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Volkswagen testa biodiesel B100 e aposta no agora da descarbonização

Volkswagen testa biodiesel B100 e aposta no agora da descarbonização

A Volkswagen Caminhões e Ônibus avança de forma consistente nos testes em campo com veículos movidos a B100 endash; combustível 100% biodiesel endash; e reforça sua estratégia de longo prazo voltada à descarbonização do transporte de cargas no Brasil. Com mais de 500 mil quilômetros já percorridos em operações reais, a montadora amplia o escopo das avaliações para todas as famílias de caminhões do portfólio, dos leves Delivery, passando pelos médios Constellation até os extrapesados Meteor. Os testes envolvem biodiesel de origem vegetal e animal e são feitos, majoritariamente, em parceria com clientes, dentro de suas próprias rotinas operacionais. A proposta é clara: validar o desempenho do B100 tanto em operações urbanas quanto em percursos rodoviários de médias e longas distâncias, aproximando o desenvolvimento tecnológico da realidade do transporte brasileiro. Produzido a partir da transesterificação de óleos vegetais ou gorduras animais, o B100 se apresenta como uma alternativa renovável ao diesel fóssil, com potencial de redução expressiva das emissões de gases de efeito estufa. Estudos indicam diminuição de até 99% nas emissões de COe#8322;, além da eliminação total do enxofre e do ganho em lubricidade endash; fator que contribui para a proteção do sistema de injeção dos motores. Ao mesmo tempo, o uso do combustível impõe desafios técnicos. A maior sensibilidade a baixas temperaturas, a possibilidade de contaminação microbiológica e a necessidade de adaptações em vedações, componentes e software do motor exigem acompanhamento rigoroso. Segundo a montadora, esses pontos fazem parte das avaliações, que incluem testes controlados em bancos de prova e análises detalhadas em campo. eldquo;Com mais de 500 mil quilômetros percorridos em análises, além de vários testes controlados em bancos de prova de performance e emissões, buscamos compreender a eficiência desse tipo de combustível aplicado à realidade da operação rodoviáriaerdquo;, afirma Rodrigo Chaves, vice-presidente de Engenharia e diretor de Tecnologia da Volkswagen Caminhões e Ônibus. De acordo com Chaves, os resultados indicam operação estável, boa eficiência energética e desempenho equivalente ao dos veículos movidos a diesel convencional. Para viabilizar os testes e garantir a disponibilidade dos caminhões, a Volkswagen estruturou uma equipe técnica especializada, responsável por acompanhar os clientes, apoiar o desenvolvimento da infraestrutura de armazenamento e logística do combustível e implantar um plano de manutenção específico. O monitoramento de itens críticos, como filtros e motor, integra esse processo, com foco em confiabilidade e durabilidade. A iniciativa se insere em um contexto mais amplo do setor. O B100 está em fase de testes avançados no Brasil, com a participação de fabricantes e produtores de biocombustíveis, e se alinha a políticas públicas como o Projeto de Lei do Combustível do Futuro. Estudos de entidades como a ANP, a Abiove e a EPE indicam que o biodiesel de origem animal pode reduzir em até 75% as emissões de COe#8322; no ciclo do poço à roda, enquanto o produzido a partir da soja pode alcançar até 90% de redução em relação ao diesel fóssil. Para ler esta notícia, clique aqui.

Brasil corre risco de sobretaxa dos EUA por importar diesel da Rússia

Brasil corre risco de sobretaxa dos EUA por importar diesel da Rússia

O Brasil pode ser alvo de tarifas punitivas dos Estados Unidos caso mantenha importações de diesel e outros derivados de petróleo da Rússia, após o senador Lindsey Graham afirmar que o governo de Donald Trump apoia um projeto que prevê sobretaxa mínima de 500% a países que adquiram combustíveis russos. A declaração foi feita pelo autor do Sanctioning Russia Act of 2025, que condiciona a aplicação das medidas a uma determinação formal da Casa Branca. Pelo texto, as tarifas seriam acionadas se o presidente dos EUA concluir que a Rússia se recusa a negociar um acordo de paz com a Ucrânia, viola um entendimento firmado ou inicia uma nova ofensiva militar. Em publicação feita na terça-feira (13/1) no X (antigo Twitter), Graham disse ter conversado com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e defendeu o aumento da pressão sobre Moscou. eldquo;Acredito que seja necessária mais pressão sobre Putinerdquo;, escreveu. O senador acrescentou: eldquo;Sou muito grato pelo trabalho árduo do presidente Trump e de sua equipe para pôr fim ao banho de sangueerdquo;. Na mesma mensagem, Graham indicou alinhamento do governo americano com o TEOR e que Zelensky considera a proposta relevante. eldquo;O presidente Zelensky indicou que o projeto bipartidário de sanções contra a Rússia seria de grande ajuda, e o presidente Trump está totalmente a bordoerdquo;, escreveu. O senador também direcionou o recado a países que mantêm compras de energia russa. eldquo;Àqueles que compram petróleo russo barato, sustentando a máquina de guerra de Putin, o preço está prestes a subirerdquo;, afirmou. Dias antes, em entrevista ao The Daily Star, em 8 de janeiro de 2026, Graham mencionou possíveis alvos da proposta. eldquo;Este projeto de lei permitirá ao presidente Trump punir os países que compram petróleo russo barato, abastecendo a máquina de guerra de Putinerdquo;, disse, ao citar China, Índia e Brasil. Tarifa de 500% O projeto estabelece que a tarifa mínima de 500% incidirá sobre bens e serviços importados de países que, de forma consciente, negociem petróleo, gás, urânio ou derivados russos. A legislação prevê a possibilidade de uma isenção temporária, por até 180 dias, a critério do presidente dos EUA, em situações específicas. Apresentada em abril de 2025 a proposta ainda aguarda análise no Senado, mas amplia o alcance das sanções americanas ao incluir países que mantêm relações comerciais com o setor energético russo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que, em 2025, o Brasil importou US$ 4,88 bilhões emdash; cerca de R$ 26 bilhões emdash; em derivados de petróleo e minerais betuminosos.

Furto de combustível volta a crescer no Brasil após seis anos de queda

Furto de combustível volta a crescer no Brasil após seis anos de queda

A imagem de gasolina jorrando como se fosse um poço de petróleo nos filmes da TV chamou a atenção na zona rural de Orlândia, cidade do norte paulista, a 365 km da capital paulista. O caso, ocorrido em outubro do ano passado, ajudou a inflar a alta nas estatísticas de furto de derivados de petróleo transportados em dutos no país. Segundo dados da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pela logística de combustíveis, em 2025 foram 31 casos de derivação clandestina, ou seja, intervenções criminosas para furtar petróleo e seus derivados com perfuração em dutos enterrados ou aparentes. Em 2024, foram 25 registros. A quantidade de furtos ou tentativas quebrou uma sequência de quedas nesse tipo de criminalidade desde 2018, quando houve o recorde de 261 casos. A série histórica começou em 2015, e o primeiro caso registrado pela Transpetro foi em 2011. Os números cresceram apesar do investimento de R$ 100 milhões por ano em ações preventivas, como sensores que mapeiam em tempo real diferenças de pressão nos dutos emdash;indicador de invasãoemdash;, inteligência artificial, e uso de drones e escolta armada para fiscalização, além da inauguração de um centro de operações no Rio de Janeiro. "Apenas uma derivação clandestina é capaz de levar à morte de pessoas, provocar danos irreparáveis ao meio ambiente ou colocar em risco o abastecimento de combustíveis em infraestruturas críticas", diz Sérgio Bacci, presidente da Transpetro. Questionadas, nem a empresa, nem a Petrobras, informaram o valor do prejuízo. "A divulgação de volumes ou valores associados a furtos em dutos pode incentivar a prática criminosa. Por isso, a Transpetro não compartilha essas informações", diz a subsidiária. São Paulo puxou a alta. Com 22 registros, o estado foi responsável por 70% dos furtos no país no ano passado emdash;em 2024 haviam sido 17 ocorrências. Em contrapartida, a estatística despencou no Rio de Janeiro. Foram registradas 13 ações criminosas no estado em 2020, contra uma em 2025. Segundo a estatal, essa redução é resultado da eficácia de ações integradas com autoridades de segurança pública e do trabalho preventivo. Sem citar números das operações, a Secretaria da Segurança Pública paulista afirma que tem intensificado as ações de enfrentamento aos crimes de derivações clandestinas. A pasta diz que a prática representa risco à segurança da população, ao meio ambiente e à infraestrutura crítica do estado. "As forças de segurança do estado seguem atuando de forma integrada para reprimir esse tipo de crime e responsabilizar os autores", afirma. "O aumento das derivações clandestinas em São Paulo não pode ser interpretado como evento episódico, mas como um risco estrutural e sistêmico", afirma Bacci, em nota. São Paulo é um mercado promissor para esse tipo de crime, pois conta com importantes dutos que ligam refinarias emdash;como a de Paulínia, a maior do Brasil, na região de Campinas. O estado é atravessado pelo oleoduto São Paulo-Brasília, o maior do país em extensão e volume movimentado (962 km, capacidade para transportar cerca de 800 mil m³ de petróleo e derivados por mês). Além disso, São Paulo tem a maior malha de dutos do país e um mercado consumidor robusto e contínuo, o que assegura rápida absorção do produto furtado, diz Bacci. A infraestrutura logística e viária densa também facilita o escoamento clandestino e a pulverização da mercadoria ilícita. Na ocorrência de Orlândia, em uma fazenda no limite com o município de Sales Oliveira, houve forte odor por causa da gasolina que jorrou, risco de explosão e contaminação ambiental, segundo a prefeitura disse na época. Um homem foi preso em um matagal. Segundo a polícia, ele afirmou que havia ido até a fazenda durante a noite com outros quatro comparsas emdash;os demais conseguiram fugir. Um caminhão-tanque, para onde seria feita a transposição do combustível, foi abandonado no local. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirma que as investigações em andamento pela Polícia Civil resultaram na instauração de um inquérito policial. O suspeito permanece preso preventivamente (sem prazo). "As apurações seguem com a análise de um aparelho celular apreendido, encaminhado ao Instituto de Criminalística para extração de dados, além da aguardada resposta a ofícios enviados à Transpetro", diz a pasta. A tática no caso é padrão entre as quadrilhas, explica a subsidiária da Petrobras. Geralmente, elas agem à noite, e levam o combustível furtado em caminhões-tanque ou pipa, ou ainda em veículos adaptados. De acordo com histórico de ocorrências, pessoas especializadas em ferramentaria participam das ações, com trabalho de perfuração dos dutos de aço e instalação de válvulas improvisadas. Mangueiras como as de bombeiros são usadas para levar o combustível aos caminhões. Na nota, o presidente da Transpetro pede mais ação das forças de segurança para os números voltarem a cair. Ele também cobra mais rigor na legislação contra o crime. Há dois projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o tema, que tipificam crime de furto e roubo de combustíveis. Um é do deputado Juninho do Pneu (União-RJ), e outro da senadora licenciada Simone Tebet (MDB-MS), atual ministra do Planejamento do governo Lula. O de autoria do deputado aguarda tramitação no Senado e o da ex-senadora espera tramitação na Câmara dos Deputados. O de autoria do deputado aguarda tramitação no Senado e a da ex-senadora espera tramitação na Câmara dos Deputados.

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