Petrobras estuda adotar mecanismo de reajuste quinzenal para o diesel

11/09/2018

O novo mecanismo de reajuste quinzenal dos preços da gasolina, anunciado na semana passada pela Petrobras, poderá ser replicado para o diesel a partir de 2019. A mudança, entretanto, só será feita depois de uma avaliação do novo instrumento para reduzira volatilidade do preço da gasolina.

— A gente vai olhar principalmente o que está acontecendo em relação a essa experiência na gasolina. Eventualmente poderia aplicaram esma fórmula para o diesel. Ainda é muito preliminar, não há nenhuma decisão interna na companhia, ma sé algo que agente pode vir afazer—disse o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, que fez ontem, junto com integrantes da diretoria, uma apresentação dos principais números da empresa para investidores em São Paulo.

Até o fim do ano, o preço do óleo diesel seguirá apolítica de subsídios negociada com os caminhoneiros para encerrara greve de maio, que prevê reajuste sacada 30 dias. Líderes da categoria afirmam não ver problemas em aumentos quinzenais. O mais importante para ele sé a manutenção do tabelamento do frete.

O governo vê na sinalização da Petrobras de que o diesel poderia seguira correção quinzenal da gasolina uma possível solução para o fim do programa de subvenção ao combustível, previsto para 31 de dezembro.

Ao GLOBO, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que a estatal sabe que é preciso adotar uma metodologia mais estruturante no repasse da cotação do dólar e do petróleo no exterior para os combustíveis:

— A Petrobras está tomando medidas com antecedência, fazendo contas para uma metodologia que dê conforto aos consumidores. É necessário um mercado mais estável.

DÍVIDA EM QUEDA

Monteiro insistiu com os investidores que o novo mecanismo de reajuste da gasolina não afeta a política de preços da estatal. O presidente da empresa fez questão ainda de dizer que as medidas para reduzir a instabilidade dos preços são decisões internas, sem interferência do governo federal:

— Estamos de olho na temporada de furacões, que chegaram a provocar variação de preço entre 6% e 7% no dia, em apenas um produto. Pela política anterior, a volatilidade trazida por esses eventos climáticos seria repassada ao preço dos combustíveis diariamente. O reajuste poderia chegar até a 8% num dia, considerando também a volatilidade do câmbio.

O comando da estatal aproveitou a reunião para reforçar o compromisso de reduzir o endividamento da empresa. Segundo Monteiro, a Petrobras deve encerrar o ano com dívida líquida de US$ 69 bilhões, 19% menor que a registrada no fim de 2017. A alta do preço do petróleo é o principal fator para essa previsão.

—Atualmente, o (petróleo tipo) Brent está perto de US$ 78. Esse patamar auxilia na redução da dívida, acelera a trajetória de queda — disse Monteiro, ao lembrar que a empresa trabalhava com a expectativa do preço do barril a US$ 58 ao longo de 2018.

Fonte: O Globo