Começa a valer a tarifa branca, novo modelo de cobrança de luz opcional para os clientes

02/01/2018

Entrou em vigor ontem uma nova modalidade de cobrança da tarifa de energia elétrica para consumidores com média mensal superior a 500 quilowatts/hora (kWh). Na nova forma de cobrança, os preços vão variar ao longo do dia. O consumidor poderá optar por este modelo ou continuar pagando a conta pelas regras atuais.

O sistema dá ao consumidor a possibilidade de pagar valores diferentes dependendo da hora e do dia da semana em que a energia elétrica é consumida. Se o cliente usar a energia nos períodos de menor demanda, como na parte da manhã, no início da tarde e de madrugada, por exemplo, o valor pago pela energia consumida será menor. Nos horários de pico, o custo será maior. E essas faixas de horário serão definidas pela distribuidora, ou seja, vão variar de cidade para cidade.

MODELO PODE AUMENTAR CONTA

A tarifa branca, que mostra a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo, será oferecida para unidades de baixa tensão, como residências e pequenos comércios e serviços. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), todas as distribuidoras do país deverão atender aos pedidos de adesão à tarifa branca das novas ligações e dos consumidores com média mensal superior a 500 kWh.

Se o consumidor, porém, achar que a tarifa branca não apresenta vantagem e a conta de luz subiu, ele pode solicitar sua volta à tarifa convencional. A distribuidora terá 30 dias para atender ao pedido. Todavia, se o usuário quiser voltar à tarifa branca, novamente, o consumidor terá um período de carência de 180 dias para fazer a troca do sistema. Por isso, é importante que, antes de optar pela tarifa branca, o consumidor examine seu perfil de consumo para ver qual tarifa lhe atende melhor e não gastar ainda mais com a conta de luz. No ano passado, a energia elétrica subiu 9,65% nos 12 meses até novembro. E deve aumentar no mesmo patamar este ano.

De acordo com a Aneel, a tarifa branca não é recomendada para quem concentra o consumo nos períodos de ponta e intermediário porque o valor da fatura pode subir. Para ter certeza do seu perfil, o consumidor deve comparar suas contas com a aplicação das duas tarifas. Isso é possível por meio de simulação com base nos hábitos de consumo e equipamentos nos sites das distribuidoras.

TARIFA PODE SER 87% MAIOR

No Rio de Janeiro, o consumo médio de uma residência é de 148 KWh, o que equivale a cerca de R$ 130. No caso dos clientes da Light, a conta de energia elétrica ficará 87% mais cara no horário de pico, caso o consumidor decida aderir ao novo modelo de cobrança.

A nova tarifa não se aplica aos consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em lei e à iluminação pública.

Fonte: O Globo