiras horas do dia, mas a tendência se reverteu. O Brent e o WTI subiram, respectivamente, 1,66% e 1,75%. Empresas de defesa também avançaram após a ação militar americana. A Lockheed Martin subiu 2,9% e a General Dynamics ganhou 3,5%, enquanto o índice aeroespacial e de defesa do Seamp;P 500 avançou 3,8%, atingindo um recorde. O índice Dow Jones teve alta de 1,2%. "As ações de energia estão se beneficiando muito da expectativa de que o presidente Trump pretende permitir que elas façam mais investimentos na Venezuela e, no fim das contas, ganhem mais dinheiro", disse Rob Haworth, estrategista sênior de investimentos do U.S. Bank Wealth Management, em Seattle. "A ausência de tropas permanentes no terreno, o fato de não estarmos envolvidos de forma duradoura, significa que os mercados acionários mais amplos conseguem deixar de lado temores de um engajamento prolongado", afirmou Haworth. No sábado (3), o presidente Donald Trump anunciou que governará a Venezuela até o término do processo de transição. Segundo ele, o petróleo venezuelano será explorado por empresas americanas e "voltará a fluir" com petroleiras dos EUA à frente das operações e da infraestrutura do país. No domingo (4), membros da Opep+ decidiram manter estável a produção de petróleo, apesar de tensões políticas entre dois dos principais membros do grupo, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e do ataque feito pelos Estados Unidos à Venezuela. A reunião ocorre após os preços do petróleo terem caído mais de 18% em 2025 emdash;a maior queda anual desde 2020emdash;, em meio a crescentes preocupações com o excesso de oferta. Esse excedente pode ajudar a controlar o choque disparado pela crise entre Estados Unidos e Venezuela. A exportação de petróleo da Venezuela representa cerca de 90% das exportações do país, tendo a China como a grande compradora. "Mas para a China, o petróleo venezuelano não é tão importante porque representava muito pouco do seu consumo. O país pode suprir essa falta sem dificuldade", afirma David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo). A Venezuela produzia até 3,5 milhões de barris por dia na década de 1970, respondendo por mais de 7% da produção global. A produção caiu para menos de 2 milhões de barris diários na década de 2010 e atingiu uma média de cerca de 1,1 milhão no ano passado, ou aproximadamente 1% da oferta global, após anos de subinvestimento e sanções. O petróleo venezuelano é um petróleo heavy sour com alto teor de enxofre, o que o torna adequado para a produção de diesel e combustíveis mais pesados, embora com margens menores em comparação com outros tipos, principalmente os do Oriente Médio. "Esse tipo de petróleo se alinha bem com a configuração das refinarias da Costa do Golfo dos EUA, que historicamente foram projetadas para processar esses tipos de petróleo", disse Ahmad Assiri, estrategista de pesquisa da Pepperstone. A presença atual da Chevron na Venezuela, sob uma isenção dos EUA, posicionou-a como uma possível primeira beneficiária de qualquer mudança de política, enquanto as refinarias ganham com a maior disponibilidade de petróleo pesado mais perto de casa. As principais Bolsas também operavam em alta. Na China, o índice SSEC, em Xangai, ultrapassou os 4.000 pontos, fechando o dia com valorização de 1,4%. Já o CSI300, que reúne as principais empresas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,9%. Na Europa, o índice STOXX, da União Europeia, fechou em alta de 0,94%, superando a casa dos 600 pontos, com as Bolsas de Londres (0,54%), Paris (0,20%), Milão (1,04%), Frankfurt (1,34%) e Madri (0,70%), seguindo a mesma tendência. As ações de defesa lideraram os ganhos na Europa após os ataques terem alimentado novas preocupações sobre riscos geopolíticos. Os títulos emitidos pelo governo do país sul-americano e pela empresa estatal de petróleo PDVSA chegaram a subir até US$ 0,08, ou cerca de 20%, no início do pregão europeu, com analistas prevendo mais ganhos. "Os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025, mas ainda devem apresentar um forte salto emdash;de até dez pontosemdash; no início da sessão desta segunda-feira", disseram analistas do JPMorgan em nota a clientes. Os movimentos desta segunda-feira levaram o título de 2031 da Venezuela para quase US$ 0,40, mostraram dados da Tradeweb, com a maioria dos outros subindo entre US$ 0,35 e US$ 0,38 e a dívida da PDVSA avançando mais de US$ 0,06, para quase US$ 0,30. "A remoção do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA provavelmente não terá consequências econômicas significativas no curto prazo para a economia global", afirmou Neil Shearing da Capital Economics.

Petrobras assina acordo com Vale para fornecer diesel S10 com mais biodiesel

Petrobras assina acordo com Vale para fornecer diesel S10 com mais biodiesel

A Petrobras assinou acordo com a Vale para fornecer diesel S10, já com adição de 15% de biodiesel, para operações da mineradora em Minas Gerais, como parte de uma estratégia da estatal que busca a reaproximação com consumidores finais de seus produtos, após a venda da BR Distribuidora no governo anterior. A Petrobras não revelou valores e volumes envolvidos. O contrato também prevê oportunidades de desenvolvimento de negócios em baixo carbono com a Vale, como a possibilidade de compra e venda de Diesel R, com conteúdo renovável, e possíveis tratativas para o fornecimento de HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), afirmou a estatal em nota divulgada nesta segunda-feira (5). Além da Vale, a Petrobras tem atuado para vender para o agronegócio e outros grandes consumidores do mercado, segundo declarações anteriores de executivos da companhia. "Ao oferecer combustíveis de alto desempenho e, também, capazes de colaborar com as metas de descarbonização das empresas, a Petrobras aperfeiçoa sua estrutura logística e capacidade de produzir para clientes de relevância internacional", disse a presidente da empresa, Magda Chambriard. O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que o contrato "consolida uma relação de confiança" e cria espaço para a exploração de soluções que contribuam para que as operações da mineradora sejam "cada vez mais eficientes e sustentáveis". (Reuters)

Bahia descarta novos casos de metanol após intoxicação e morte em Ribeira do Pombal

Bahia descarta novos casos de metanol após intoxicação e morte em Ribeira do Pombal

A secretaria estadual de Saúde da Bahia anunciou nesta segunda-feira (5) que não há casos novos de intoxicação por metanol no estado, após a confirmação de sete pessoas intoxicadas na cidade de Ribeira do Pombal, a 278 km de Salvador. Uma delas, um homem de 31 anos, morreu na sexta-feira (2). Segundo o governo baiano, além dos sete casos confirmados na mesma cidade, oito eram considerados suspeitos no estado, mas todos foram descartados após investigação. Em Ribeira do Pombal, a venda de bebidas alcoólicas destiladas volta a ser permitida nesta segunda, após proibição da prefeitura. O município havia proibido a venda e o consumo das bebidas no período entre 31 de dezembro e 5 de janeiro. O decreto valia para bares, restaurantes, eventos públicos e privados e comércio ambulante. O Ministério da Saúde enviou na virada do ano 100 unidades de fomepizol à Bahia. A substância é utilizada em casos de intoxicação e o tratamento ocorre com quatro ou cinco unidades do medicamento a cada paciente, a depender do peso. Outra possibilidade de antídoto para o metanol é o etanol. Das sete pessoas contaminadas, seis eram mulheres e participavam de uma festa de noivado. O grupo teve sintomas semelhantes após consumir bebida alcoólica, como vômitos, náuseas, tonturas, sensação de desmaios, falta de ar e visão turva. Das seis vítimas sobrev iventes, quatro tiveram alta hospitalar, e duas seguem internadas no Instituto Couto Maia, em Salvador. O metanol é uma substância química tóxica, encontrada em produtos como anticongelante e limpador de para-brisa, que tem aparência e gosto semelhantes ao álcool comum, tornando sua identificação no consumo quase impossível. Os registros de intoxicação por metanol, que causaram mortes e danos graves à saúde, como cegueira, aconteceram a partir de agosto em diferentes estados do Brasil. Em caso de suspeita de intoxicação, a busca por atendimento médico deve ser imediata, pois os sintomas emdash;como fortes dores abdominais, tontura e confusão mentalemdash; exigem tratamento nas primeiras seis horas para evitar complicações.

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