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IBP cobra transparência e modernização na concessão de gás no Rio

IBP cobra transparência e modernização na concessão de gás no Rio

O IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) emitiu uma nota cobrando mais transparência no processo de prorrogação dos contratos de concessão da distribuição de gás natural da CEG e CEG Rio, empresas do Grupo Naturgy, após a Agenersa (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro) agendar sessão regulatória para tratar dos pleitos. A reunião da reguladora estava marcada para esta quarta-feira (28), mas acabou adiada para quinta (29). Nos bastidores, agentes da cadeia de gás e grandes consumidores consideram a condução da renovação pouco ou nada transparente. A discussão ganhou tração quando, no início de janeiro, a Secretaria-Geral de Controle Externo do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) colocou em xeque a legalidade da prorrogação dos contratos, um caminho que seria vedado pela legislação estadual (Lei 2.831/97) e incompatível com entendimento já firmado pela corte local. Em representação ao tribunal, o órgão defendeu a realização de nova licitação, do zero, quando terminar o prazo da concessão, em detrimento dos trabalhos já iniciados pelo governo do Estado e pela Agenersa, que estariam eldquo;direcionados a possibilitar a prorrogação contratualerdquo;. eldquo;O assunto deve ser conduzido com a máxima atenção aos princípios de transparência, participação social, segurança e previsibilidade, com foco na segurança energética e na credibilidade do ambiente regulatório. Apenas assim será garantida a legitimidade do processoerdquo;, diz o IBP na nota. O instituto afirma que o momento de estudos sobre a renovação dos contratos da Naturgy é apropriado para sua eldquo;modernizaçãoerdquo;, eldquo;alinhando-os ao novo marco legal do gás natural, às transformações do mercado e às melhores práticas regulatóriaserdquo;. Nas entrelinhas, há uma série de questões objetivas que estão no centro do interesse de fornecedores e grandes consumidores de gás. Uma delas é a questão da migração para o mercado livre de gás. Empresas alegam que a Naturgy impõe barreiras ao movimento dos grandes consumidores, que está previsto na regulação para indústrias que consomem mais de 10 mil m³/dia (metros cúbicos por dia) de gás natural. Isso vai na contramão do que prevê os contratos da Naturgy inaugurados nos anos 1990, em que o sarrafo para ir ao ambiente livre era bem maior, 100 mil m³/dia. Em agosto do ano passado, inclusive, a Agenersa chegou a multar a Naturgy pela imposição de barreiras ao desenvolvimento do mercado livre de gás no Estado. Agora, seja por meio de renovação ou nova concessão, o IBP indica enxergar uma janela para consolidar os efeitos da evolução regulatória nos contratos. eldquo;Em manifestações formais já encaminhadas à Agenersa e ao Governo do Estado, o IBP destacou que a decisão sobre o futuro das concessões deve considerar informações atualizadas, planos de investimentos completos e compatíveis com a realidade atual do setor, bem como a aderência às diretrizes da Lei nº 14.134/2021 (Lei do Gás). Além disso, é essencial que o processo contribua para a construção de um ambiente regulatório mais previsível, competitivo e alinhado aos objetivos de abertura e dinamização do mercado de gás natural no Brasilerdquo;, diz o IBP. Em paralelo, destaca a importância da segurança jurídica do processo para o setor. eldquo;Qualquer deliberação definitiva deve observar rigorosamente os marcos legais e regulatórios vigentes, avaliando conjuntamente a aptidão técnica da CEG e CEG Rio em continuarem como responsáveis pelas concessões e melhor opção para o mercado de gás entre renovar ou relicitarerdquo;, continua o instituto.

Fim da 6x1: PEC da redução de jornada de trabalho vem com problema que põe em risco a produtividade

Fim da 6x1: PEC da redução de jornada de trabalho vem com problema que põe em risco a produtividade

Vivemos um tempo de narrativas sedutoras. Uma delas diz que, quando as pessoas trabalham menos horas, a sua produtividade aumenta. Estaria aí a grande justificativa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 8/2025, da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a redução da jornada de trabalho semanal de 44 horas para 36 horas, e muda o regime de escala 6x1 para 4 dias de trabalho e 3 de descanso, com o mesmo salário. Trabalhar menos tem seu mérito, mas é viável? E a produtividade? Há várias décadas que a produtividade do trabalho cresce a uma taxa irrisória de 0,4% a 0,6% ao ano. Nos últimos 20 anos, ficou estagnada. Em 2024, cresceu apenas 0,1%. Num regime de 36 horas semanais, cálculos realistas indicam que, para as empresas e a economia manterem o desempenho atual, a produtividade do trabalho terá de passar para um novo patamar de 6,7% de forma imediata e permanente. Irrealista. Nesse campo, nada ocorre de repente. A produtividade depende de fatores de evolução lenta: a melhoria da qualificação dos trabalhadores, o aperfeiçoamento da administração das empresas, a sua modernização tecnológica etc. Nada disso surgirá da mera redução das horas trabalhadas. Será que a referida estagnação da produtividade afeta todas as empresas? É claro que não. Muitas são altamente produtivas porque operam com colaboradores bem qualificados, sob administração moderna e ancoradas em tecnologias que maximizam resultados. Assim se dá também com certos ramos e setores. Nessas condições, é viável trabalhar menos. E isso já ocorre. A jornada média praticada no Brasil é de 38,4 horas por semana. Mas esse resultado é alcançado por meio de negociações coletivas realizadas entre empregados e empregadores. Elas levam em conta as peculiaridades das empresas, trabalhadores, ramos e setores da economia do País. Essa prática já é garantida pela Constituição de 1988, que permite acertar jornadas semanais abaixo de 44 horas (art. 7.º, inciso XIII). Portanto, o problema da PEC n.º 8/2025 e de outras do mesmo tipo é o de promover uma redução de jornada de modo impositivo, sem levar em conta as diferenças apontadas. Conclusão: somos a favor de qualquer redução de jornada de trabalho, desde que negociada entre as partes e com base na realidade das empresas, dos trabalhadores, dos ramos e dos setores. Assim é no mundo inteiro. José Pastore - professor aposentado da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) André Portela - professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Preço do diesel sob pressão

Preço do diesel sob pressão

Com o novo repique no preço internacional do barril de petróleo na quinta (29), o preço do diesel vendido no Brasil às distribuidoras ampliou a defasagem em relação ao mercado externo. Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a média do litro do diesel nos principais polos brasileiros está R$ 0,49 abaixo dos preços internacionais. Se considerados apenas os pontos de venda da Petrobras, a diferença é de R$ 0,50, o que equivale a 15% de diferença em relação às cotações globais. A defasagem vem sendo registrada há semanas e tem gerado no mercado uma expectativa de reajuste nos preços da Petrobras. A estatal aplicou uma redução na gasolina na terça (27), mas optou por manter o preço do diesel inalterado. A Petrobras afirma que evita repassar volatilidades externas aos preços internos. No entanto, desde o último reajuste do diesel emdash; em maio do ano passado emdash; houve importantes alterações no mercado global, assim como no câmbio. O ambiente de sobreoferta levou a cotação do petróleo a uma trajetória de queda desde 2025. Mas os preços têm sofrido variações, com forte influência dos movimentos geopolíticos, em meio ao ambiente de tensão em importantes produtores globais nas últimas semanas. Na quinta (29), o Brent encerrou o dia em alta de 3,29%, a US$ 69,59 o barril, reagindo ao aumento das pressões dos europeus e dos Estados Unidos contra o Irã. O presidente dos EUA Donald Trump ameaçou o Irã com uma resposta militar, caso as negociações por um acordo nuclear fracassem. Vale lembrar que o preço do barril e o câmbio não são as únicas métricas levadas em consideração pela Petrobras ao reajustar os combustíveis. Fatores como a competitividade e o market share também pesam na decisão. E qualquer mudança no combustível vai ter impactos no bolso do consumidor, que está atento à inflação no ano eleitoral. Variações no diesel tendem a ter um eldquo;efeito cascataerdquo; na economia brasileira, por causa da alta dependência do transporte rodoviário para a movimentação de bens pelo país. Segundo a ValeCard, o preço do diesel nos postos brasileiros já teve uma alta de 0,56% entre dezembro e janeiro deste ano. O maior aumento ocorreu no Nordeste. O levantamento considera transações realizadas entre 1º e 26 de janeiro em 25 mil postos credenciados em todo o país. É um reflexo do aumento do imposto estadual. As novas alíquotas de ICMS entraram em vigor em 1º de janeiro.

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