Petróleo fecha em baixa de mais de 1% com sinais de ação pontual contra Síria

17/04/2018 

O petróleo fechou em baixa de mais de 1% na sessão desta segunda-feira, 16, em linha com a percepção de que, pelo menos por ora, não deve haver uma ruptura significativa no cenário geopolítico como consequência da ofensiva militar coordenada entre Estados Unidos, França e Reino Unido contra a Síria.

Apesar de a efetividade dos mísseis lançados pelos aliados do Ocidente contra supostas plantas de armas químicas do governo sírio de Bashar al-Assad ter se tornado ponto de discórdia, ambos os lados sinalizaram que as ações concretas devem parar por aí. O secretário de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, disse que o ataque foi pontual.

Já a Rússia, que é o principal aliado de Damasco, se limitou até agora a buscar, sem sucesso, a condenação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) à ação militar trilateral.
Assim, por aparentar menor inclinação à erupção, o atual estado do cenário geopolítico engatilhou um movimento de realização de lucros, mas sem desfazer os ganhos enfileirados nas sessões anteriores. Na semana passada, em meio à tensão galopante que culminou com o lançamento de mísseis na sexta-feira, o petróleo havia acumulado altas superiores a 8%.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em baixa de 1,74%, a US$ 66,22 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para junho recuou 1,60%, a US$ 71,42.

No noticiário setorial, um relatório divulgado nesta segunda pelo Departamento de Energia (DoE) dos EUA projeta que haverá em maio deste ano aumento de produção de petróleo nas sete principais bacias de exploração do país, entre elas a de Permian, em comparação com igual mês de 2017.

Além disso, o Instituto para Estudos de Energia de Oxford apontou que a ainda incipiente indústria de óleo e gás de Gana está crescendo firmemente. A produção ganesa, de cerca de 126 mil barris por dia, é apenas uma fração daquela observada em grandes produtores africanos como Angola e Nigéria. Mas, em contraste com a maioria dos países produtores no continente, o avanço da indústria de Gana tem se mantido constante apesar de preços cadentes de petróleo. (Com informações da Dow Jones Newswires)

Fonte: IstoÉ Dinheiro